Economia
Indústria do RN recua 13,6% e tem maior queda do país em abril, aponta IBGE
10/06/2026

A produção industrial do Rio Grande do Norte caiu 13,6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi a maior queda observada entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgados nesta quarta-feira (10).
A queda foi puxada principalmente pelo recuo na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que teve redução de 27,8% no período. A fabricação de produtos alimentícios também voltou a cair em abril, com variação negativa de 1,7%, após uma variação positiva em março de 2,2%.
De acordo com o analista do IBGE Bernardo de Almeida, o desempenho da indústria potiguar foi influenciado sobretudo pela queda na produção de óleo diesel. No setor de alimentos, a retração ocorreu em menor intensidade e foi associada à redução na produção de castanha de caju beneficiada, sorvetes, picolés, produtos gelados comestíveis, balas e outros confeitos sem cacau.
Na contramão do resultado geral, dois segmentos apresentaram crescimento em abril no Rio Grande do Norte. A confecção de artigos do vestuário e acessórios avançou 56%, enquanto as indústrias extrativistas cresceram 16,3% em relação a abril de 2025.
No país, a indústria cresceu 2,7% em abril, com altas em 12 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE. Os maiores avanços foram registrados no Espírito Santo, com 32,9%, e no Rio de Janeiro, com 10,1%. Além do Rio Grande do Norte, tiveram queda no mês Maranhão (-5,4%), Amazonas (-4,2%), Pernambuco (-3,8%), Pará (-2,8%) e Ceará (-0,4%).
Balanço anual
No acumulado do ano, a indústria potiguar registra retração de 17,9%. O resultado reflete quedas nas indústrias extrativistas (-5,6%), na fabricação de produtos alimentícios (-6,2%) e na fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-29,9%). O único segmento com alta no período foi o de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com crescimento de 41,5%.
Em 12 meses, a produção industrial do Rio Grande do Norte acumula queda de 12,4%. Nesse recorte, os resultados positivos foram observados nas indústrias extrativistas, com alta de 9,2%, e na confecção de artigos do vestuário e acessórios, com avanço de 50,2%. Já a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 24,2%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recuou 1,4%.
TRIBUNA DO NORTE
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Copa do Mundo pode injetar até R$ 25 bilhões em apostas esportivas no Brasil
08/06/2026

A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar não apenas o futebol, mas também o mercado de apostas esportivas no Brasil. De acordo com estimativa da consultoria H2 Gambling Capital, o torneio pode gerar entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões em novos depósitos nas plataformas de apostas ao longo da competição.
O crescimento ocorre em meio à consolidação do setor regulamentado no país. Dados da Receita Federal apontam que a arrecadação de impostos sobre as apostas saltou de R$ 2,2 bilhões para R$ 4,5 bilhões nos quatro primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Desde a regulamentação, iniciada em janeiro de 2025, o Ministério da Fazenda já autorizou 85 licenças, permitindo a operação de 187 sites. Entre janeiro e abril deste ano, as empresas licenciadas registraram receita de R$ 12,2 bilhões, impulsionadas principalmente pela popularidade do futebol e pelos investimentos em publicidade e patrocínios esportivos.
Segundo o governo federal, cerca de 25 milhões de brasileiros realizaram apostas em 2025. O gasto médio mensal por apostador foi estimado em R$ 123, já descontados os valores recebidos em prêmios. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para os riscos do crescimento acelerado do setor, especialmente em relação ao endividamento e à dependência.
Um estudo da Unifesp apontou que 4,4% dos apostadores brasileiros apresentam sinais de jogo problemático, índice superior à média mundial. Além disso, autoridades e empresas do setor seguem preocupadas com a atuação de plataformas ilegais, que continuam movimentando bilhões de reais fora das regras e da fiscalização estabelecidas no país.
96 FM NATAL
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MARÉ MÓVEIS! É GOOOL DE ECONOMIA!
02/06/2026




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Alecrim aposta em São João e Copa para impulsionar vendas em junho
01/06/2026

O comércio do Alecrim, em Natal, já entrou no clima das festas juninas e da Copa do Mundo e aposta na combinação entre os dois eventos para aquecer as vendas durante o mês de junho. Nas vitrines e corredores das lojas, roupas xadrez, acessórios juninos e peças nas cores do Brasil dividem espaço e atraem consumidores em busca de looks para as festividades.
A expectativa da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba) é de crescimento entre 5% e 10% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado. Para atender à demanda, lojistas investem em reforço das equipes, capacitação de funcionários e programação cultural para movimentar o comércio de rua.
Junho mal começou e consumidores já iniciaram as compras para os festejos. Michele procurava roupas para o filho Pedro participar de quadrilhas juninas. Quem também aproveitou para pesquisar tendências foi Cláudia, moradora de Natal que pretende passar o São João em Assú.
“Quadriculado, a saia de couro, aquela saia desfiada. É o que nós sempre procuramos pro São João”, afirmou, em entrevista à TV Tropical.
Nas lojas do bairro, a decoração com bandeirolas e temas juninos já foi instalada. Segundo comerciantes, a aposta deste ano está na combinação entre peças típicas das festas juninas e referências à Copa do Mundo.
Pelas ruas do Alecrim, vestidos típicos nas cores verde, amarelo e azul já aparecem nas vitrines. Para comerciantes, a união entre São João e Copa tem impulsionado a procura dos clientes. A comerciante Ana Célia afirmou que a expectativa é de aumento nas vendas após a vitória do Brasil.
“Se o Brasil continuar que nem ontem, de 6 a 2, a gente espera agora melhorar mais ainda. E o São João está começando agora, as vendas estão boas, e a gente espera vender mais ainda”, disse.
Segundo ela, a procura por camisas da Seleção Brasileira cresceu após o resultado da partida.
“Hoje a procura foi maior, depois da vitória de ontem”, afirmou.
Além do aumento esperado nas vendas, o setor também prevê impacto na geração de empregos temporários. Segundo representantes da Associação dos Empresários do Alecrim, os meses de maio, junho e julho são considerados estratégicos para investimentos.
“Maio, junho e julho são meses de investimentos para novas contratações, por exemplo, e também capacitar as novas pessoas contratadas e a equipe que já estão presentes aqui no Alecrim também”, afirmou Matheus Feitosa, presidente da Aeba.
Para ampliar o fluxo de consumidores, o comércio de rua do Alecrim e da Cidade Alta também terá programação cultural especial durante o período junino. Entre as atrações previstas estão apresentações de quadrilhas, trios de sanfoneiros e bandinhas.
“Junto a isso, a comunicação assertiva também com a Fecomércio, por exemplo, com a própria prefeitura, que a gente vem aí já com a programação completa, já foi também anunciada junto com a programação dos eventos da prefeitura. A programação no comércio de rua, tanto no Alecrim como na Cidade Alta. Vamos ter bandinhas, trio de sanfoneiro, quadrilhas juninas também se apresentando, tanto na Praça Gentil Ferreira como na Cidade Alta também”, destacou.
“E isso traz um clima ainda mais animador, aquecendo mais as vendas, quando os clientes e a gente também, proprietário de loja, colaborador, escuta o forrozinho”, acrescentou.
Mesmo com o cenário positivo, parte dos comerciantes ainda aguarda um crescimento mais intenso no movimento nas próximas semanas, apostando nas compras de última hora.
“Estamos bem equipados para receber todo mundo, tanto com roupa junina como roupa da Copa, de todos os tamanhos, todas as idades e cores. No verde, no amarelo, no azul… de todos os jeitos, a gente está preparado para receber a população que vem a comprar para torcer pelo Brasil”, afirmou um comerciante.
Para o setor, o mês de junho é considerado estratégico para fortalecer o faturamento e contribuir para o fechamento do primeiro semestre com resultados positivos.
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Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo
30/05/2026

Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) tem até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.
A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.
Como fazer a declaração
A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.
Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime.
Multa
A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.
A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.
Agência Brasil
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Petrobras aumenta preço da gasolina pela primeira vez em quase dois anos
28/05/2026

A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A partir desta quinta-feira, o valor terá aumento de R$ 0,48 por litro, o equivalente a uma alta de 18,6%. Esta é a primeira elevação no preço do combustível desde 2024. Com informações do UOL.
Apesar do reajuste anunciado pela estatal, o impacto para as distribuidoras será reduzido por meio de um subsídio do governo federal. Com o desconto de R$ 0,44 por litro, o aumento efetivo será de apenas R$ 0,04 por litro. Assim, o preço médio da gasolina A comercializada pela Petrobras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61.
Segundo a Petrobras, o reajuste ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito entre Irã e Israel, em fevereiro, o barril do tipo Brent subiu 36,2%, saltando de US$ 72,48 para US$ 98,74. A disparada é atribuída principalmente às tensões no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, os consumidores já vinham sentindo o aumento nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,62 desde o início da guerra no Oriente Médio, acumulando alta de 5,4%.
A Petrobras destacou que o aumento para os consumidores não será imediato, já que o combustível ainda passa por toda a cadeia de distribuição até chegar aos postos. Caberá aos revendedores decidir se irão repassar o reajuste integralmente ao preço final.
Na semana passada, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que o reajuste seria anunciado em breve durante conferência com analistas sobre o balanço trimestral da companhia.
O governo federal também anunciou uma Medida Provisória que prevê subvenção de até R$ 0,8925 por litro de gasolina para conter os impactos da alta internacional. Os recursos serão destinados às refinarias e importadores de combustíveis.
De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços praticados pela Petrobras ainda estão defasados em cerca de 70% em relação ao mercado internacional. A entidade estima que a diferença média chega a R$ 1,51 por litro, variando conforme o polo de distribuição.
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Fim da escala 6×1 pode eliminar 7.800 empregos no RN, aponta estudo da Fecomércio
28/05/2026

A proposta de extinção da escala 6×1 e redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas poderá provocar impactos expressivos sobre a economia do Rio Grande do Norte, especialmente nos setores de comércio e serviços, responsáveis pela maior parte da geração de empregos formais no Estado.
Estimativas elaboradas pelo Instituto Fecomércio RN e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que a mudança poderá gerar custo adicional anual de R$ 3 bilhões para as empresas potiguares, além da possível eliminação de 7.800 postos formais de trabalho no curto e médio prazo. O levantamento também projeta aumento de preços de até 13%, com efeitos diretos sobre o custo de vida da população.
O estudo ocorre em meio à tramitação, no Congresso Nacional, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada de trabalho no País e amplia o debate sobre impactos econômicos e sociais da medida.
Além das projeções econômicas, o Instituto Fecomércio RN realizou pesquisa com 1.305 trabalhadores formais nos principais municípios potiguares. O levantamento mostrou que, embora exista apoio inicial relevante à proposta, a maioria dos entrevistados afirma ter pouco conhecimento sobre os efeitos concretos da mudança.
Segundo a pesquisa, mais de 89% dos trabalhadores afirmam já ter ouvido falar da proposta, mas apenas 8,7% dizem compreender efetivamente suas consequências práticas.
Os próprios entrevistados apontaram possíveis riscos associados à redução da jornada, como aumento da rotatividade de mão de obra (71,1%), crescimento da informalidade (65%), acúmulo de funções (63,5%) e redução dos empregos formais (60,2%).
Outro dado destacado pelo levantamento é a mudança de percepção após a apresentação dos impactos econômicos estimados. O apoio à proposta caiu de 75% para 55,6% entre os entrevistados quando foram informados sobre possíveis consequências da medida. Redução salarial, citada por 44,8% dos participantes, e aumento do desemprego, apontado por 37,8%, aparecem entre os principais fatores de mudança de posicionamento.
A pesquisa também identificou um cenário considerado contraditório pelo instituto: trabalhadores de menor renda concentram maior apoio inicial à proposta, embora sejam apontados como os mais vulneráveis aos impactos negativos de eventual aumento de custos para as empresas e retração do mercado formal de trabalho.
Em âmbito nacional, as estimativas da CNC apontam custo adicional de R$ 357,4 bilhões anuais para os setores de comércio e serviços, além da possibilidade de eliminação de até 631 mil empregos formais em todo o País.
Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o debate sobre a proposta precisa considerar os efeitos sobre atividade econômica, renda e preservação do emprego formal.
“O comércio de bens, serviços e turismo é extremamente heterogêneo, envolvendo desde micro e pequenas empresas até grandes redes, além de atividades com forte sazonalidade, como o turismo e a hospitalidade. Uma legislação impositiva e uniforme pode gerar efeitos adversos, como fechamento de estabelecimentos, demissões e aumento de preços ao consumidor, conforme nossos estudos projetam. Qualquer mudança neste sentido deve ocorrer por meio da negociação coletiva, respeitando a diversidade, as especificidades regionais e as diferentes realidades econômicas do setor”, afirmou Queiroz.
AGORA RN
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Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos
27/05/2026

O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.
As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).
Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.
O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.
Dados vazados
De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.
A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.
Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.
Falha no sistema
A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.
Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.
“Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.
Correção imediata
A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.
“Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.
Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.
Caso revelado
O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.
O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.
Risco de fraude
Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.
O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.
Histórico recente
Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.
Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.
Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.
ANNA RUTH DANTAS
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Micro e pequenas empresas na mira: 70% dos empregos formais estão onde o impacto será maior
26/05/2026

Quando se fala em "empresas" no debate da PEC 6x1, a imagem mental é de grandes corporações com departamentos de RH e margens confortáveis. A realidade brasileira é outra: 70% dos empregos com carteira assinada no país estão em micro, pequenas e médias empresas, segundo dados do Sebrae. São padarias, oficinas mecânicas, salões de beleza, restaurantes, lojas de bairro — negócios que operam seis ou sete dias por semana com equipes enxutas e margens que raramente ultrapassam 10%.
Para esses empreendedores, a obrigatoriedade de dois dias de folga semanais sem redução salarial significa, na prática, um dilema sem solução fácil: contratar mais gente que não podem pagar, reduzir o horário de funcionamento e perder receita, ou fechar.
A FecomercioSP calculou que o custo do trabalho subiria 22% para as empresas, considerando a manutenção do salário com redução de horas. Para um restaurante de bairro em Natal que emprega oito funcionários e fatura R$ 60 mil por mês, com margem líquida de 8%, isso pode significar um aumento de R$ 8 mil a R$ 10 mil mensais na folha — praticamente o lucro inteiro do negócio.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros.
O relatório de Leo Prates não prevê nenhum mecanismo de compensação para pequenas empresas. Não há desoneração de folha acoplada à PEC. Não há ampliação do teto do Simples Nacional. Não há tratamento diferenciado por porte ou setor. A mesma regra que valerá para uma multinacional com 10 mil funcionários valerá para o MEI que emprega um ajudante.
Os empresários tentaram. Uma comitiva liderada pela FecomercioSP foi a Brasília em 12 de maio pedir quatro medidas: vinculação da redução a acordos coletivos, transição de dez anos, tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas e aumento do teto do Simples. Hugo Motta respondeu que "não dá mais para segurar" a votação. As quatro demandas foram ignoradas no texto final.
O que sobra é a aritmética: se o custo sobe e a receita não acompanha, alguém paga. E nos pequenos negócios, quem paga primeiro é o funcionário — com a demissão. Depois, o consumidor — com o preço. E por último, o próprio dono — que fecha.
Blog do Gustavo Negreiros.
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Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões em dívidas
22/05/2026

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Agência Brasil
O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas de famílias e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) desde o lançamento, disse nesta quinta-feira (21) o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, as negociações beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas.
“O programa já alcançou mais de 1 milhão de CPFs e cerca de 1,1 milhão de operações”, afirmou durante coletiva para apresentar o balanço da iniciativa.
Dívidas quitadas
De acordo com o Ministério da Fazenda, 449 mil dívidas foram quitadas à vista no eixo voltado às famílias.
O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões após os descontos aplicados nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%.
Dívidas refinanciadas
Além dos pagamentos à vista, o programa refinanciou 685,5 mil operações com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Neste grupo, o estoque original das dívidas era de cerca de R$ 9 bilhões. Após a renegociação, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%.
Somando as operações quitadas e refinanciadas, o Desenrola Famílias já movimentou aproximadamente R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas.
Renegociação do Fies
O governo também atualizou os números do Desenrola Fies, voltado a contratos em atraso do financiamento estudantil.
Até 19 de maio, foram renegociados 34.087 contratos. As dívidas originais somavam R$ 2,04 bilhões e caíram para R$ 410,2 milhões após os acordos.
Segundo a Fazenda, o desconto médio nessa modalidade ficou próximo de 80%.
FGTS liberado
O governo informou ainda que, a partir de 26 de maio, trabalhadores poderão usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas no programa.
Originalmente, o Ministério do Trabalho e Emprego tinha informado que as renegociações começariam dia 25. No entanto, a Fazenda informou que as consultas começam dia 25; e as renegociações, dia 26.
Pelas regras anunciadas, será possível utilizar:
até 20% do saldo disponível do FGTS; ou
até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
A estimativa da equipe econômica é liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de pagamento.
O governo também anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual, que poderá ser usado no Desenrola.
Empresas incluídas
Além das famílias e estudantes, o programa tem modalidades voltadas para empresas. O Programa Nacional de Apoio a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Procred passam a ter regras mais flexíveis, prazos mais longos e maior tolerância a atrasos.
No Pronampe, destinado a micro e pequenas empresas, já foram realizadas mais de 31 mil operações, totalizando R$ 5,1 bilhões.
Já o Procred, linha de crédito da Caixa Econômica Federal em parceria com o governo federal voltada a microempreendedores individuais (MEI) e microempresas, registrou 9.703 operações, movimentando R$ 396 milhões.
Nova etapa
Segundo Durigan, a equipe econômica trabalha agora em uma nova versão do programa voltada para consumidores adimplentes, ou seja, pessoas sem dívidas em atraso.
“O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, afirmou o ministro.
Como funciona
Lançado no início de maio, o Novo Desenrola foi dividido em quatro frentes:
famílias;
estudantes do Fies;
empresas;
produtores rurais.
O programa permite renegociar dívidas como:
cartão de crédito;
cheque especial;
crédito rotativo;
crédito pessoal;
contratos do Fies.
Os juros máximos anunciados pelo governo chegam a 1,99% ao mês. Os descontos podem variar de 30% a 90%, dependendo do tipo da dívida e do prazo de pagamento.
Fonte: Agência Brasil
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171 mil potiguares ainda não entregaram declaração do IR a 11 dias do fim do prazo
19/05/2026

reprodução
A 11 dias do encerramento do prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, cerca de 171 mil contribuintes do Rio Grande do Norte ainda não prestaram contas à Receita Federal. Até às 15h35 desta segunda-feira 18, 273.178 declarações haviam sido enviadas no Estado, o equivalente a 61,39% do total esperado pelo Fisco para este ano.
A Receita Federal estima receber 444.998 declarações no Rio Grande do Norte até o prazo final, marcado para 29 de maio. Em todo o País, a expectativa é de 44 milhões de documentos entregues neste ciclo do IRPF.
Neste ano, estão obrigadas a declarar as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, além de contribuintes com receita bruta da atividade rural superior a R$ 177.920. Permanecem isentos aqueles que receberam até dois salários mínimos mensais durante o ano passado, exceto nos casos em que se enquadrem em outros critérios de obrigatoriedade.
Também devem apresentar declaração contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, realizaram operações em bolsas de valores superiores a R$ 40 mil ou com ganhos sujeitos à tributação, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025 ou passaram à condição de residente no Brasil ao longo do ano passado.
A Receita Federal alerta que o atraso na entrega da declaração pode gerar multa mínima de R$ 165,74, limitada a 20% do imposto devido, além de deixar o CPF do contribuinte pendente de regularização. O órgão ressaltou, porém, que a não entrega não provoca medidas como prisão, bloqueio bancário ou indiciamento criminal, em resposta a informações falsas disseminadas nas redes sociais em anos anteriores.
Neste ano, a Receita pretende acelerar o calendário de restituições. A previsão é de que 80% dos contribuintes com direito à devolução recebam os valores até 30 de junho. Com isso, o número de lotes foi reduzido de cinco para quatro. O primeiro pagamento ocorrerá em 29 de maio, seguido pelos lotes previstos para 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto.
A ordem de prioridade seguirá os critérios já adotados pela Receita Federal, começando por idosos acima de 80 anos, contribuintes com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou moléstia grave e profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério. Em seguida aparecem os contribuintes que utilizaram simultaneamente a declaração pré-preenchida e optaram pela restituição via Pix.
A declaração pode ser preenchida pelo Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível no site da Receita Federal, ou pela plataforma “Meu Imposto de Renda”, acessível por celular, tablet e navegador. O sistema exige autenticação por conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
A Receita tem reforçado a recomendação para utilização da declaração pré-preenchida, modalidade que importa automaticamente dados como rendimentos, despesas médicas e informações bancárias. Segundo o órgão, a ferramenta reduz inconsistências e diminui o risco de retenção em malha fina, embora a conferência das informações continue sendo responsabilidade do contribuinte.
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Mega-Sena acumula e próximo sorteio vai pagar R$ 300 milhões
17/05/2026

O sorteio do concurso 3.009 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o próximo concurso — especial de 30 anos da loteria — pagará prêmio estimado em R$ 300 milhões, que não acumula.
Veja os números sorteados: 04 – 06 – 08 – 18 – 21 – 30
5 acertos – 136 apostas ganhadoras: R$ 19.052,37
4 acertos – 6.714 apostas ganhadoras: R$ 636,14
O sorteio especial da Mega será realizado às 11h do dia 24 de maio. As apostas podem ser feitas até as 22h do dia 23 de maio pelo aplicativo Loterias Caixa, pelo portal Loterias Caixa ou em qualquer lotérica do país.
Fonte: g1
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Governo Lula anuncia subsídio de até R$ 0,89 por litro da gasolina para segurar preço do produto
14/05/2026

O governo Lula anunciou, nesta quarta-feira (13), que irá subsidiar a gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países, por conta da alta do barril do petróleo causado pelo conflito no Oriente Médio. Para isso, foi editada uma medida provisória e, nos próximos dias, será publicada uma portaria do Ministério da Fazenda estabelecerá os valores subvencionados.
O subsídio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A MP, que também vale para o óleo diesel, estabelece que a subvenção não pode ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis.
Atualmente, o litro da gasolina é tributado em R$ 0,89 por litro, o que inclui PIS, Cofins e Cide. O óleo diesel, por sua vez, teve a sua tributação de R$ 0,35 de PIS e Cofins por litro suspensa no mês de março.
O governo explicou que a nova subvenção terá início pela gasolina, que ainda não teve nenhum tipo de subsídio ou corte de tributos desde a eclosão da guerra no Oriente Médio. Mas poderá ser estendida ao diesel quando uma outra MP já em vigor, com prazo de duração previsto para os meses de abril e maio, deixe de ser aplicada.
As medidas utilizarão recursos do Orçamento da União, de acordo com o governo. A despesa mensal estimada é de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro de gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 de subvenção no litro do diesel.
“Como a receita da União por meio de dividendos, royalties e participação tem crescido com o aumento da cotação do petróleo no mercado internacional, a medida será neutra do ponto de vista fiscal”, disse o governo.
Os preços dos combustíveis vêm sendo pressionados pela alta no preço do petróleo: até o início da guerra em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent tinha uma cotação inferior a US$ 70, e hoje está a pouco mais de US$ 100.
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Novo Desenrola já renegociou quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz ministro
12/05/2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira 11 que a nova edição do programa Desenrola já movimentou quase R$ 1 bilhão em renegociação de dívidas. De acordo com ele, o volume foi registrado a partir de aproximadamente 200 mil pedidos apresentados desde o lançamento da iniciativa.
A nova fase do programa foi anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada com o objetivo de reduzir a inadimplência no país. O prazo para adesão é de 90 dias.
“São 200 mil pedidos já em avaliação dos bancos. Desses, 100 mil praticamente fechados e em volume crescente. Cada dia a gente tem visto mais renegociações sendo feitas”, afirmou Durigan em entrevista a jornalistas.
A expectativa do Ministério da Fazenda é que o programa alcance R$ 20 bilhões em dívidas renegociadas e beneficie cerca de 20 milhões de pessoas ao longo de sua execução.
O Desenrola 2.0 prevê descontos de até 90% para consumidores com débitos junto a instituições financeiras. Além disso, permite a quitação de dívidas de até R$ 100 e autoriza o uso de até 20% do saldo do FGTS, ou até R$ 1 mil — prevalecendo o maior valor — para amortizar os débitos.
Durante a entrevista, Durigan também informou que o Desenrola Fies, voltado à renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil com atraso superior a 90 dias, deverá estar plenamente disponível ainda nesta semana.
Nesse caso, os estudantes poderão quitar o saldo à vista, com exclusão de juros e multas e desconto adicional de 12% sobre o valor devido.
“A medida provisória da semana passada deu as condições, e os bancos têm tirado dúvidas com o MEC e a Fazenda”, declarou o ministro.
A primeira edição do Desenrola foi lançada em julho de 2023, quando o Ministério da Fazenda era comandado por Fernando Haddad. Na ocasião, a Federação Brasileira de Bancos informou que, em cerca de duas semanas, R$ 2,5 bilhões em dívidas haviam sido renegociados pelas instituições financeiras.
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Governo limita uso do FGTS a 20% do saldo para quitar dívidas
30/04/2026

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas no âmbito do programa Desenrola 2 será limitado a 20% do saldo disponível na conta do trabalhador.
A medida integra a nova etapa do programa de renegociação de dívidas, que deverá atender trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. Segundo Marinho, o FGTS será utilizado como instrumento para facilitar a quitação dos débitos, mediante autorização do próprio trabalhador.
“A Caixa vai liberar o recurso, na medida que um trabalhador for de uma instituição devedora, fez o seu pacto lá e a instituição que deu o crédito para esse trabalhador faça o ajuste de desconto. E, a partir desse ajuste de desconto, a Caixa faz a transferência liquidando o seu crédito, mediante a autorização do trabalhador, evidentemente”, explicou.
De acordo com o ministro, o valor utilizado será destinado exclusivamente ao pagamento da dívida, sem possibilidade de saque para outros fins. Ele também afirmou que trabalhadores com mais de um débito poderão consolidar as pendências, embora os detalhes dessa operacionalização ainda estejam sendo definidos pelo governo.
Para aqueles que não possuem conta vinculada ao FGTS, o programa deverá oferecer alternativas de parcelamento, ainda em fase de estruturação.
Outro ponto destacado por Marinho é a exigência de descontos mínimos por parte das instituições financeiras. Segundo ele, os abatimentos deverão começar em 40% do valor da dívida e podem chegar a até 90%, conforme as características do débito. “O mínimo é de 40%, abaixo disso não estará autorizado”, afirmou.
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RN lidera produção de sal e impulsiona economia com R$ 1,5 bilhão ao ano
26/04/2026


Com papel estratégico na economia do Rio Grande do Norte, a fabricação de sal marinho se desenvolveu e se modernizou ao longo de séculos de história, em um processo de fortalecimento da atividade que colocou o estado na dianteira da produção nacional. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do RN (Siesal-RN), por ano são produzidas cerca de seis milhões de toneladas do produto, o que garante uma movimentação de R$ 1,5 bilhão na economia potiguar. A mecanização das salinas, concentradas em sete cidades da região da Costa Branca, está entre os principais fatores de expansão do setor no estado.
Segundo Airton Torres, presidente do Siesal RN, o Rio Grande do Norte conta com 35 salinas mecanizadas, que juntas somam uma área de 36 mil hectares, localizadas nos municípios de Areia Branca, Galinhos, Grossos, Guamaré, Macau, Mossoró e Porto do Mangue. Além disso, no distrito de Córrego, em Grossos, uma área com cerca de 70 salinas artesanais integra o ciclo de produção de sal marinho no RN. A exploração gera pelo menos 5 mil empregos diretos no estado e uma arrecadação de aproximadamente R$ 175 milhões em ICMS anualmente, incluindo também atividades como o frete para o transporte do produto.
“É importante lembrar que existe uma operação de logística muito grande, com um contingente de trabalhadores envolvidos que nós não temos quantificado”, explica Torres. O presidente do Siesal projeta, portanto, cerca de outros cinco mil postos de trabalho permanentes em áreas de distribuição, como portos e transporte rodoviário.
Uma das maiores empresas do setor, a Salinor, conta com 630 funcionários em duas das principais unidades: Macau, localizada na cidade homônima, e Francisco Menescal, em Mossoró. Juntamente com a unidade Guanabara, a capacidade de produção da Salinor totaliza 2,5 milhões de toneladas por ano, quase metade de tudo o que é produzido no estado.
“Para a produção em Macau nós contamos com as águas estuarinas do Rio Piranhas-Açu, enquanto que em Mossoró nosso recurso vem do sistema Apodi-Mossoró”, descreve Gilton Cavalcanti, superintendente da Salinor. Aos 81 anos, Cavalcanti está na empresa há 58. Com mais de meio século de experiência, o superintendente é uma espécie de conselheiro, uma vez que ele conhece como ninguém o processo de fabricação do sal e as boas condições para a exploração.
“A principal condição que nós temos aqui é o material para fabricação – o rio Mossoró está ligado ao mar, então, predomina a água salgada. Outra condição é que a região conta com um período de nove meses, em média, sem chuvas (por ano, o índice de chuvas fica em torno de 500 milímetros), ideal para o bombeamento da matéria-prima por causa da evaporação da água. A terceira condição que nos favorece é o solo, bastante argiloso, que não impermeabiliza”, explica Gilton Cavalcanti.
Processo de fabricação
O processo de fabricação do sal, de acordo com Cavalcanti, começa com a captação de água, responsável pelo abastecimento de todo o ciclo produtivo. Esta fase é considerada o coração da salina. Nela, a água do rio é captada para as salinas por meio de bombas. A etapa seguinte é a evaporação da água, que tem como fontes principais o sol e o vento. Em seguida, vem a cristalização, fase em que começa a precipitação dos cristais de sal. Neste ponto, a chamada salmoura é recebida dos evaporadores, com densidade entre 24,5º e 25,5º para abastecer os cristalizadores (tanques utilizados na última etapa de produção).
O passo seguinte é a colheita, subprocesso responsável por separar o sal grosso do sal comum. “A colheita é feita com os transportadores, que são caminhões capazes de carregar 50 toneladas por vez”, afirma Gilton Cavalcanti. Depois, vem a lavagem, para reduzir a concentração de impurezas como sulfato de cálcio e magnésio, dos cristais de sal. No estágio seguinte, o sal grosso a granel vai para a área de estocagem por meio de esteiras. Na estocagem, o item é empilhado ao ar livre por cerca de 90 dias, onde passa por um período de “cura” para reduzir umidade e sais indesejáveis.
A última fase é o embarque, subprocesso em que o produto é transportado, por via terrestre ou marítima, para distribuição ao cliente. Nesta fase, o produto pode ir a refinamento ou ser transportado em big bags (grandes sacos de mil quilos), no caso do sal grosso. “Em se tratando de embarque por via marítima, são enviadas [pela Salinor] 400 toneladas por hora, por meio de barcaças. Temos quatro embarcações que alimentam o porto com cerca de 4,5 mil toneladas por dia”, aponta Gilton Cavalcanti. O escoamento por mar no RN é feito através do Porto-Ilha, no município de Areia Branca.
No caso do beneficiamento do produto, uma refinaria instalada na unidade de Macau é quem realiza o processo pela Salinor. Nele, um caminhão transporta o sal empilhado para uma moega (estrutura utilizada para armazenar temporariamente e descarregar materiais a granel), onde começa o trabalho de refino, composto por etapas como moagem, secagem e peneira para granulometria.
Em uma sala específica acontece a separação da linha de alimentos (ou seja, do sal que vai para as gôndolas do supermercado). O local conta com rigoroso controle de isolamento em cumprimento à legislação de segurança alimentar. A separação é feita em máquinas empacotadeiras.
A unidade de Macau conta, ainda, com um laboratório que monitora a qualidade do produto. Uma das análises busca identificar se a quantidade de iodo presente no sal atende às normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é de 14 a 45 miligramas/quilo.
atividade secular
A atividade salineira do Rio Grande do Norte é conhecida desde o século 17, embora os registros de exploração regular remontem, especialmente, ao século 18, quando criadores de gado do estado desenvolveram o processo de industrialização da carne, na tentativa de se libertar da dependência dos senhores.
Com a disponibilidade abundante de salinas naturais no RN, os criadores daqui e do Ceará fundaram as chamadas “oficinas”, que produziam a carne de charque, um item curado com bastante sal.
Com a chegada da Família Real ao Brasil, o acesso ao sal potiguar foi ampliado para outras regiões do País, mas o desconforto apontado por autoridades da província barrou a expansão da indústria salineira do RN à época. Foi somente depois do advento da República, em 1889, que a extração de sal marinho no Rio Grande do Norte registrou um período prolongado de expansão. Ao longo dos séculos, a atividade passou por diversas transformações, sendo a mais notável a mecanização das salinas, após 1965.
Um dos símbolos principais das mudanças é o uso de unidades de medida como o quilo e a tonelada, no lugar do alqueire, este último utilizado até por volta dos anos 1950 nas transações comerciais do setor. O superintendente da Salinor, Gilton Cavcalcanti, e o proprietário da Vita Sal, em Grossos, Francisco Vital, conhecido como Caxico, acompanharam de perto essa mudança.
“Para chegar a um alqueire, eram necessários 180 litros de sal, distribuídos em 36 cuias [as cuias eram recipientes em formato de caixa usados na medição; cada cuia levava cinco litros de sal], ou o equivalente a 160 quilos”, comenta Caxico.
Airton Torres, presidente do Siesal, afirma que em 1862 houve uma determinação legal para que grãos em geral fossem medidos em quilogramas, mas a mudança não foi adotada pelo interior do País, que continuou utilizando a medida volumétrica de alqueire. “Portanto, temos o uso do alqueire no setor até meados do século passado”, apontou.
TRIBUNA DO NORTE
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Sem ganhador, Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 115 milhões
26/04/2026

Foto: Divulgação/Caixa
O concurso 3.000 da Mega-Sena terminou sem ganhadores na faixa principal e fez o prêmio acumular para o próximo sorteio, estimado em R$ 115 milhões. O sorteio foi realizado na noite de sábado (25), em São Paulo.
As dezenas sorteadas foram: 22, 23, 36, 40, 52 e 60. Como nenhuma aposta acertou os seis números, o valor previsto de R$ 103.293.073,68 foi incorporado ao prêmio seguinte.
Na faixa da quina, 65 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma receberá R$ 64.627,76. Já a quadra teve 5.255 ganhadores, com prêmio individual de R$ 1.317,67.
O próximo sorteio está marcado para terça-feira (28), às 21h. Com o prêmio acumulado, a expectativa é de aumento no volume de apostas em todo o país.
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