Saúde
Supermercados já podem vender medicamentos; entenda
24/03/2026

Publicada no DOU, lei autoriza instalar farmácia dentro de mercados. Foto: Joêdson Alves/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.
A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.
Entenda
De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.
Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.
Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.
Farmacêutico
A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.
As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.
Controle especial
Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável.
Comércio eletrônico
Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.
Fonte: Agência Brasil
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Vacinação contra a gripe no RN começa em 28 de março
24/03/2026

Foto: Arquivo / Assecom / Elisa Elsie
A campanha de vacinação contra a gripe terá início no dia 28 de março em todo o Rio Grande do Norte. A abertura será marcada pelo Dia “D” de mobilização, com funcionamento ampliado dos postos de saúde para facilitar o acesso da população.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tem como meta imunizar mais de 1,4 milhão de pessoas no RN, com o objetivo de reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus. A campanha acontece entre os dias 28 de março e 30 de maio, tendo como foco principal a proteção dos grupos mais vulneráveis e profissionais de serviços essenciais.
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Notícias sobre Flávio Bolsonaro
Em 2026, o Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) já confirmou 154 casos de Influenza A e B, com dois óbitos registrados. Atualmente, 27 pessoas estão internadas na rede pública de saúde com síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus Influenza.
Podem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; e idosos com 60 anos ou mais, além de grupos especiais e profissionais (puérperas; povos indígenas e quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde e professores (ensino básico e superior); forças de Segurança, Salvamento e Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros, trabalhadores portuários e dos Correios; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (urbano e longo curso); população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas (12 a 21 anos); pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade).
A vacina é segura e considerada a estratégia mais eficaz de prevenção contra a gripe. Possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.
A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários, o que no RN representa um público total estimado em 1.424.963 pessoas.
Sesap RN
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Bolsonaro teve melhora na função renal, diz boletim
16/03/2026

Boletim médico divulgado ontem pelo hospital DF Star, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está internado, aponta que o paciente “evoluiu com estabilidade clínica e melhora da função renal, porém com nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue”. Ainda de acordo com o boletim médico, em decorrência destas alterações, “houve necessidade de ampliar a cobertura dos antibióticos”. Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital em Brasília em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.
O ex-presidente segue com intensificação da fisioterapia respiratória e motora. O hospital informa que ainda não há previsão de alta da UTI. O texto é assinado pela equipe que acompanha Bolsonaro – entre eles, o cirurgião geral Claudio Birolini.
Estadão Conteúdo
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RN confirma primeiros casos de mpox em 2026
13/03/2026

Reprodução
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira 12 os dois primeiros casos de mpox no Rio Grande do Norte em 2026.
De acordo com a pasta, os registros ocorreram em pacientes residentes em Natal e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Segundo a Sesap, nenhum dos pacientes precisou de internação.
A secretaria informou que os registros dos casos ocorreram entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março.
A Sesap também informou que investiga outro caso suspeito da doença em São Gonçalo do Amarante e não informou o estado de saúde do paciente.
Em fevereiro, uma paciente em Mossoró chegou a ser isolada durante internação por suspeita da doença, mas exames descartaram a infecção.
Mpox
De acordo com o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença viral. Entre os principais sinais e sintomas estão lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados.
Segundo o ministério, o tratamento é realizado com suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Até o momento, não há medicamento específico para a doença.
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Flávio diz que Bolsonaro está indo para hospital após “calafrios e vômitos”
13/03/2026

Foto: Fábio Rodrigues
O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para dizer que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sendo levado ao hospital nesta sexta-feira (13) após acordar com “calafrios e vômitos” na Papudinha, em Brasília.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu o senador no X.
O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papuda desde 15 de janeiro.
CNN
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Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema
11/03/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira 9.Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema - Agora RNAnvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema - Agora RN
A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
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ATENÇÃO: VAGAS ABERTAS PARA TÉCNICO DE LABORATÓRIO NA DNA CENTER EM TOUROS
10/03/2026

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Rio Grande do Norte é o 6º estado com mais casos de câncer infantojuvenil
08/03/2026

Com 627 diagnósticos, o Rio Grande do Norte ocupou a 6ª posição nacional no número de novos casos de câncer infantojuvenil em 2025. Um ano antes, o estado havia ocupado a 11ª posição no total de diagnósticos da doença na faixa etária de 0 a 19 anos, com 641 casos. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da doença, que é a mais letal para crianças e adolescentes no Brasil, o que fortalece o tratamento e aumenta as chances de cura.
O número de novos casos de câncer infantojuvenil registrados no RN caiu 2,18% entre 2024 e 2025, mas houve redução mais expressiva em outros estados: o Espírito Santo, por exemplo, teve queda de 60%, de 295 para 118 diagnósticos. No Brasil, o total de novos casos nessa faixa etária recuou 24,2%, de 15.811 para 11.984 diagnósticos. Os dados são do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde, e foram compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp) em 15 de janeiro de 2026.
Do total de casos da doença no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que apenas 3% acometem o público infantojuvenil. Se diagnosticadas precocemente, cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curadas e receber tratamento em centros especializados, segundo o Inca.
O pediatra Tiago Dalcin, membro da Sobrasp, observa que o câncer infantojuvenil é pouco debatido, pois a doença é mais associada a adultos e idosos. “Os sinais e sintomas do câncer na infância e na adolescência muitas vezes são inespecíficos. Eles podem acontecer ao longo do tempo, confundir-se com outras doenças e demorar para que seja feito o diagnóstico”, afirma.
“Os sintomas são, por exemplo, palidez, perda de peso, algum caroço ou nódulo que não dói, e manchas roxas pelo corpo”, explica. Para Dalcin, é importante investigar os sinais, caso existam, e realizar acompanhamento médico mesmo sem queixas, a fim de avaliar o desenvolvimento da criança ou adolescente.
Ana Járvis, superintendente da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, resume a importância do diagnóstico precoce em “salvar vidas”. “O câncer existe, e a gente está perdendo [vidas] pela falta de suspeição, pela falta de investigação”, afirma. Ela lembra que há cerca de 80% de chances de cura em casos em que se descobre a doença cedo.
Contudo, a falta de diagnóstico e dificuldades de acesso ao tratamento atrapalham o combate ao câncer. A Casa Durval Paiva, em Natal, acolhe crianças, adolescentes e suas famílias, antes, durante e após o tratamento.
Para a Sobrasp, o câncer infantojuvenil causa “forte impacto social e emocional” e afeta a rotina das famílias. “Quem convive com criança sabe o quanto isso vai mobilizar tanto a criança quanto a sua família. A gente precisa dar atenção individualizada para cada caso. Cada criança importa”, diz Tiago Dalcin.
Sobre o impacto do tratamento na rotina familiar, Járvis destaca que os reflexos vão além da saúde: muitas mães abdicam de suas carreiras para acompanhar os filhos e se dedicar ao tratamento. Segundo ela, 80% dos assistidos pela Casa Durval Paiva são do interior do estado e 20% são de Natal e região metropolitana. Na maioria dos casos, as mães vêm até a capital potiguar com os filhos.
Ana Járvis diz ainda que a faixa etária afetada pelo câncer infantojuvenil é mais vulnerável. “Em princípio, o adulto não é um ser vulnerável. Ele já tem autonomia, fala, diz onde há dor, reclama e diz qual é o seu limite. E ele já tem a responsabilidade das suas decisões, de querer fazer o tratamento ou não”, afirma.
Osteossarcoma
Em março deste ano, a Casa Durval Paiva desenvolve uma campanha de conscientização sobre o osteossarcoma – um dos principais tipos de câncer ósseo. Segundo Ana Járvis, este é o terceiro tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes, depois da leucemia e de tumores do Sistema Nervoso Central.
A incidência de tumores ósseos é maior entre 10 e 19 anos, período marcado por intensas transformações físicas. A Sobrasp informa que a leucemia representa 30% desse total. Também são tipos frequentes de câncer nessa faixa etária: linfomas, neuroblastoma, sarcomas (ósseos e partes moles) e retinoblastoma.
“O osteossarcoma é mais presente na adolescência, por isso que é tão difícil o diagnóstico. Tem uma dor óssea persistente ou uma tumoração, uma saliência naquela região, como pernas e joelhos. Muitas vezes, o médico acha que é ‘dor do crescimento’. Quando o diagnóstico é realmente feito, o tumor já está muito evidente ou já está em outros locais do corpo”, explica a superintendente. Mais comum na fase de crescimento acelerado da adolescência, ele atinge com maior frequência ossos longos como o fêmur (região do joelho), a tíbia e o úmero.
A iniciativa da Casa Durval Paiva é uma continuação da Campanha Diagnóstico Precoce 2026. Todos os meses, a instituição dá destaque a um tipo de câncer que acomete crianças e adolescentes, com o tema “Seja um porta-voz do Diagnóstico Precoce”.
Números
Novos casos de crianças e adolescentes com câncer (2025)
São Paulo: 2.391 casos
Ceará: 1.013 casos
Minas Gerais: 988 casos
Rio Grande do Sul: 837 casos
Santa Catarina: 732 casos
Rio Grande do Norte: 627 casos
Rio de Janeiro: 570 casos
Pará: 539 casos
Pernambuco: 472 casos
Maranhão: 464 casos
Fonte: Painel Oncologia Brasil / Sobrasp
4 em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis
Um estudo internacional sobre mortes por câncer no mundo estima que 43,2% dos óbitos provocados pela doença no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento.
A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Dessas, 109,4 mil poderiam ser evitadas.
O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo faz parte da edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas internacionalmente. O artigo está disponível na internet.
O trabalho é assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.
Os pesquisadores dividem as quase 110 mil mortes por câncer evitáveis no Brasil em dois grupos: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento.
O levantamento apresenta um olhar global sobre mortes por câncer. O estudo apurou informações sobre 35 tipos de câncer em 185 países.
Em termos mundiais, o percentual de óbitos evitáveis é de 47,6%. Isso representa que, dos 9,4 milhões de mortes causadas pela doença, quase 4,5 milhões poderiam não ter acontecido.
O grupo de pesquisa detalha que, do total de mortes, uma em cada três (33,2%) é prevenível, e 14,4% poderiam não acontecer caso houvesse diagnóstico precoce e acesso a tratamento.
Ao comparar países, regiões geográficas e nível de desenvolvimento, o estudo identifica disparidades ao redor do mundo.
Os países do norte da Europa apresentam percentual de mortes evitáveis bem próximo de 30%. O mais bem posicionado é a Suécia (28,1%), seguido por Noruega (29,9%) e Finlândia (32%). Isso significa que, de cada dez mortes, apenas três poderiam ser evitadas.
Já no outro extremo, as dez maiores proporções de mortes evitáveis estão em países africanos. A pior situação é em Serra Leoa (72,8%). Em seguida, figuram Gâmbia (70%) e Malaui (69,6%).
Nesses países, sete em cada dez mortes poderiam ser evitadas com mais prevenção, melhor diagnóstico e acesso a tratamento.
As desigualdades também aparecem quando os países são agrupados por Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que leva em consideração os níveis de saúde, educação e renda.
Nos países de baixo IDH, que significa pior qualidade de vida, seis em cada dez (60,8%) mortes por câncer poderiam ter sido evitadas.
Em seguida, situam-se os grupos de IDH alto (57,7%), médio (49,6%) e muito alto (40,5%). O Brasil é considerado um país de IDH alto.
A pesquisa revela que no grupo de países com baixo e médio IDH, o câncer de colo de útero é o primeiro na lista de mortes evitáveis.
Já nos grupos de IDH alto e muito alto, esse tipo de câncer sequer aparece entre os cinco principais tipos da doença em número de mortes evitáveis.
Outra forma de enxergar a disparidade entre os países é a diferença entre as taxas de mortalidade por câncer do colo do útero. Em países com IDH muito alto, a proporção é de 3,3 de vítimas da doença a cada 100 mil mulheres. Já nos de IDH baixo, essa relação sobe para 16,3 por 100 mil.
TRIBUNA DO NORTE
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Campanha Março Azul no RN reforça rastreamento do câncer colorretal
05/03/2026

O mês de março marca a campanha de conscientização e prevenção ao câncer colorretal, conhecido como Março Azul, que reforça a importância do rastreamento da doença a partir dos 45 anos e da atenção a sintomas como sangramento nas fezes e alteração do hábito intestinal. Em entrevista à TV Tropical, a presidente da Sociedade de Gastroenterologia do RN, médica Andréa Fonseca, explicou orientações sobre diagnóstico, exames e ações de prevenção no Rio Grande do Norte.
“Os principais sintomas são o sangramento nas fezes, uma alteração do hábito intestinal, o intestino que não funcionava bem de uma hora para a outra prende ou diarreia inexplicada. Mas o grande foco dessa campanha é a gente rastrear, a gente prevenir esse câncer, procurar antes dele chegar”, afirmou.
De acordo com Andréa Fonseca, o rastreamento deve começar aos 45 anos. “A partir dos 45 anos, o câncer de intestino é um dos cânceres mais frequentes aqui no Brasil e no mundo. E a gente viu que existem vários trabalhos mostrando que a partir dos 45 a gente precisa rastrear, pesquisar e tratar”. Ela explicou que a investigação pode ser feita por meio de pesquisa de sangue oculto nas fezes, realizada anualmente, ou diretamente pela colonoscopia. “Ou a gente faz a pesquisa de sangue nas fezes, mas precisa ser todo ano, e se der positivo você faria a colonoscopia, ou você já faz a colonoscopia, que seria o ideal”. Segundo a médica, a incidência da doença é semelhante entre homens e mulheres.
A especialista também destacou a recomendação para pessoas com histórico familiar. “Se tem na sua família alguém com câncer de intestino, você precisaria fazer 10 anos antes desse familiar mais jovem. Mas se for acima de 60 anos que esse seu familiar teve câncer de intestino, você começaria aos 40 anos”.
Sobre prevenção, Andréa Fonseca explicou que não há como impedir totalmente o surgimento de pólipos, mas hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir riscos. “A gente não tem muito como prevenir que eles surjam, mas a gente tem coisas que prevenir. Hábitos saudáveis que eliminam o câncer de uma maneira geral, que é uma boa alimentação, sem ultraprocessados, com fibras, com frutas, evitar o sedentarismo, evitar o cigarro, isso a gente pode fazer para evitar”.
Ela acrescentou que a retirada dessas lesões pode impedir a evolução para câncer. “Mas a gente pode retirar esses pólipos para impedir que eles cresçam e se transformem. É como se fosse um sinalzinho de carne, é uma sementinha que a gente vai retirar para evitar que ela se transforme em uma árvore que seria o câncer”.
A médica explicou que o diagnóstico precoce pode interromper a evolução da doença. “Isso, porque assim, para um pólipo desse, que é uma lesãozinha, se transformar em câncer, ele leva em torno de 10 anos, é um tempo médio. Então se a gente faz uma colonoscopia e tira um pólipo de 3mm, 4mm, 5mm, a gente evita que essa lesão se transforme. Então você interrompeu uma cascata que iria acontecer”.
Durante o mês de conscientização, a entidade promove ações informativas e mutirões de exames em Natal. “O Março Azul é uma campanha que não é só aqui do Rio Grande do Norte, não é só nacional, é uma campanha mundial. O Março Azul é um meio de conscientização ao câncer do intestino. E aqui em Natal, a gente vai fazer além, a gente está conversando aqui, difundindo um pouquinho o conhecimento, a gente vai ter amanhã uma aula na Liga”.
“Se o paciente chega para o médico da saúde da família, ou com anemia, ou perda de peso, alteração do hábito intestinal, esse médico deve solicitar imediatamente uma colonoscopia. Ele vai para a frente da fila”, acrescentou. Segundo ela, após o exame, o acompanhamento depende do resultado. “Uma vez que ele volta para o médico com esse resultado, ou dependendo se essa colonoscopia teve pólipos, o médico vai ver quando ele precisa repetir, mas se já tem um tumor, aí ele vai ser encaminhado para as unidades de referência, para ver se vai ser um tratamento cirúrgico, um tratamento oncológico”.
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Campanha alerta para avanço do câncer do cólon e reto no RN
04/03/2026

O câncer do cólon e reto, também chamado de câncer colorretal (CCR), segue avançando no Brasil e já ocupa posição de destaque entre os tumores mais incidentes no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, são mais de 45 mil novos casos por ano, com tendência de crescimento, inclusive entre pessoas mais jovens. O cenário motiva a mobilização nacional da campanha Março Azul-Marinho, que reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce.
No Rio Grande do Norte, a atenção ao tema ganha ainda mais relevância. Pelas estimativas do INCA para 2026, o câncer colorretal será o quarto tipo de câncer mais incidente no estado, com previsão de 580 novos diagnósticos, ficando atrás apenas dos cânceres de pele, mama e próstata.
De acordo com a gastroenterologista Verônica Sousa Vale, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed/RN), o câncer colorretal está entre os tumores que mais preocupam pela elevada mortalidade. “O CCR é o que tem alta mortalidade, pode acometer pessoas de ambos os sexos na faixa etária acima dos 60 anos, porém cada dia essa tendência está sendo modificada e aumentando em pacientes jovens a partir dos 40 anos”, alerta. No Brasil, segundo ela, a doença já figura como a terceira causa entre todos os tipos de câncer.
Apesar da gravidade, a especialista destaca que se trata de um câncer amplamente prevenível e que as sociedades Americana e Brasileira de Gastroenterologia e de Endoscopia Digestiva preconizam a realização do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos. Antes dessa idade, o rastreamento é indicado quando há sinais de alerta. “Sangramento nas fezes, alterações bruscas do hábito intestinal, seja para diarreia ou constipação, dor abdominal, anemia e perda de peso. Há necessidade de procurar um médico para realizar a colonoscopia”, alerta.
A colonoscopia é apontada como o principal exame de prevenção para identificar se existem pólipos, que são pequenos tumores, ou lesões que podem crescer. “Dependendo do tipo, ele pode evoluir para o câncer colorretal”, explica Verônica.
Segundo ela, a grande vantagem do exame é a possibilidade de tratamento imediato. “Se diagnosticado precocemente, a chance de cura é muito grande, porque essas lesões, quando pequenas, podem ser retiradas no momento do exame”, destaca.
Outro ponto de atenção é o crescimento da incidência da doença em pessoas mais jovens. A médica associa esse movimento a mudanças no estilo de vida. “O aumento nesses pacientes decorre de vários fatores, entre eles o consumo de álcool, tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos, sedentarismo, ingestão de alimentos processados, obesidade e doenças inflamatórias intestinais”, afirma. Essas condições, segundo ela, impactam diretamente a microbiota intestinal e aumentam o risco de desenvolvimento do câncer.
A prevenção passa, necessariamente, por mudanças de hábitos. “Recomenda-se alimentação saudável, prática regular de atividade física, retirada do cigarro e redução do consumo excessivo de bebidas alcoólicas”, orienta. Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa, doença de Crohn e doença celíaca, também precisam de acompanhamento médico contínuo. “Esse seguimento regular é fundamental para prevenir o CCR nesses grupos”, acrescenta.
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Sobe para 65 o número de mortes suspeitas após uso de canetas emagrecedoras
21/02/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 65 mortes suspeitas após o uso de canetas emagrecedoras.
As mortes, segundo o órgão, ocorreram no período entre dezembro de 2018 e o mesmo mês de 2025. Esse número supera um balanço anterior, divulgado pela própria Anvisa. Seis mortes eram investigadas até o começo deste mês, além de 225 eventos adversos, número agora atualizado para 2.436.
Segundo a agência, os óbitos ocorreram após o uso de remédios à base de semaglutida (princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos da Novo Nordisk), da liraglutida e da tirzepatida — esta última princípio ativo do Mounjaro.
“A Anvisa não investiga óbitos de forma individual. O que faz é a análise das notificações de suspeitas de eventos adversos recebidas como parte do monitoramento de farmacovigilância. O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia de medicamentos”, disse a agência em nota.
Os casos também resultam de canetas produzidas por farmácias de manipulação e por laboratórios não autorizados. Há canetas que chegam no Brasil por contrabando de outros países da América do Sul e são comercializadas clandestinamente.
As investigações passam por um longo processo clínico e científico, segundo a Anvisa. Isso porque a despeito do uso desses remédios pelos usuários que morreram, não é possível dizer se eles são a causa direta dos óbitos, que podem também estar relacionados à combinação com outros medicamentos e comorbidades.
No dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.
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Ministério da Saúde descarta risco do vírus Nipah para o Brasil
31/01/2026

O ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira”. Foto: Ruslanas Baranauskas/Divulgação
O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah não representa ameaça para o Brasil e possui baixo potencial de provocar uma nova pandemia, mesmo após a confirmação de dois casos na província de Bengala Ocidental, na Índia. A avaliação brasileira está alinhada ao posicionamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mesmo dia.
Segundo a pasta, o último caso confirmado foi diagnosticado em 13 de janeiro, e, desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas e monitoradas. Todos os exames realizados nesses contatos apresentaram resultado negativo para a doença.
Em nota, o ministério reforçou que “não há qualquer indicação de risco para a população brasileira” e destacou que as autoridades nacionais seguem em monitoramento permanente, em cooperação com organismos internacionais de saúde.
O governo federal ressaltou ainda que o país mantém protocolos contínuos de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, com atuação conjunta de instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
De acordo com a OMS, o vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto envolvendo criadores de porcos na Malásia, e desde então tem registros recorrentes em Bangladesh e na Índia, especialmente no Sudeste Asiático.
O infectologista Benedito Fonseca, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da USP, explicou que a ocorrência da doença na Índia está relacionada à presença de morcegos que funcionam como reservatórios naturais do vírus, o que caracteriza o Nipah como uma zoonose.
Esses morcegos, inexistentes no continente americano, alimentam-se de frutas e de uma seiva doce também consumida por humanos e animais, o que facilita a transmissão. Há ainda relatos de contágio por meio de secreções de pessoas infectadas.
Para o especialista, a ausência desse hospedeiro fora da Ásia reduz significativamente o risco global. “O potencial pandêmico é pequeno, já que o reservatório do vírus não existe nas Américas nem na Europa”, avaliou Fonseca.
Com informações da Agência Brasil
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Sesap investiga cinco surtos de ciguatera no RN e orienta evitar consumo de peixe arabaiana
24/01/2026

Diante das novas investigações, a Sesap recomendou o não consumo do peixe arabaiana. Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou, nesta sexta-feira (23), que está investigando cinco surtos de ciguatera no estado. Segundo a pasta, os episódios seguem em fase de investigação epidemiológica e atingiram 36 pessoas. Datas e locais das ocorrências não foram divulgados.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar provocada pelo consumo de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas, comuns em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas podem variar de enjoo a alterações neurológicas, e não existe tratamento específico para a condição.
De acordo com as autoridades sanitárias, é considerado surto quando mais de duas pessoas apresentam sintomas após um mesmo episódio de possível contaminação. Ainda neste mês de janeiro, um caso já havia sido investigado no município de Touros.
Monitoramento e histórico
A Sesap destaca que o primeiro surto registrado no RN ocorreu em 2022. Desde então, foram 77 casos notificados, entre surtos confirmados e episódios ainda sob apuração, o que, segundo a secretaria, indica a circulação da ciguatera no estado.
Entre fevereiro e maio do ano passado, foram registrados três surtos, com 18 pessoas expostas, associados ao consumo dos peixes arabaiana, bicuda e dourado. O episódio inicial, em 2022, atingiu dez pessoas de uma mesma família, após a ingestão da bicuda (barracuda).
Desde então, houve registros envolvendo diversas espécies, com destaque para bicuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado, incluindo confirmações laboratoriais da presença de ciguatoxina caribenha em algumas amostras.
Leia também: Sesap investiga quatro suspeitas de intoxicação por ciguatera após consumo de peixe em Touros
Recomendação oficial
Diante das novas investigações, a Sesap recomendou o não consumo do peixe arabaiana.
“Isso se deve à toxina que esse peixe acumula ao longo do tempo”, explicou a coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, que também ressaltou o monitoramento contínuo das áreas litorâneas.
A secretaria informou ainda que emitiu uma nota técnica para orientar profissionais de saúde, pescadores, comerciantes, serviços de alimentação e a população em geral sobre prevenção e identificação de possíveis casos.
Como ocorre a intoxicação
As ciguatoxinas são produzidas por microalgas invisíveis a olho nu. Peixes menores ingerem essas algas e, posteriormente, peixes maiores e carnívoros acumulam a toxina. Ao consumir esses pescados, o ser humano pode desenvolver a intoxicação.
A Sesap reforça que as toxinas são incolores, inodoras e insípidas, e não são eliminadas por cozimento, congelamento, salga ou defumação. As maiores concentrações costumam estar na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.
Principais sintomas
Os sinais costumam surgir entre 30 minutos e 24 horas após o consumo e incluem:
dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, dor de cabeça, cãibras, coceira intensa, fraqueza muscular, visão turva e gosto metálico na boca.
Os sintomas podem persistir por semanas ou meses.
Orientações à população
A Sesap recomenda:
procurar atendimento de saúde imediatamente ao apresentar sintomas, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas;
identificar a espécie consumida e guardar sobras do peixe congeladas para análise da Vigilância Sanitária;
evitar o consumo de peixes associados a relatos de ciguatera, especialmente os de procedência desconhecida.
Em caso de dúvidas, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (CIATOX-RN) funciona em plantão 24 horas pelos telefones 0800 281 7005 ou WhatsApp (84) 98883-9155.
98 FM NATAL
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Anvisa veta canetas emagrecedoras irregulares e alerta para risco grave à saúde
22/01/2026

Foto: Stefamerpik/Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida, de todos os fabricantes e lotes. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União e atinge produtos vendidos ilegalmente no país, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.
Segundo a Anvisa, os medicamentos são fabricados por empresas sem identificação conhecida e comercializados principalmente por meio das redes sociais, sem qualquer tipo de registro, notificação ou autorização do órgão regulador. Por terem origem desconhecida, a agência afirma que não há garantia de qualidade, segurança ou eficácia, o que inviabiliza o uso dos produtos em qualquer circunstância.
A medida ganhou força após o caso da mineira Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, que ficou em estado grave após utilizar uma dessas canetas sem prescrição médica. Internada desde dezembro em Belo Horizonte, ela foi diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica rara em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando perda severa de movimentos.
A Anvisa reforçou que a venda e o uso de medicamentos falsificados ou irregulares representam risco elevado à saúde e configuram crime no Brasil. Desde junho do ano passado, a compra de substâncias emagrecedoras como semaglutida, liraglutida e tirzepatida exige receita médica em duas vias, com retenção obrigatória na farmácia, numa tentativa de coibir o uso indiscriminado e o mercado ilegal desses produtos.
Com informações do Poder360
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Anvisa aprova primeiro genérico para tratamento do refluxo e esofagite
20/01/2026

O genérico de deslansoprazol recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se do primeiro medicamento genérico contendo a substância, equivalente ao produto de referência Dexilant. O medicamento está indicado para adultos e adolescentes entre 12 e 17 anos.
O medicamento é indicado, principalmente, para pacientes que necessitam de uso contínuo.
manutenção da cicatrização da esofagite;
alívio da azia associada à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE);
redução da acidez estomacal.
O medicamento é indicado, principalmente, para pacientes que necessitam de uso contínuo.
Genérico amplia acesso ao tratamento
A chegada do genérico ao mercado é considerada um avanço importante para os pacientes. Isso porque os medicamentos genéricos possuem preços mais acessíveis, mantendo os mesmos padrões de:
qualidade;
segurança;
eficácia
exigidos para os medicamentos de referência.
A expectativa é de que o novo produto amplie o acesso ao tratamento, especialmente para pessoas com doenças crônicas.
Avaliação rigorosa garantiu equivalência terapêutica
Segundo a Anvisa, o genérico de deslansoprazol passou por avaliação técnica rigorosa antes de receber o registro. O processo comprovou a equivalência terapêutica em relação ao medicamento de referência. Com isso, o produto poderá ser comercializado no país com a garantia de mesmo efeito clínico.
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Café quente pode liberar milhões de microplásticos no copo, diz estudo
19/01/2026

Beber café quente em copos descartáveis pode significar ingerir muito mais do que cafeína. Um novo estudo científico revelou que o calor aumenta significativamente a liberação de microplásticos de copos usados para bebidas quentes, levantando alertas sobre um hábito cotidiano comum em cafeterias ao redor do mundo.
A pesquisa, publicada no Journal of Hazardous Materials: Plastics, analisou como diferentes tipos de copos se comportam quando entram em contato com líquidos aquecidos. O resultado foi direto: quanto maior a temperatura da bebida, maior a quantidade de microplásticos liberados e o tipo de material do copo faz toda a diferença.
O que são microplásticos
Microplásticos são fragmentos extremamente pequenos de plástico, que variam de partículas microscópicas até tamanhos visíveis a olho nu. Eles podem ser liberados durante o uso normal de produtos plásticos e acabam no meio ambiente, nos alimentos e, potencialmente, no corpo humano.
Embora ainda não existam dados conclusivos sobre os impactos de longo prazo dessas partículas na saúde, pesquisadores destacam que o tema exige atenção e mais estudos.
Detalhes do estudo
Para entender o problema fora do laboratório, os cientistas coletaram cerca de 400 copos de café em Brisbane, comparando copos totalmente de plástico com copos de papel revestidos internamente por uma fina camada plástica. Os testes foram feitos com líquidos a 5 °C e a 60 °C, simulando café gelado e café quente.
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Municípios do RN recebem R$ 4,47 milhões para ações contra HIV/Aids e turbeculose; veja lista
15/01/2026

Municípios do Rio Grande do Norte vão receber R$ 4,47 milhões em recursos federais para ações de prevenção, controle e enfrentamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), HIV/Aids, das hepatites virais e da tuberculose.
Ao todo, 19 cidades potiguares, além da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), foram contempladas com os repasses previstos em portaria do Ministério da Saúde publicada no Diário Oficial da União.
Do total destinado ao Estado, R$ 2,8 milhões são voltados para ações de ISTs, HIV/Aids e hepatites virais, enquanto R$ 1,67 milhão será aplicado especificamente no enfrentamento da tuberculose. Os valores correspondem ao repasse anual, com transferências mensais regulares aos entes federativos.
De acordo com a portaria do Ministério da Saúde, os recursos têm como objetivo fortalecer a vigilância epidemiológica, ampliar a testagem, garantir o diagnóstico precoce, qualificar a assistência e reforçar ações de prevenção e cuidado no âmbito do SUS, especialmente em municípios com maior demanda assistencial.
Municípios contemplados
Município / EnteISTs, HIV/Aids e Hepatites (anual)Tuberculose (anual)Total (anual)
Sesap (Estado)R$ 1.008.048,62R$ 601.560,00R$ 1.609.608,62
AssúR$ 0,00R$ 20.451,43R$ 20.451,43
Areia BrancaR$ 0,00R$ 7.486,08R$ 7.486,08
CaicóR$ 129.398,59R$ 25.844,24R$ 155.242,83
CanguaretamaR$ 0,00R$ 8.838,31R$ 8.838,31
Ceará-MirimR$ 0,00R$ 70.820,53R$ 70.820,53
ExtremozR$ 52.253,15R$ 22.611,86R$ 74.865,01
MacaíbaR$ 69.729,37R$ 31.855,28R$ 101.584,65
MacauR$ 0,00R$ 23.118,27R$ 23.118,27
MossoróR$ 224.304,08R$ 144.782,88R$ 369.086,96
NatalR$ 636.939,94R$ 416.415,59R$ 1.053.355,53
Nísia FlorestaR$ 0,00R$ 116.464,61R$ 116.464,61
Nova CruzR$ 0,00R$ 21.450,53R$ 21.450,53
ParnamirimR$ 214.248,52R$ 82.163,72R$ 296.412,24
Pau dos FerrosR$ 80.439,60R$ 14.122,46R$ 94.562,06
Santa CruzR$ 74.473,36R$ 0,00R$ 74.473,36
São Gonçalo do AmaranteR$ 98.205,57R$ 41.886,60R$ 140.092,17
São José de MipibuR$ 178.408,30R$ 9.624,96R$ 188.033,26
São Paulo do PotengiR$ 33.550,90R$ 0,00R$ 33.550,90
TourosR$ 0,00R$ 11.502,65R$ 11.502,65
TotalR$ 2.800.000R$ 1.671.000R$ 4.471.000
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Ministério da Saúde decide não incorporar vacina do herpes zóster ao SUS
14/01/2026

Foto: Reprodução
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes zóster ao SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão está em portaria publicada no DOU (Diário Oficial da União).
De acordo com relatório divulgado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.
A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos
“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.
O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação à população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custo efetiva”, diz o texto publicado.
CNN
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Sesap lança campanha Verão Protegido 2026 contra a dengue
13/01/2026

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) lança, no próximo sábado (17), a campanha Verão Protegido 2026, com o objetivo de ampliar a vacinação e reforçar a proteção da população potiguar contra a dengue e outras doenças sazonais.
A abertura da campanha será marcada por um Dia D de mobilização, com a participação de todos os municípios do estado. As ações seguem até após o período do Carnaval, com encerramento previsto para 27 de fevereiro.
Ações de vacinação e educação em saúde
A Sesap orienta que os municípios adotem estratégias diferenciadas, como a instalação de postos volantes de vacinação em praias, parques e praças, locais de grande circulação durante o verão.
O foco da campanha inclui a aplicação de vacinas contra Covid-19, Influenza, HPV e dengue, além da realização de ações educativas voltadas à importância da imunização e à prevenção da dengue, da Zika e da Chikungunya.
Também está prevista a divulgação de orientações sobre o risco de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA), comuns em períodos de altas temperaturas.
Combate ao mosquito da dengue
De acordo com a Sesap, o reforço das ações ocorre devido ao aumento do risco de transmissão da dengue durante o verão. Por isso, a secretaria recomenda que as gestões municipais intensifiquem visitas domiciliares, inspeções em prédios públicos e a eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A campanha também prevê a articulação com outras secretarias e órgãos municipais, com o objetivo de ampliar as medidas de proteção em áreas de maior vulnerabilidade.
PONTA NEGRA NEWS
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Saúde barra produção de vacina contra dengue da Takeda; País avança com imunizante do Butantan
12/01/2026

O Ministério da Saúde reprovou a proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) apresentada pela Fiocruz, em conjunto com a farmacêutica Takeda Pharma, para a produção nacional da vacina Qdenga, contra a dengue. A vacina já é utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em jovens de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses. A expectativa era de que a eventual produção nacional ampliasse o volume disponível, podendo avançar para outras faixas etárias.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o projeto não cumpriu os requisitos mínimos exigidos para participação no programa.
Segundo a pasta, não houve apresentação de recurso contra a decisão. “O projeto não assegurava o acesso integral ao conhecimento de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), impossibilitando a produção nacional do produto, sendo esse o principal pilar do programa do Governo Federal, descrito na Portaria GM/MS nº 4.472/2024.”
Estratégia de imunização
Além da Qdenga, o País incluiu recentemente em seu plano vacinal contra a dengue a Butantan-DV, imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan e aprovado pela Anvisa há cerca de um mês.
A nova vacina começará a ser aplicada a partir do próximo domingo, 18. Ainda em dezembro, segundo o Ministério da Saúde, havia cerca de 1,3 milhão de doses já fabricadas.
O público inicial será os maiores de 59 anos, com expansão gradual para outras faixas etárias até alcançar o público a partir de 15 anos.
Estadão Conteúdo
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