Saúde

Saúde

Hospital Walfredo Gurgel atende 1.028 feridos em acidentes com motos só em 2024

26/03/2025


 

A urgência do Hospital Walfredo Gurgel segue abarrotada por vítimas de acidentes com motocicletas, mesmo diante da redução no número de mortes no trânsito da capital potiguar. Apenas nos primeiros meses de 2024, já foram registrados 1.028 atendimentos relacionados a acidentes envolvendo motos, conforme dados apresentados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte durante entrevista à rádio 94 FM. Em 2023, o número total foi maior: 1.314 feridos.

Segundo a promotora Danielle Veras, que atua na área de cidadania e acompanha de perto a situação, o problema extrapola os limites da capital. “Muitos motociclistas acidentados vêm da região metropolitana. Mesmo com a queda de óbitos em Natal, o Walfredo continua recebendo vítimas em estado grave”, afirmou. A superlotação crônica do hospital está relacionada à chamada “barreira ortopédica” que se formou, segundo a promotora, por conta da ausência de atendimento especializado nos municípios vizinhos.

Diante do impacto direto no sistema de saúde, o Ministério Público, em parceria com a STTU e outros órgãos estaduais e federais, lançou a campanha “Juntos Pela Vida”, com o objetivo de reduzir os acidentes, especialmente entre motociclistas. A promotora reforçou que não se trata apenas de segurança viária. “Cada acidente impacta a saúde pública, a previdência, a renda da família e pode incapacitar permanentemente alguém que está em idade produtiva. É uma perda em várias dimensões”, disse.

A campanha atua em vários eixos: fiscalização, educação, requalificação viária e melhoria na coleta de dados. Também está prevista uma série de cursos gratuitos de pilotagem para motociclistas que utilizam a moto como meio de trabalho, com início em abril. Embora a redução de óbitos em Natal indique um avanço — foram 30 mortes em 2021, 25 em 2023 e 18 até o momento em 2024 — os dados de internações mostram que o desafio está longe de ser resolvido.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Governo fará pagamento de médicos da UTI do Hospital Walfredo Gurgel

25/03/2025


Da Tribuna do Norte

 

O Governo do RN assegurou, através da Secretaria da Fazenda (Sefaz), que realizará o pagamento aos médicos que atuam na UTI do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. A informação foi repassada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, nesta segunda-feira (24). De acordo com a Sesap, a empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA) foi comunicada sobre a realização dos repasses financeiros que estão pendentes há seis meses, nesta terça-feira (25), com objetivo de suspender a sinalização de paralisação.

Segundo o Sindicato dos Médicos do RN, a data foi definida pelos médicos em assembleia na última terça-feira (18), que caso o pagamento dos atrasados não fosse efetuado até o dia 25 de março, os atendimentos seriam restringidos na UTI do Walfredo Gurgel, após a realização de uma nova assembleia no mesmo dia. De acordo com a categoria, os repasses financeiros não são feitos pelo estado desde o mês de outubro.

Procurado pela TRIBUNA DO NORTE nesta segunda-feira (24), o presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, relatou que não foi informado por parte da Sesap em relação à quitação dos salários atrasados na data prevista. Segundo ele, o Sindicato entrará em contato com a pasta e a empresa SAMA nesta terça-feira, antes de deflagrar uma eventual paralisação. “Até o dia 25 (de março) vamos contactar a Sesap e a Empresa, antes de parar”, disse Geraldo.

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Saúde fecha acordo para oferecer remédio de R$ 7 mi a crianças com AME

23/03/2025


 

O Ministério da Saúde fechou um acordo com a empresa fabricante do remédio utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1 para viabilizar a compra do medicamento. Dessa forma, o governo federal irá pagar o tratamento conforme os resultados da terapia no paciente, com o monitoramento de uma equipe especializada.

O contrato com a Novartis, fabricante do Zolgensma, foi firmado para viabilizar o medicamento de forma completamente gratuita aos brasileiros por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O remédio tem custo médio de R$ 7 milhões.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os 2,8 milhões de nascidos vivos em 2023, cerca de 287 têm AME. A doença degenerativa interfere que o corpo produza uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores.

O tipo 1 da doença é a mais frequente e a forma mais grave. Para conseguir o medicamento, o paciente deve apresentar o diagnóstico genético confirmatório em uma Farmácia de Alto Custo, conforme o protocolo da doença.

O Zolgensma é a primeira terapia gênica para crianças de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia.

 

Entenda as condições do acordo de pagamento:

 

 

40% do valor total no ato da infusão da terapia;

20% depois de 24 meses, se o paciente atingir o controle de nuca;

20% depois de 36 meses, se o paciente conseguir sentar sem o apoio por pelo menos 10 segundos;

20% depois de 48 meses, se os ganhos motores forem mantidos.

Caso o paciente for a óbito ou tenha progressão da doença para ventilação mecânica permanente, o pagamento das parcelas será cancelado.

 

 

METRÓPOLES

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 7 de abril

22/03/2025


 

A campanha nacional de vacinação contra a influenza este ano começa no dia 7 de abril. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta sexta-feira 21, data em que as doses começam a ser distribuídas aos estados.ebcebc

A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência, profissionais de saúde e professores, dentre outros.

Ao receber a primeira remessa de doses destinada ao Distrito Federal, Padilha destacou que o imunizante protege contra um total de três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença.

 

Leia também: Lucro de planos de saúde aumentou 271% em 2024

 

Segundo ele, estados e municípios que receberem as doses ao longo dos próximos dias podem optar por iniciar a vacinação antes do dia 7. No Distrito Federal, por exemplo, a imunização deve começar na próxima terça-feira 26.

A previsão é que, até o fim de março, 35 milhões de doses tenham sido entregues aos estados. Padilha refutou mitos como o de que a dose faz com que a pessoa imunizada fique gripada e destacou que, muitas vezes, o que acontece é que ela já chega infectada no momento de receber a vacina.

 

Vacina o ano todo

O ministro destacou que, a partir deste ano, a vacina contra a influenza passa a ficar disponível em unidades básicas de saúde de forma permanente. A estratégia, segundo ele, é não perder nenhuma oportunidade de vacinar pessoas que buscarem a dose.

Padilha disse ainda que os dias D nacionais de vacinação contra a influenza também serão retomados. A data, para este ano, será definida ao longo da próxima semana, durante reunião da comissão intergestores tripartite, mas deve acontecer em maio.

 

Público em geral

A possibilidade de ampliar a vacinação contra a influenza para o público em geral, segundo o ministro, não está descartada, mas ficará a critério de cada estado e município, levando em consideração o status de cobertura dos grupos prioritários.

“A meta recomendada pela OMS [Organização Mundial da Saúde] é 90% [de cobertura vacinal para grupos prioritários]. Vamos perseguir isso”, disse Padilha.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Ministério da Saúde amplia regulação para reduzir tempo de espera no SUS

21/03/2025


 

O Ministério da Saúde estabeleceu novas diretrizes para a regulação assistencial no Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a transparência, a organização e a eficiência no atendimento à população. Portaria publicada nesta segunda-feira (10) determina a obrigatoriedade e a periodicidade de envio de dados de solicitações de procedimentos e encaminhamentos a serviços especializados para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

A iniciativa visa garantir um fluxo mais ágil e informatizado das informações sobre regulação, beneficiando gestores e cidadãos que dependem dos serviços de saúde pública.   

Os registros serão organizados conforme o Modelo de Informação da Regulação Assistencial (MIRA), estabelecido em 2023. A digitalização dos processos permitirá maior controle sobre a demanda por atendimentos especializados e contribuirá para a redução do tempo de espera dos pacientes. 

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Médicos da UTI do Walfredo Gurgel ameaçam paralisar atividades após seis meses de salário atrasado

21/03/2025


 

Médicos que trabalham na UTI do Hospital Walfredo Gurgel, maior hospital de traumas do Estado, ameaçam paralisar os atendimentos. A categoria reclama que está com seis meses de salário atrasado. Em assembleia no Sindicato dos Médicos (Sinmed-RN), os profissionais decidiram que vão interromper a prestação do serviço caso o repasse não seja regularizado até 25 de março (terça-feira).

De acordo com a categoria, contratada através da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (Sama), os repasses financeiros não são feitos pelo Estado desde o mês de outubro de 2024.

Diante do descumprimento do acordo, os médicos decidiram em assembleia apresentar um prazo para pagamento dos meses de outubro e novembro de 2024 até o dia 25 de março, às 16h. Caso o pagamento dos dois meses não seja efetuado, uma nova assembleia da categoria será realizada no mesmo dia para decidir sobre a possibilidade de uma paralisação a partir do dia 26 de março.

O presidente do Sinmed-RN, Geraldo Ferreira, lembra que existe um acordo pré-processual feito em audiência de conciliação, realizada pela Justiça Federal, com a participação do sindicato, do Conselho Regional de Medicina (Cremern), da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e da Sama. O acordo prevê que os atrasos salariais não podem ultrapassar três meses.

Além das UTIs do Walfredo Gurgel, os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques (todos em Natal, sendo apenas o último localizado em Parnamirim) também podem ter os atendimentos paralisados, totalizando 9 UTIs, caso o repasse financeiro do Estado não seja efetuado até o dia 25.

 

O que diz a Sesap

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) disse que “mantém negociações” com a empresa prestadora de serviço médico e busca efetuar o pagamento até a próxima terça-feira (25), evitando assim a paralisação. “A gestão está adotando todas as medidas cabíveis e urgentes para garantir a continuidade dos serviços essenciais”, diz a nota.

A Secretaria enfatiza que “segue enfrentando dificuldades financeiras decorrentes da queda significativa na arrecadação do ICMS em 2024”, proveniente das leis federais 192 e 194, de 2022, que reduziram a cobrança do imposto dos estados sobre combustíveis, telecomunicações e energia elétrica.

“O efeito do reajuste da alíquota do ICMS, aprovado para 2025, só acontecerá a partir de abril, quando a gestão estadual iniciará gradativamente o reequilíbrio das contas”, afirmou a pasta.

 

 

98 FM

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Mulher dá à luz em casa no Planalto com ajuda do Samu Natal

20/03/2025


 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Natal (Samu 192 Natal) realizou na manhã desta quarta-feira 19 um parto domiciliar no bairro Planalto, na Zona Oeste da capital. A parturiente, com aproximadamente 38 semanas de gestação, entrou em trabalho de parto com contrações repetidas.

A Unidade Básica do Samu foi acionada para os primeiros atendimentos, mas houve necessidade de apoio da Unidade Avançada.

Ao chegar ao local, a equipe encontrou a gestante deitada no banheiro da residência. De acordo com o Samu, não foi possível removê-la para o hospital devido à iminência do nascimento.

“O parto foi realizado com segurança, garantindo o nascimento de um bebê do sexo feminino em ótimas condições clínicas. A parturiente permaneceu consciente, falando normalmente e sem complicações graves”, informou o serviço.

A equipe que prestou o atendimento era composta por socorristas, enfermeiros e uma médica, que acompanharam todo o procedimento.

Após o nascimento, mãe e filha foram encaminhadas para a Maternidade Araken para avaliação médica e acompanhamento.

“O atendimento reforça a eficiência do Samu nas ocorrências de urgências obstétricas”, afirmou a equipe.

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Novo edital do ‘Mais Médicos’ oferece 43 vagas para o RN

20/03/2025


 

O Ministério da Saúde anunciou o primeiro edital de 2025 para contratação de 2.279 profissionais pelo Programa Mais Médicos.Desse total, 43 serão destinados para o Rio Grande do Norte. Nessa etapa, as vagas estarão abertas para adesão dos gestores de 4.771 municípios. Com o preenchimento dessas vagas, serão mais de 28 mil profissionais atuando em todo o país.Fresh produce

Esses profissionais atuam nas equipes de Saúde da Família que fazem o atendimento e o acompanhamento mais perto da população e, quando necessário, encaminham para uma consulta com profissionais especializados.

Para aderir, gestores dos estados e municípios devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até o dia 24 de março, com resultado do edital previsto para 8 de abril.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Máscaras são incapazes de conter a transmissão da covid-19, conclui estudo da USP

20/03/2025


 

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) concluíram que o uso de máscaras é ineficiente para conter a transmissão da covid-19. O estudo, publicado em 12 de março deste ano, analisou 24 países europeus entre 2020 e 2021.

Os pesquisadores Daniel V. Tausk, do Departamento de Matemática, e Beny Spira, do Departamento de Microbiologia, chegaram à conclusão depois de investigar a relação entre o uso de máscaras em nível populacional e o excesso de mortalidade pela doença.

Enquanto Itália, Espanha e Portugal impuseram leis rigorosas de uso de máscaras já na primavera de 2020, Noruega e Holanda intervieram apenas no inverno de 2020-2021. Um terceiro grupo de países, formado por Dinamarca e Suécia, apresentou níveis baixos de utilização de máscaras durante todo o período analisado. O estudo mostra que os noruegueses, os holandeses, os dinamarqueses e os suecos tiveram mais sucesso que os italianos, os espanhóis e os portugueses.

Além disso, o estudo sugere que o uso prolongado de máscara pode ter causado efeitos adversos nos infectados, como a reinalação de partículas virais. Isso significa que a doença pode ter persistido por mais tempo entre os infectados e ter se alastrado para mais pessoas.

 

O resumo do estudo sobre as máscaras e a covid-19

 

Nenhuma correlação foi encontrada entre o uso de máscaras e a morbidade da covid-19, ou seja, as máscaras não demonstraram reduzir os casos da doença;

Houve correlação positiva entre o uso de máscaras e o excesso de mortalidade ajustado por idade. Os países com maior adesão ao uso de máscaras apresentaram taxas mais altas de excesso de mortes;

O estudo levanta hipóteses sobre o impacto das máscaras na saúde, incluindo a possibilidade de que o uso prolongado possa ter causado efeitos adversos, como a reinalação de partículas virais;

Os resultados são consistentes com revisões sistemáticas anteriores, que apontaram a falta de evidências sobre a eficácia das máscaras na prevenção da transmissão viral em nível populacional; e

Como estudo observacional retrospectivo, não é possível estabelecer causalidade direta entre o uso de máscaras e o aumento da mortalidade, apenas identificar uma correlação que merece mais investigação.

 

 

Revista Oeste

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Novo edital do ‘Mais Médicos’ oferece 43 vagas para o RN

19/03/2025


 

O Ministério da Saúde anunciou o primeiro edital de 2025 para contratação de 2.279 profissionais pelo Programa Mais Médicos.

Desse total, 43 serão destinados para o Rio Grande do Norte. Nessa etapa, as vagas estarão abertas para adesão dos gestores de 4.771 municípios. Com o preenchimento dessas vagas, serão mais de 28 mil profissionais atuando em todo o país.

Esses profissionais atuam nas equipes de Saúde da Família que fazem o atendimento e o acompanhamento mais perto da população e, quando necessário, encaminham para uma consulta com profissionais especializados.

Para aderir, gestores dos estados e municípios devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até o dia 24 de março, com resultado do edital previsto para 8 de abril. O novo edital do Ministério da Saúde também garante a promoção da igualdade étnico-racial. Estão previstas vagas afirmativas para médicos negros, quilombolas, indígenas e com deficiência.

O Mais Médicos garante assistência em saúde para mais de 66 milhões de pessoas. Hoje, cerca de 26 mil profissionais estão em atividade em 4,5 mil cidades – o que representa 81% do Brasil.

 

 

ANNA RUTH DANTAS

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Médicos podem paralisar atendimentos na UTI do Walfredo Gurgel devido atraso de pagamento

19/03/2025


 

Médicos da UTI do Hospital Walfredo Gurgel, que enfrentam seis meses de atrasos salariais, realizaram uma assembleia nesta terça-feira 18 com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) e decidiram estabelecer um prazo até o dia 25 de março para o pagamento dos salários atrasados. Caso o pagamento não seja efetuado até essa data, os atendimentos poderão ser paralisados no setor.

Os profissionais, contratados por meio da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), denunciam que o estado não realiza os repasses financeiros desde outubro de 2024. Durante a reunião, o presidente do Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, destacou que existe um acordo pré-processual, firmado em audiência de conciliação realizada pela Justiça Federal, com a participação do sindicato, do Conselho Regional de Medicina (Cremern), da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) e da SAMA, no qual foi estipulado que os atrasos salariais não poderiam ultrapassar três meses.

Em razão do descumprimento do acordo, os médicos definiram que, caso os salários de outubro e novembro de 2024 não sejam pagos até o dia 25 de março, uma nova assembleia será convocada para decidir sobre a possibilidade de uma paralisação, que poderá ter início no dia 26/3.

Além das UTIs do Hospital Walfredo Gurgel, outras unidades de saúde do estado, como os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio Marques, também estão em risco de ter os atendimentos suspensos. Ao todo, nove UTIs podem ser afetadas caso o governo estadual não regularize os repasses até o prazo estipulado.

 

 

AGOAR RN

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações em 2024

19/03/2025


O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.

Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.

 

Situação nas regiões

A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.

Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.

Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.

As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.

 

Mais afetados

Por causa disso, o Instituto Trata Brasil ressalta que elas afetam com maior intensidade as populações de menor status socioeconômico.

Em 2024, 64,8% do total de internações foram de pessoas pretas ou pardas. Apesar dos indígenas responderem por apenas 0,8% do total, a incidência entre eles ficou em 27,4 casos a cada dez mil habitantes.

As crianças e os idosos são os que costumam adoecer com mais gravidade, necessitando de internação. Entre as pessoas hospitalizadas em 2024, cerca de 70 mil eram crianças de até 4 anos, ou 20% do total. Nessa faixa etária, a incidência foi de 53,7 casos a casa dez mil pessoas, três vezes mais do que a média de todas as idades.

Já entre as pessoas com mais de 60 anos, a incidência foi 23,6, com cerca de 80 mil internações, ou 23,5% do total.

O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.

 

Mortalidade

O estudo também analisa a mortalidade associada a essas doenças, em comparação com dados de 2023. Neste ano, foram registradas 11.544 óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental, a maioria – 5.673 casos – por infecções feco-oral, e outras 5.394 causadas por doenças transmitidas por insetos.

Os óbitos caíram entre 2008 e 2023 no país. No entanto, na maior parte dos municípios brasileiros, esse indicador ficou estagnado e em 1.748 cidades, a taxa de mortalidade cresceu neste período.

As mortes, em 2023, foram bastante superiores entre os idosos, com 8830 ocorrências, ou 76% do total. Já o recorte por etnia mostra que a taxa de óbitos entre os indígenas foi quatro vezes superior à da população em geral, apesar da quantidade absoluta de casos ser bem menor do que entre as pessoas brancas ou negras.

 

Fonte: Agência Brasil

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Mais Médicos: Saúde anuncia 2,2 mil novas vagas e cadastro reserva

17/03/2025


O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (17) novo edital para a contratação de 2.279 profissionais pelo Programa Mais Médicos. Segundo a pasta, as vagas serão disponibilizadas para 4.771 municípios.ebcebc

Em entrevista à imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que, com o preenchimento das novas vagas, o programa passará a contar com mais de 28 mil profissionais.

Os médicos atuam em equipes de Saúde da Família e, quando necessário, encaminham o paciente para um especialista.

Aumenta muito a capacidade de resolver os problemas de saúde na atenção primária”, avaliou Padilha.

“Evidências e estudos mostram que a presença desse médico reduziu o encaminhamento para a atenção especializada”, completou.

Do total de municípios que vão receber médicos a partir do novo edital, que prioriza regiões de maior vulnerabilidade e áreas de difícil acesso, 1.296 cidades terão vagas imediatas e 3.475 poderão manifestar interesse e ter ampliação de profissionais.

A região da Amazônia Legal será contemplada com 473 vagas em 709 cidades.

Para aderir, gestores de estados e municípios devem se inscrever por meio do sistema e-Gestor até 24 de março, com resultado previsto para 8 de abril.

Estão previstas vagas profissionais negros, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.

 

Prontuário eletrônico

Ainda segundo a pasta, o uso do prontuário eletrônico do Sistema Único de Saúde (SUS), conhecido como e-SUS APS, por profissionais do Mais Médicos deve auxiliar na redução do tempo de espera por atendimento médico especializado.

O documento é gratuito e, de acordo com o ministério, acelera a integração do acesso às informações do paciente entre a atenção primária e a atenção especializada.

“É por meio desse prontuário que o profissional do Mais Médicos sabe se o paciente voltou à unidade para retorno da consulta, se as informações estão completas e se os exames estão em dia, ou seja, um canal rápido e eficiente, tanto para o paciente, como para o profissional.”

 

Formados no exterior

A pasta recepcionou, também nesta segunda-feira, 402 médicos formados no exterior e inscritos no Mais Médicos, que irão prestar atendimento a partir de abril em 22 estados.

“Esses profissionais estão inicialmente alocados em cerca de 180 municípios e 15 Distritos Sanitários de Saúde Indígena”, destacou o ministério.

A maioria dos médicos, conforme a pasta, nasceu no Brasil, totalizando 397 brasileiros e cinco estrangeiros.

Além disso, 52,7% dos profissionais são mulheres e 57 vão atuar especificamente na saúde indígena.

O chamado Módulo de Acolhimento e Avaliação é realizado em parceria com o Ministério da Educação e segue até 11 de abril, com aulas sobre o SUS e temas prioritários para atendimento de populações vulneráveis na atenção primária.

Dentre os tópicos de destaque estão equidade étnico-racial, saúde mental e o programa Bolsa Família. Ao final do curso, todos os médicos passam por uma avaliação – para ser aprovado, é preciso alcançar média mínima de 50%.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Espera por consulta e cirurgia no SUS é recorde no pós-pandemia

16/03/2025


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

Caio de Melo Ramos tinha três anos de idade quando foi diagnosticado com transtorno do espectro autista por um médico do Sistema Único de Saúde (SUS), que indicou a realização de consultas com especialistas. Sua mãe, a dona de casa Priscila Melo, foi então em busca de neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo. Após cinco anos de espera, só conseguiu levar o filho no primeiro. Nas demais especialidades, segue na fila.

— Não me deram previsão. Entrei em contato com a agente de saúde que me atendia e ela disse que tenho que esperar, não tenho o que fazer. Ficamos à mercê. Enquanto isso, meus filhos precisando e regredindo — disse Priscila, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, cujo segundo filho também foi diagnosticado com autismo.

A situação de Priscila e dos filhos não é exceção. Uma radiografia inédita das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) revela que nunca se levou tanto tempo para se conseguir uma consulta médica com um especialista na rede pública do país.

Números do Ministério da Saúde obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que pacientes precisaram aguardar, em média, quase dois meses (57 dias) para serem atendidos em 2024. A espera durou mais até do que o registrado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, quando a média foi de 50 dias, até então a maior marca da série histórica iniciada em 2009.

O levantamento foi possível após cruzamento de dados do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), software usado pelo governo federal para gerir o acesso à saúde. Os dados mostram que, a exemplo do filho de Priscila, 5,7 milhões de pessoas aguardavam por uma consulta em janeiro deste ano em todo o país. É como se 4 de cada 5 habitantes do Rio estivessem esperando um atendimento médico naquele momento.

 

5,7 milhões de pessoas estavam na fila do SUS para consultas em janeiro

 

O tempo médio para uma consulta, que engloba as 84 especialidades disponíveis no SUS, nas 27 unidades da federação, contudo, mascara a realidade de locais onde conseguir ser atendido é um exercício de paciência. O maior prazo, segundo os dados, é para quem precisa de uma avaliação de um especialista em genética médica, indicada para casos de anomalias congênitas, no Mato Grosso. Do pedido de agendamento até o paciente ser recebido no consultório médico são, em média, 721 dias — ou seja, dois anos de espera.

O tempo pode ser menor quando se trata de especialidades menos complexas. A principal demanda do SUS no ano passado, por exemplo, foram pelas consultas oftalmológicas, que tiveram 175,9 mil solicitações. Neste caso, considerando a média do país, a espera pelo atendimento foi de 83 dias, quase três meses.

O Ministério da Saúde afirma que a redução no tempo de espera de consultas, exames e cirurgias no SUS é a prioridade do novo ministro, Alexandre Padilha, que tomou posse na segunda-feira no lugar de Nísia Trindade. A troca teve como um dos principais motivos as dificuldades da ex-titular da pasta em avançar com o Programa Mais Acesso a Especialistas, lançado em abril do ano passado com o intuito de tornar mais rápido o acesso da população ao atendimento em cinco áreas com mais demanda (oncologia, oftalmologia, cardiologia, ortopedia e otorrinolaringologia). Em busca de uma marca para seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado resultados, pois quer transformar o programa em vitrine eleitoral em 2026.

Em nota, a pasta afirmou que tem adotado iniciativas que já ajudaram a reduzir filas e, no ano passado, “registrou recorde histórico” de cirurgias eletivas. “Foram mais de 14 milhões de procedimentos realizados, um crescimento de 37% em relação a 2022”, diz a nota.

Apesar de o sistema usado pelo Ministério da Saúde ser a única base de dados do governo federal para saber a situação das filas, a pasta afirma que os números são falhos. Nem todos os estados preenchem o sistema de forma adequada. Capitais como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, por exemplo, possuem ferramentas próprias de controle, que não são integradas ao da Saúde.

 

O Globo

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Covid: Cinco anos após primeiro paciente confirmado, RN registra 604 mil casos e mais de 9 mil mortes pela doença

12/03/2025


 

O Rio Grande do Norte teve o primeiro caso de covid-19 confirmado no dia 12 de março de 2020, um dia após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia causada pelo coronavírus (Sars-Cov-2). A primeira paciente com a doença no estado era uma mulher de 24 anos que tinha feito uma viagem à Europa. Cinco anos depois, o estado registra 604 mil diagnósticos e mais de 9 mil mortes causadas pela doença.

Do total de casos registrados no estado, 582,6 mil (96,4%) ocorreram entre 2020 e 2022, segundo os dados do Ministério da Saúde. Dos óbitos, 8.689 (93%) ocorreram no mesmo período. Os especialistas ouvidos pelo g1 atribuem a redução da doença nos últimos anos à vacinação da população, iniciada em 2021.

Rapidamente, o vírus que começou a se espalhar na China no final de 2019 já havia atravessado o mundo e chegado ao RN pouco após o carnaval.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Farmácia Popular: 21 municípios do RN estão com vagas abertas para novos credenciamentos

06/03/2025


 

Em 2024, quase 25 milhões de pessoas foram atendidas pelo Farmácia Popular, que conta com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país. Este é o maior número de beneficiários da série histórica desde 2004, e a tendência é que aumente ainda mais com a abertura de inscrições para mais de 750 municípios brasileiros que não têm nenhuma farmácia credenciada. 

No Rio Grande do Norte, 21 municípios foram contemplados com 42 vagas para novos credenciamentos, ou seja, duas vagas para cada um. O processo seletivo já está aberto e pode ser acessado pelo site do Ministério da Saúde. A classificação ocorrerá em ordem crescente de inscrição. 

No ato da inscrição, os estabelecimentos precisam estar regularizados junto à Receita Federal, Junta Comercial, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Previdência Social e demais órgãos de regulação e fiscalização.

Além disso, é necessário dispor de sistemas eletrônicos adequados e ter farmacêutico responsável técnico com Certificado de Regularidade Técnica (CRT) válido e emitido pelo Conselho Regional de Farmácia (CRF).

Para se credenciar, é necessário preencher o formulário de cadastro e separar os seguintes documentos com firma reconhecida em cartório, validação eletrônica ou certificado digital: 

 

Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);

Registro na junta comercial ou certificação digital;

Licença sanitária estadual ou municipal;

Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;

Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;

Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;

Documentação do representante legal e do farmacêutico responsável;

Comprovante de conta bancária da empresa. 

Retomado no ano de 2023, o Farmácia Popular não cadastrava novos estabelecimentos desde 2014. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da rede garante que mais pessoas tenham acesso a medicamentos essenciais. 

 

Com 78 cidades selecionadas, o Piauí é o estado com mais vagas abertas, totalizando 156. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, abrangendo 86% das cidades do país e cobrindo cerca de 97% da população. 

 

Remédios e insumos 100% gratuitos 

O ministério anunciou, no último dia 13, a ampliação total da gratuidade do Farmácia Popular para toda a população brasileira. Agora, todos os 41 itens do programa, entre medicamentos e insumos de saúde, podem ser retirados nos estabelecimentos credenciados sem qualquer pagamento de coparticipação, como acontecia anteriormente. 

Com a medida, fraldas geriátricas e o medicamento dapagliflozina, indicado no tratamento da diabetes mellitus associada à doença cardiovascular, passam a ser fornecidos, gratuitamente, de acordo com o público elegível para cada item. 

Em 2024, o orçamento destinado ao programa alcançou R$ 3,6 bilhões, superando os R$ 3,1 bilhões de 2023 e os R$ 2,5 bilhões de 2022. Para 2025, está previsto um investimento de R$ 4,2 bilhões. 

 

Mais avanços 

Iniciado no ano passado, o programa Dignidade Menstrual também garantiu o acesso à saúde para pessoas em situação de vulnerabilidade, por meio da entrega de absorventes higiênicos gratuitos. Em seu primeiro ano de execução, 2,1 milhões de pessoas de baixa renda em todo o Brasil foram beneficiadas.

Por meio do Farmácia Popular, a iniciativa visa garantir acesso a itens básicos de higiene menstrual e distribuiu, em apenas um ano, mais de 240 milhões de absorventes, totalizando um investimento de R$ 119,7 milhões do Ministério da Saúde.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Exercício físico pode reduzir risco de depressão e mais doenças, diz estudo

04/03/2025


 

Aumentar seu nível de atividade física pode reduzir o risco de desenvolver doenças neuropsiquiátricas como ansiedade, depressão e demência, segundo nova pesquisa preliminar.

E a proteção para seu cérebro se aplica independentemente da intensidade do exercício, “destacando a importância do movimento regular na promoção da saúde mental”, disse o autor principal do estudo, Dr. Jia-Yi Wu, pesquisador do Hospital Huashan da Universidade Fudan em Xangai, China.

Os pesquisadores analisaram dados de acelerômetro de mais de 73.000 adultos com idade média de 56 anos para comparar sua quantidade de atividade física com casos de doenças neuropsiquiátricas, de acordo com o resumo publicado na quinta-feira. O resumo será apresentado em abril na reunião anual da Academia Americana de Neurologia em San Diego.

Embora os resultados ainda não tenham sido publicados em um estudo completo revisado por pares, eles são fortalecidos pelo grande tamanho da amostra, pela confiabilidade dos dados do acelerômetro e pelo grande corpo de trabalho que apoia uma forte conexão entre exercício e melhores resultados para condições que afetam o cérebro, disse o Dr. Scott Russo, Diretor Leon Levy do Centro de Pesquisa do Cérebro e Corpo da Escola de Medicina Icahn no Mount Sinai em Nova York. Ele não esteve envolvido na pesquisa.

 

“Neste caso, há tantos dados, tanto correlativos quanto causativos… que estou bastante confiante”, disse Russo.

 

Diferentes tipos de depressão

Os dados mostraram que aumentar a atividade física e reduzir o tempo sedentário foi benéfico para condições como demência e depressão, e isso não é uma grande surpresa, disse Russo. Alguns estudos mostraram que o exercício é tão eficaz contra a depressão quanto medicamentos, acrescentou ele.

Para entender por que o exercício pode ser tão útil, é importante notar que alguns pesquisadores estão começando a pensar na depressão não apenas como uma condição, mas como uma coleção de subtipos com diferentes causas, disse Russo.

Cerca de 25% a 30% das pessoas com transtorno depressivo maior podem se enquadrar no subtipo imunometabólico, que é caracterizado por inflamação e função metabólica alterada, explicou.

Exercício pode ajudar a regular a função metabólica e reduzir a inflamação por trás desse subtipo de depressão.

“Este pode ser uma forma efetiva de tratar pacientes com esse subtipo em particular”, acrescenta Russo.

 

Qualquer atividade física ajuda

A principal lição deste estudo? Mova-se mais e passe menos tempo sentado.

 

“Envolver-se em atividades diárias que queimam calorias, como caminhar ou até mesmo jardinagem, desempenha um papel significativo na proteção da saúde do seu cérebro”, disse Wu por e-mail.

Algo particularmente motivador é que a pesquisa mostrou que todas as intensidades de atividade pareciam ser benéficas.

“Você não precisa se comprometer com treinos intensos”, diz Wu. “Mesmo atividades leves ou moderadas podem ter um impacto significativo no seu bem-estar”.

E assim como um acelerômetro foi útil para registrar a atividade para o estudo, um dispositivo que ajuda você a monitorar sua atividade pode ser uma boa estratégia para se movimentar mais, diz Russo.

Médicos e pesquisadores frequentemente incentivam as pessoas a praticarem mais atividades físicas, mas a saúde do país como um todo não melhorou muito, ele acrescentou.

“Ainda requer comportamentos ativos e intencionais, e algumas dessas tecnologias digitais que estão surgindo demonstraram realmente ajudar tanto no rastreamento quanto na motivação”, disse Russo.

Um dispositivo para monitorar a atividade pode dizer se você está recebendo o suficiente ou quanto mais você precisa, ele acrescentou. Adultos precisam de pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana e pelo menos dois dias de atividade de fortalecimento muscular por semana, de acordo com as atuais Diretrizes de Atividade Física para Americanos.

“É como um jogo para mim agora”, disse Russo, falando sobre seu próprio dispositivo. “Eu defino minha meta mínima de movimento todos os dias, e se estou um pouco abaixo dela e não vou atingir minha meta naquele dia, posso dar voltas pela minha casa.”

Tornar-se uma população mais saudável exigirá alguma estratégia e escolhas intencionais, disse ele.

“Acho que uma das coisas que essas tecnologias digitais fazem é fornecer essa capacidade para o indivíduo realmente assumir a responsabilidade por elas, para poder rastrear, reunir e organizar dados em tempo real”, disse Russo.

 

Fonte: CNN Brasil

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Mortes por obesidade no Brasil aumentam 75,3% em 14 anos

04/03/2025


                                                  Foto: Agência Brasil

 

De 2010 a 2024, a obesidade foi responsável por 45.310 mortes no Brasil, um aumento de 75,3% no período, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2024. O ano com o maior número de óbitos foi 2021, com 4.561 registros. Desde então, houve uma redução de 19,35% nos casos.

Nesta 3ª feira (4.mar), é celebrado o Dia Mundial da Obesidade, data dedicada à conscientização sobre essa doença crônica não transmissível.

O presidente da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica) e cirurgião bariátrico, Juliano Canavarros, explicou que muitas dessas mortes não foram causadas diretamente pela obesidade. Segundo ele, os óbitos estão associados a comorbidades frequentes em pessoas obesas, como hipertensão e dislipidemia — condição caracterizada por níveis elevados de colesterol.

“O paciente pode desenvolver muitas doenças associadas à obesidade que vão aumentar a chance dele morrer. Inclusive, já é científico que obesos podem ter 30% a mais de chance de desenvolver câncer, que vai abreviar a vida desta pessoa”, disse.

A AMA (Associação Médica Americana, na sigla em inglês), maior associação de médicos e estudantes de medicina dos Estados Unidos, classificou a obesidade como uma doença crônica em 2013. Já a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera obesas as pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30 kg/m².

Além do aumento no número de mortes associadas à obesidade, o número de casos da doença entre brasileiros maiores de 18 anos cresceu 105,9% entre 2006 e 2023, segundo o Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). No último ano com dados disponíveis (2023), 24,3% dos adultos no país foram considerados obesos.

Para a psicóloga e cofundadora da ONG Obesidade Brasil, Andrea Levy, o aumento da obesidade entre os brasileiros está ligado a fatores como sedentarismo, desigualdade social, problemas de segurança pública e a ausência de políticas voltadas para a prevenção e o tratamento da doença.

“A gente não pode chegar para uma pessoa com obesidade, em uma situação de vulnerabilidade, que mora na periferia, e falar: ‘Vai caminhar no parque e compra comida saudável’. Comida saudável é hipertaxada, e a pessoa não tem tempo para cozinhar porque tem que trabalhar em 3 empregos. Esses são fatores socioeconômicos muito presentes na vida da população brasileira”, afirmou.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “oferece assistência integral a pessoas com sobrepeso e obesidade por meio da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, na qual a obesidade é um dos eixos temáticos”.

 

Leia a íntegra da nota:

 

“O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece assistência integral a pessoas com sobrepeso e obesidade por meio da Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas, na qual a obesidade é um dos eixos temáticos.”

“As intervenções clínicas incluem orientações nutricionais, promoção de atividade física e, quando necessário, terapias farmacológicas. A cirurgia bariátrica é indicada para casos específicos, especialmente quando outras abordagens não resultaram em perda de peso significativa ou controle das comorbidades associadas.”

“O acesso à cirurgia bariátrica ocorre por meio dos serviços de saúde, com encaminhamento à atenção especializada, de acordo com critérios clínicos. O tratamento cirúrgico é indicado para indivíduos com IMC ≥ 50 kg/m² ou IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico longitudinal realizado na Atenção Básica e/ou Ambulatorial Especializada por, no mínimo, dois anos. Também são elegíveis pacientes com IMC ≥ 35 kg/m² e comorbidades como alto risco cardiovascular, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono e doenças articulares degenerativas, desde que tenham seguido protocolos clínicos e passado pelo tratamento clínico longitudinal por, pelo menos, dois anos.”

 

Poder 360

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Terapia adaptada diminui mortes por febre amarela em 84%

03/03/2025


 

A equipe de infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) publicou os resultados da adaptação de protocolos de atendimento de hepatites fulminantes para casos de Febre Amarela, com aumento drástico de taxas de sobrevivência entre os pacientes elegíveis, na casa dos 84%.

A terapia, desenvolvida inicialmente para tratar casos graves de hepatite por uma equipe médica dinamarquesa, consiste no uso de transfusões de plasma sanguíneo para, de certa forma, dar maior tempo ao corpo para se recuperar, à medida que a sobrecarga no fígado impede que o órgão regule toxinas e eleva a toxidade de elementos como a amônia no sangue. Diferentemente da infecção pelo vírus causador da febre amarela estes casos tinham melhora após poucos dias de tratamento, enquanto a equipe do HC percebeu melhora com tratamentos mais prolongados.

Normalmente, no Brasil, a terapia padrão para os casos graves é através de transplante de fígado, com alta taxa de mortalidade seja pela demora em sua realização, seja pela insuficiência pois a manutenção da infecção leva parte dos pacientes a falecer. Um transplante de fígado não é algo simples, seja de se conseguir, seja de se realizar, e um paciente se recuperando da fase aguda da doença terá sua recuperação ainda mais difícil. No artigo é destacado que a alta mortalidade pela doença está diretamente relacionada à resposta imune dos pacientes, que age como um mecanismo chave quando desregulada, à dinâmica da infecção viral, que pode se espalhar por outros órgãos e tecidos fora do fígado, e à carga viral, ou seja, à quantidade de vírus no organismo.

A médica Ho Yeh-Li, coordenadora da UTI de Infectologia do Hospital das Clínicas, em entrevista à Agência Brasil, explicou que a terapia com plasma é relativamente simples e barata, principalmente se comparada à complexidade de um transplante de fígado. Em geral o plasma é um produto sanguíneo com boa disponibilidade nos hemocentros, e o equipamento necessário para sua transfusão é comum em hospitais de alta complexidade no país. Os casos de morte, como um descrito no artigo, ocorreram em pacientes com predisposição para doenças no fígado, no caso um homem de 48 anos com histórico de uso excessivo de álcool.

Na técnica desenvolvida pela equipe de Yeh-li, a terapia com transfusões foi aplicada duas vezes por dia, em sessões com duração entre uma hora e uma hora e meia, com equipe composta por enfermagem e um médico de referência, quando necessário com a aplicação de transfusões sanguíneas. Sua duração pode variar, até a remissão da infecção. Nos casos da equipe da Dinamarca bastavam três dias, o que normalmente não é suficiente para os pacientes com febre amarela, para os quais a diminuição das sessões tem de ser gradual.

Após o uso no surto paulista de 2018/2019 a terapia foi aplicada pelas equipes do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, com resultados semelhantes.

O estudo foi realizado em parceria entre o departamento de Infectologia e Medicina Tropical e o Departamento de Gastroenterologia, além do Serviço de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, ambos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em parceria com o Churchill Hospital, da Universidade de Oxford, e a Fundação Pro-Sangue.

 

Casos atualizados

 

A eficiência do tratamento nos casos atuais, já que São Paulo passa por novo período de aumento de casos, é baixa pois, segundo Yeh-li, eles não estão chegando aos hospitais de alta-complexidade. Para a médica, o problema está na falta de treinamento adequado das equipes de unidades de atendimento primário e secundário, que não reconheceram os quadros de sintoma e não testaram os pacientes a tempo, remetendo-os para equipamentos com capacidade de resposta para este tipo de caso.

Para Yeh-li, essa é uma das possíveis explicações também para a alta taxa de letalidade registrados em São Paulo, onde de 18 casos relatados 12 foram óbitos, mais de 60%. A taxa de mortalidade em 2018/2019 esteve no patamar de 35% dos casos. O aumento de casos este ano levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a divulgar um alerta para viajantes no último dia 14.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 13 dos 18 casos tiveram como possível local de infecção a região de Campinas (Amparo, Socorro, Tuiuti, Joanópolis, Valinhos, Campinas, Pedra Bela e Piracaia); um caso tem como possível local de infecção a região de Bauru (Brotas); um caso tem como possível local de infecção a região Piracicaba (São Pedro); um com local provável de infecção a região de São José dos Campos (Caçapava); um caso o possível local de infecção está sob investigação e o último caso é importado, tendo sido contraído em Minas Gerais.

A pasta tem reforçado os esforços de orientação às prefeituras, que levam a vacinação a cabo. Dos 12 mortos, 11 não haviam sido vacinados. Em 2024 foram registrados dois casos humanos de febre amarela no estado de São Paulo: um autóctone e outro importado, que resultou em óbito.

Também neste ano, foram confirmados 36 casos de febre amarela em primatas não humanos no estado, sendo 23 na região de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto e Pitangueiras), 11 na região de Campinas (Pinhalzinho, Campinas, Serra Negra, Socorro, Joanópolis, Amparo e Valinhos), um na região de Barretos (Colina) e um na Grande São Paulo (Osasco). Avistamento de macacos mortos é um evento que pode ter relação com casos da doença e deve ser informado para as autoridades de vigilância epidemiológica da cidade onde ocorrer.

 

Agência Brasil

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Ministério da Saúde distribui 20 mil doses de vacina contra febre amarela para o RN

27/02/2025

 

Ministério da Saúde distribuiu 4,6 milhões de doses de vacinas para todos os estados brasileiros até o dia 19 de fevereiro. Desse total, 20 mil foram destinadas para o estado do Rio Grande do Norte. A intensificação da vacinação é uma das principais estratégias para o controle da febre amarela. Em 2024, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuiu mais de 20 milhões de doses para todo o país. No começo deste mês, a pasta publicou uma nota técnica recomendando a vacinação contra a doença.

Desde novembro de 2023, o Ministério da Saúde tem atendido integralmente os pedidos de vacina contra a febre amarela feitos por São Paulo. Após a solicitação de doses extras, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para alinhar o planejamento e a estratégia de aplicação das vacinas, que deve seguir o calendário vacinal oficial:  

 

1ª dose: aos 9 meses de idade;

Reforço: aos 4 anos de idade;

Dose única: para crianças que não receberam as duas doses antes dos 5 anos;

Dose única para adultos: caso a pessoa não tenha sido vacinada ou precise reforçar a imunização (se recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos);

Pessoas a partir de 60 anos: devem ter a indicação avaliada por um profissional de saúde, considerando riscos e benefícios.  

Casos registrados no país 

 

No período de monitoramento 2024/2025, houve registros de transmissão do vírus em primatas não humanos nos estados de São Paulo (33), Minas Gerais (4), Roraima (1) e Tocantins (2).  

Também foram confirmados casos em pessoas nos estados de São Paulo (13), Minas Gerais (1) e Tocantins (1). Oito desses casos evoluíram para óbito, todos no estado de São Paulo. Nenhuma das vítimas era vacinada.  

No Brasil, a febre amarela segue um ciclo silvestre, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os últimos casos de febre amarela urbana no país foram registrados em 1942. Desde então, a transmissão ocorre apenas no ambiente silvestre, onde os primatas não humanos (PNHs) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, assim como os humanos, que são considerados hospedeiros acidentais. 

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Primeira páginaAnterior Próxima Última página