Saúde

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Infectologista reforça a importância do diagnóstico precoce do HIV

04/12/2025


Profissional alerta para avanços, desafios e mitos que ainda dificultam a testagem e a prevenção no Brasil - Foto: Reprodução

 

No mês dedicado à conscientização sobre o HIV e a AIDS, o “Dezembro Vermelho” chama atenção para a importância da prevenção, do combate ao estigma e do diagnóstico precoce. Para a infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), da Rede Ebserh, Gisele Borba, apesar dos avanços expressivos no tratamento e no acesso aos testes, ainda há desafios importantes a serem enfrentados.

Segundo a médica, a campanha busca lembrar que o HIV pode permanecer assintomático por muitos anos, o que favorece o desconhecimento do diagnóstico e pode levar à transmissão involuntária. “A pessoa pode passar anos com o vírus sem saber. Sem o diagnóstico precoce, a infecção avança, danificando o sistema imunológico e facilitando o surgimento de doenças oportunistas, que podem ser gravíssimas. Infelizmente ainda observamos casos de pacientes que só descobrem a infecção pelo HIV depois de afetados por uma doença oportunista grave, com risco de vida”, explica Gisele Borba.

 

Testes rápidos mudaram o cenário

 

A infectologista destaca que o acesso aos testes é amplo e facilitado, disponível em unidades básicas de saúde, testes rápidos e sigilosos, e opção de testes de saliva em farmácias privadas. Ainda assim, Gisele ressalta um obstáculo que permanece: “Grande parte da população não se reconhece como potencialmente exposta à infecção. Muitas pessoas têm medo de fazer o exame ou acreditam que só determinados ‘grupos de risco’ precisam ser testados, uma ideia ultrapassada da década de 90. Qualquer relação sexual sem preservativo é um risco”, frisa a profissional.

 

Os avanços da terapia antirretroviral mudaram radicalmente o cenário da infecção no mundo. “Na década de 80, o diagnóstico era uma sentença de morte. Hoje, é uma infecção manejável, tratada com um ou dois comprimidos por dia, com poucos efeitos colaterais. A expectativa de vida de uma pessoa vivendo com HIV hoje é igual à da população geral não infectada”, pontua Gisele.

Um dos maiores entraves, na visão da infectologista, é o estigma. “O preconceito faz com que a pessoa não se reconheça como exposta ao vírus ou evite saber do diagnóstico. Há quem ainda associe o HIV às imagens do início da epidemia, quando não havia tratamento. E, por outro lado, alguns jovens minimizam a infecção e deixam de se proteger”, alerta.

 

PrEP, PEP e preservativos

 

Para Gisele Borba, todos os métodos preventivos continuam subutilizados:

 

Preservativo é a principal proteção contra HIV e outras ISTs;

PrEP (profilaxia pré-exposição) pode ser usada diariamente ou sob demanda;

PEP (profilaxia pós-exposição) deve ser usada após qualquer exposição de risco, não apenas violência sexual ou acidentes ocupacionais.

“O mais importante é que exista uma conversa franca entre paciente e profissional de saúde, sem medos ou preconceitos, para escolher a melhor estratégia preventiva para cada estilo de vida”, ressalta a infectologista. Gisele defende que o diagnóstico precoce depende também de ações fora do ambiente tradicional de saúde. “Campanhas que derrubem mitos e estigmas, testagem rápida em locais de trabalho e de lazer, sigilo garantido e aconselhamento humanizado aumentam muito a chance de prevenção e de diagnóstico precoce”, acrescenta.

Mesmo com todos os avanços, a infectologista lembra que a prevenção começa com uma reflexão pessoal. “Temos uma tendência a pensar no HIV como doença do outro. Quem tem vida sexual ativa precisa trazer para si a responsabilidade da prevenção e da testagem. Reflita: você tem se prevenido? Quando foi seu último teste de HIV?”, puxa para reflexão.

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Saúde

Moraes manda PF fazer perícia médica sobre saúde de Heleno

02/12/2025


Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado - Foto: Lula Marques / Agência Brasil

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou nesta segunda-feira (1º) a PF (Polícia Federal) fazer uma perícia médica, no prazo de 15 dias, sobre a saúde do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

A determinação ocorre em meio ao impasse sobre informações prestadas pela defesa de que Heleno é diagnosticado com Alzheimer.

Segundo o despacho, deve ser feita avaliação “clínica completa, inclusive o histórico médico, exames e avaliações de laboratório, como a função tireoidiana e níveis de vitamina B12, neurológicos e neuropsicológicas, incluindo, se necessário for, exames de imagem como ressonância magnética e PET, além do que entenderem necessário para verificação do estado de saúde do réu”, diz.

“Em especial sua memória e outras funções cognitivas, bem como, eventual grau de limitação funcional decorrente das patologias identificadas”, prossegue.

Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Na última terça-feira (25), com o trânsito em julgado da ação, ele foi levado ao Comando Militar do Planalto, onde está preso desde então.

Após a prisão, porém, a defesa de Heleno protocolou um pedido de domiciliar, alegando agravamento do quadro de saúde do general.

Os advogados afirmaram que Heleno, de 78 anos, sofre de comorbidades graves e faz acompanhamento psiquiátrico desde 2018. Depois, após determinação para esclarecimentos por Moraes, a defesa corrigiu a informação e informou que o ex-ministro de Jair Bolsonaro foi diagnosticado com Alzheimer apenas neste ano.

Relatórios médicos anexados ao processo indicam que, a partir de dezembro de 2024, seu estado passou a ser detalhadamente monitorado, levando ao diagnóstico, em janeiro de 2025, de demência mista, incluindo Alzheimer em estágio inicial.

O documento cita ainda histórico de transtorno depressivo e transtorno e de ansiedade. A defesa argumentou que o cumprimento da pena em regime fechado representaria risco iminente à saúde e à vida do condenado.

Na última sexta-feira (28), a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido. O órgão considerou que a prisão domiciliar é “medida excepcional e proporcional” diante da idade avançada de Heleno e da gravidade de seu quadro clínico, que poderia ser agravado se permanecesse preso em regime fechado.

Condenado por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Heleno aguardava o desfecho do processo em liberdade.

 

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Saúde

Médicos da Coopmed encerram paralisação em hospitais do RN após acordo com a Sesap

28/11/2025


                                                               Foto: Reprodução

 

A Coopmed-RN anunciou, na noite desta quinta-feira (27), a suspensão da paralisação dos serviços médicos nas unidades do Estado, após reunião que resultou em acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). Com o entendimento, os médicos cooperados devem retomar imediatamente às atividades.

Segundo a cooperativa, o repasse financeiro previsto para esta semana será realizado no dia 5 de dezembro, enquanto o repasse referente ao mês de dezembro de 2025 está programado para o dia 22 de dezembro.

A Coopmed-RN ressaltou o compromisso e agilidade da Sesap em atender os médicos, mas informou que, caso a Ordem Bancária não seja emitida nas datas acordadas, haverá paralisação parcial dos serviços a partir das 7h do dia 6 de dezembro.

Além desta, a cooperativa também prevê outra posteriormente, a partir das 7h do dia 23 de dezembro, caso se repita o atraso do segundo repasse.

 

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Saúde

Mais de 60% dos casos de câncer colorretal são descobertos em estágios avançados, aponta estudo

27/11/2025


Demora no diagnóstico reduz de forma acentuada possibilidade de cura. Foto: Câmara Municipal de Afonso Cláudio/Divulgação

 

Lançado nesta quinta-feira (27), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, o estudo Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico, da Fundação do Câncer revela que, dos 177 mil casos da doença registrados em hospitais públicos e privados do país, no período de 2013 a 2022, mais de 60% foram diagnosticados em estágios avançados da doença.

Os dados mostram que o avanço da doença e a demora no diagnóstico, reduz de forma acentuada a possibilidade de cura.

Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, chama a atenção o volume de casos de câncer colorretal (CCR) que chegam no sistema em estágio avançado”, confirmou em entrevista à Agência Brasil o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.

“Se analisarmos o país como um todo, os dados mostram que 50% das pessoas chegam no estágio já metastático, estágio 4, e mais 25% no estágio 3.  Somando os estágios, são mais de 70%, o que é uma catástrofe.”

Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce. Maltoni indicou que, uma vez identificado qualquer tipo de sintoma, por mais leve que seja. a pessoa deve procurar um serviço de saúde para investigar e ver o que existe, ou mesmo fazer o rastreamento com um profissional.

“Aquela intervenção feita pelo Estado para chamar a população alvo para que faça exames, para que a gente possa detectar o mais precocemente possível, é fundamental. Porque não só um tumor, mas são as lesões precursoras que podem desenvolver o câncer. Isso é fundamental, é isso que vai mudar essa história”.

No Brasil, como ocorre também em outros países, o primeiro exame para detecção prrecoce do CCR é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, menos custosa. Quando essa pesquisa de sangue oculto se mostra positiva, alterada, aí sim é indicado prosseguir na investigação por meio do exame de colonoscopia.

Atualmente, isso é feito para pessoas acima de 50 anos. Maltoni disse, entretanto, que a análise de dados sinaliza que o pico de faixa etária de pessoas com câncer colorretal é exatamente entre os 50 e 60 anos.

“Se a gente começar a fazer rastreamento só com 50 anos, corre o risco de chegar tarde. É procurar antecipar.  A maneira de a gente fazer isso é, obviamente, baixar um pouco a faixa etária do chamado  para testes de rastreamento.”

AFundação do Câncer sugere antecipar a faixa etária para 45 anos ou 40 anos, eventualmente, para que se possa identificar as lesões precursoras bem iniciais, e poder tratar até mesmo antes de um adenoma, por exemplo, e um pólipo do intestino se transformar em um carcinoma do intestino. 

Outra medida importante que o estudo mostra é a prevenção primária, quer dizer, hábito de vida. Isso significa evitar excesso de peso. De acordo com o boletim, há uma correlação direta entre o volume de câncer colorretal e de pessoas obesas. Nas regiões do país onde tem uma taxa de obesidade maior, há também uma maior taxa de câncer colorretal, assim como o tabagismo tem correlação direta com a doença.

“São aquelas medidas que a gente vive falando, de evitar sobrepeso, evitar falta de atividade física, excesso de bebida alcoólica, não fumar. Isso é fundamental, porque a gente sabe que isso ajuda a reduzir casos novos de câncer. No caso do câncer colorretal, isso é uma verdade”, afirmou o diretor-executivo.

No estudo feito com os 177 mil casos da doença, coletados nos registros hospitalares de câncer, verificou-se que o de cólon e de reto é mais comum em brancos (34,6%), seguidos de negros (30,9%).

As regiões Sudeste e Sul concentram o maior volume de equipamentos hospitalares de diagnóstico e tratamento, bem como de casos de CCR. Por outro lado, segundo o médico, quando se analisa o deslocamento da população no Brasil, nota-se que a Região Centro-Oeste é o local onde ele é maior: perto de 18% dos pacientes desta região têm que sair para fazer o seu tratamento em outra localidade do país. Em segundo lugar, vem a Região Norte, com 6,5%.

 

Política permanente

A Fundação do Câncer estima aumento de 21% no número de casos entre 2030 e 2040, alcançando cerca de 71 mil casos novos e cerca de 40 mil óbitos.

 

Maltoni considera o volume “alarmante”, embora seja realidade, considerando que a população está crescendo e, sobretudo, envelhecendo.

 

“Não temos uma estratégia bem estabelecida e firme para a prevenção e o diagnóstico precoce”. Segundo o médico, é preciso mudar esse cenário nos próximos 15 anos, trabalhar muito fortemente a questão da prevenção, da detecção precoce, do rastreamento.

 

Ministério da Saúde

Na avaliação do diretor-executivo da Fundação do Câncer, a mudança deve ser capitaneada pelo Ministério da Saúde. O sistema de saúde inglês, por exemplo, os pacientes recebem em casa um kit para colher amostra das fezes. Se o resusltado der alterado, a pessoa é chamada para fazer a colonoscopia.

“Precisamos dar esses passos. É óbvio que em um país das dimensões do Brasil, com as dificuldades regionais, com as diferenças, há dificuldades. Mas a gente sabe que é possível. Se tomar a decisão de fazer e quiser fazer, é possível fazer”.

Segundo Maltoni, isso só funciona com uma política de Estado. Quanto mais informação qualificada houver e maior for a possibilidade de colocar o tema em debate, isso ajuda a nortear essas políticas públicas porque, isoladamente, não é nenhuma campanha que conseguirá alcançar esse objetivo.

“Tem que ter uma política pública, uma política de estado permanente, que independa de quem esteja no governo, para que esses resultados aconteçam. A gente tem exemplo disso na política de controle do tabaco, que virou uma política de Estado que ao longo dos últimos 35 anos, 40 anos, tem sido colocada de maneira prioritária por qualquer governo que entre. Não tem outra maneira de fazer e isso vale para qualquer lugar do mundo.” 

 

Incidência

O estudo aponta para uma relação entre tabagismo e obesidade e incidência de câncer colorretal. As capitais Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, todas com proporção de fumantes superior a 12%, possuem altas taxas de incidência da doença, o que reforça a relevância do tabagismo como fator de risco para o CCR.

O mesmo ocorre em relação à obesidade e sua associação ao aumento da incidência do câncer colorretal. Capitais como Porto Alegre, Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo, todas com prevalência de obesidade igual ou superior a 24%, estão entre aquelas com as maiores taxas de incidência do tumor. Daí a importância de políticas voltadas para alimentação saudável e atividade física.

O boletim da Fundação do Câncer revela também que quase metade dos casos registrados no país está concentrada na Região Sudeste (49,4%) e que 85,9% dos pacientes têm 50 anos ou mais, reforçando a importância de estratégias de rastreamento voltadas para faixas etárias menores.

Em relação à escolaridade, o boletim mostra que 47,7% dos pacientes possuem apenas o ensino fundamental e que a cirurgia segue sendo a principal forma de tratamento inicial, seja de maneira única ou associada a outras modalidades. 

 

O estudo completo pode ser acessado aqui. 

 

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Brasil ganha 1ª vacina de dose única contra a dengue; Anvisa aprova imunizante do Butantan

26/11/2025


                           Vacina contra a dengue. — Foto: Walterson Rosa/MS

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou a avaliação técnica da Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, e agora formaliza a etapa administrativa que aprova o registro.

Nesta quarta-feira (26), a agência assina, em São Paulo, o Termo de Compromisso com o Instituto Butantan —um rito obrigatório que define as obrigações do fabricante e permite a liberação definitiva do registro nos próximos dias.

Segundo a agência informou ao g1, a assinatura funciona como o último passo antes da formalização, e fontes ouvidas pela reportagem confirmam que o imunizante cumpriu todos os critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos pela agência.

Assim, embora o ato administrativo de publicação do registro ainda não tenha ocorrido, a aprovação técnica já está dada —e foi isso que permitiu ao governo dar início às etapas preparatórias para a incorporação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

 

Apesar da aprovação, ainda não há previsão de quando a vacina será incluída ao calendário nacional.

 

País tem 1 milhão de doses prontas

Mesmo antes da aprovação regulatória, o Butantan havia iniciado a fabricação da vacina em seu parque industrial. O instituto já tem mais de 1 milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI.

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra e infectologista Renato Kfouri reforça que os resultados apresentados justificam a rapidez na incorporação.

“A vacina demonstrou eficácia elevada, em torno de 75% contra a doença e acima de 90% para formas graves e hospitalizações”, diz.

Kfouri destaca que a produção nacional é um diferencial estratégico.

“Além da eficácia, temos o benefício de ser uma vacina produzida no país. Isso facilita o acesso e a escala de distribuição”, diz.

Para ampliar a oferta, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi, o que permitirá entregar cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.

 

O que dizem os ensaios clínicos

A aprovação foi concedida após cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3, submetido à Anvisa.

 

Entre pessoas de 12 a 59 anos:

 

Eficácia geral: 74,7%.

Proteção contra dengue grave ou com sinais de alarme: 91,6%.

Proteção contra hospitalizações: 100%.

Mais de 16 mil voluntários de 14 estados participaram da pesquisa, realizada entre 2016 e 2024. A vacina, que inclui os quatro sorotipos do vírus, se mostrou segura tanto em quem já teve dengue quanto em quem nunca foi infectado.

 

Segundo Kfouri, a duração da proteção é outro ponto de destaque.

“A eficácia foi mantida ao longo de mais de cinco anos de estudo após uma única dose. E o perfil de segurança é bastante satisfatório”, afirma.

As reações mais comuns foram leves a moderadas, como dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos graves foram raros e todos os voluntários se recuperaram.

 

Dose única

A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. Segundo relatório publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, esquemas com menos doses estão associados a:

 

maior adesão da população;

campanhas mais simples de organizar;

cobertura vacinal mais rápida em emergências sanitárias.

Kfouri lembra que o imunizante já se mostrou comparável à vacina da Takeda, disponível no Brasil.

 

“Os resultados são muito semelhantes aos da vacina da Takeda. A grande diferença é justamente a possibilidade de aplicar apenas uma dose, o que tem impacto direto na cobertura vacinal”, explica.

 

Expansão para outras idades já está prevista

A Anvisa também autorizou estudos para avaliar a aplicação da vacina em pessoas de 60 a 79 anos. Dados adicionais deverão ser analisados para definir a inclusão de crianças de 2 a 11 anos, embora estudos clínicos já indiquem segurança nesse grupo.

O Ministério da Saúde ainda vai definir quando a vacinação começa e como será a distribuição das doses no país.

 

Fonte: CNN Brasil

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DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Ex-deputado Henrique Alves sofre AVC leve, passa por avaliação médica e deve receber alta nesta terça

25/11/2025

 

O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves informou, nesta segunda-feira (24), que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) leve no sábado (22). A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde ele buscou tranquilizar amigos e apoiadores ao afirmar que está recuperado e em acompanhamento médico.

Segundo o próprio Henrique, ele permanece internado no Hospital Rio Grande, em Natal, onde recebe assistência da equipe responsável pelo seu tratamento. Ele explicou que deve receber alta nesta terça-feira (25), após a conclusão dos exames previstos no protocolo clínico.

Ao agradecer pelas mensagens e ligações recebidas desde o ocorrido, o ex-parlamentar destacou que atribui sua recuperação à fé, afirmando que entrega sua saúde aos cuidados de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, que, segundo ele, “seguem no comando”.

 

Portal da 98 FM

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Saúde

Zumbido no ouvido não é normal e pode indicar perda auditiva, alerta otorrino

22/11/2025


 

O zumbido — descrito por pacientes como apito, panela de pressão, cachoeira ou chiado — atinge de 15% a 20% da população, chegando a cerca de 28 milhões de brasileiros. Embora muitas pessoas convivam com o incômodo sem buscar assistência, a especialista alerta que o sintoma deve ser encarado como um sinal de que algo no corpo não está funcionando adequadamente. “Quando o zumbido aparece, alguma coisa não está bem no organismo”, explicou. Por isso, a recomendação é clara: percepção de barulho no ouvido deve levar o paciente ao médico para investigação imediata.

 

Zumbido é sintoma, não doença

De acordo com Lidiane Ferreira, o zumbido raramente é uma condição isolada. “O zumbido é um sinal de que alguma coisa não vai bem e aí nós precisamos investigar a causa”, disse. Em 90% dos casos, o sintoma está associado a perda auditiva, seja ela leve ou instalada de forma silenciosa, de modo que muitos pacientes não percebem que estão ouvindo menos. Além da perda auditiva, outras causas possíveis incluem alterações metabólicas (como problemas de colesterol, glicose e tireoide), questões hormonais, distúrbios musculares, a exemplo de bruxismo e Disfunção Temporomandibular (DTM), além de fatores ligados à ansiedade, estresse e noites mal dormidas.

Por envolver múltiplos sistemas do organismo, a avaliação precisa ser ampla. “Muitas vezes o tratamento do zumbido é multidisciplinar”, explicou a médica, que citou a necessidade de envolver profissionais como dentistas, fisioterapeutas e especialistas em saúde mental, dependendo da origem do problema.

 

Quando procurar ajuda

O encaminhamento ideal, quando possível, é direto para o otorrinolaringologista, que poderá solicitar exames como audiometria e testes laboratoriais. Já quem não tem acesso imediato pode buscar atendimento em uma unidade básica de saúde, que fará a triagem inicial e o encaminhamento.

A médica destaca que há casos em que o zumbido aparece de forma pontual, especialmente após exposição prolongada a ruídos intensos — shows, festas, paredões ou episódios de forte barulho repentino. Nesses casos, o paciente pode aguardar algumas horas, mas dentro de um limite: “Até 48 horas, 72 horas, é normal que você tenha aquele zumbido e, se ele desaparecer, ótimo. Mas você deve ficar em alerta”. Se o sintoma persistir após esse período, a recomendação é procurar o otorrino.

Mais preocupante ainda é quando o zumbido aparece repetidamente após exposições semelhantes. “Se todas as vezes que você for para uma festa, você ficar com esse zumbido, também não é normal”, alertou a especialista, acrescentando que isso pode indicar dano auditivo acumulado.

Zumbido no ouvido não é normal e, se persistir por mais de algumas horas ou dias, pode ser um sinal de alerta para problemas mais graves, como perda auditiva. A afirmação é da otorrinolaringologista Lidiane Ferreira, chefe do Ambulatório de Zumbido do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol).

Segundo a médica, é essencial buscar avaliação médica sempre que o sintoma aparecer. A otorrino reforça que a ideia de que é preciso “conviver” com o barulho ficou no passado. “Zumbido não é normal. Todo zumbido deve ser investigado, mesmo esse zumbido transitório”, afirmou Lidiane, em entrevista à TV Agora RN no mês de conscientização sobre o zumbido conhecido como Novembro Laranja.

 

 

Faixas etárias mais atingidas

Embora seja mais comum após os 50 anos — quando a prevalência de perda auditiva aumenta naturalmente — o zumbido pode ocorrer em qualquer idade. A médica chamou atenção para uma tendência crescente: casos em jovens e até crianças.

Nas crianças, o zumbido costuma ter origem metabólica e, em geral, está associado ao consumo excessivo de açúcar. O sintoma aparece após ingestão exagerada de doces e tende a desaparecer em pouco tempo. Já entre adolescentes e jovens adultos, o fator predominante é o ruído: uso de fones de ouvido, participação em eventos com som alto, exposição prolongada a volume intenso no lazer ou no trabalho.

Na população adulta e de meia idade, as causas se dividem entre exposição a ruído por motivos profissionais — como trabalhadores de indústrias ou telemarketing — e causas metabólicas. Entre idosos, a perda natural da audição e doenças crônicas como hipertensão e colesterol alto são os gatilhos mais frequentes.

 

O uso de fones de ouvido e os riscos para a audição

O uso de fones de ouvido está entre os principais fatores de risco para perda auditiva e, por consequência, para o zumbido. A médica explicou que alguns modelos oferecem maior segurança que outros. Segundo ela, “o principal fone de ouvido que dá menos problema é o externo, no formato concha”. Isso porque modelos intracanais, por estarem mais próximos da membrana do tímpano, transmitem vibração intensa e podem causar mais danos.

 

Fones com cancelamento de ruído também são recomendados, pois ajudam a reduzir a necessidade de aumentar o volume: “É uma tecnologia que você cancela o ruído em volta. Então você escuta apenas o que está sendo transmitido”.

Mas a principal orientação não diz respeito ao tipo de fone, e sim ao tempo de exposição e ao volume. “O ideal é usar o mínimo de tempo possível. Para uso recreativo, a gente orienta duas horas por dia no máximo”, disse. Sobre o volume, a regra é simples: “Se o seu vizinho, seu colega, está ouvindo o que você está ouvindo, então está errado”.

Outro comportamento arriscado é dormir com fones de ouvido, hábito que, segundo ela, expõe a pessoa a horas de ruído contínuo e aumenta o risco de lesões. “Se a pessoa dorme sete, oito horas, são oito horas com barulho no seu ouvido”, alertou. Há ainda risco de trauma físico, já que, durante o sono, movimentos involuntários podem pressionar ou ferir o ouvido.

 

Perda auditiva: prevenção, diagnóstico e tratamento

A especialista reforçou que a prevenção é sempre a melhor estratégia. Evitar ambientes ruidosos, reduzir o tempo de exposição a sons altos e escolher adequadamente o tipo de fone já são medidas significativas. Para quem já tem perda auditiva, o diagnóstico é essencial para evitar a progressão do quadro.

O tratamento depende do grau da perda, mas os aparelhos auditivos são hoje o principal método de reabilitação. “A reabilitação, realmente, a principal forma é com o aparelho auditivo”, afirmou. Ela também destacou que nem todos que têm algum nível de perda terão obrigatoriamente indicação para o uso do dispositivo. Cada caso depende da interferência na comunicação e na qualidade de vida.

 

Quando consultar um otorrinolaringologista

A recomendação é que crianças entre 5 e 6 anos passem por avaliação auditiva, mesmo sem sintomas, para identificar problemas que possam afetar linguagem ou desempenho escolar. Adultos devem buscar avaliação entre os 40 e 45 anos, faixa em que pode surgir a perda auditiva natural da idade. A partir daí, a orientação é repetir exames a cada cinco anos, ou antes disso se houver histórico familiar ou sintomas como zumbido, dificuldade de comunicação ou necessidade de aumentar volume de aparelhos eletrônicos.

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RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Vacina inédita contra câncer de pulmão avança para testes em humanos e abre nova fronteira na prevenção

20/11/2025


                                                                 Foto: Freepik

 

A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.

A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.

Os primeiros testes serão divididos em duas etapas. A fase 1, com 30 participantes, vai avaliar a segurança, possíveis efeitos colaterais e a dose ideal. Já a fase 2 deve envolver 560 voluntários com alto risco de desenvolver ou voltar a ter câncer de pulmão, permitindo identificar os primeiros sinais de eficácia. Inicialmente, a vacina será testada em pacientes já operados e em pessoas que participam de programas de rastreamento, mas especialistas afirmam que fumantes, ex-fumantes e grupos de risco podem ser considerados futuramente, caso os resultados sejam positivos.

O câncer de pulmão segue como o tipo que mais mata no mundo há três décadas, em parte pela dificuldade do diagnóstico precoce. Por isso, pesquisadores destacam o potencial transformador da LungVax, que aposta na prevenção antes que o tumor exista. Embora os especialistas enfatizem que o estudo está apenas no início e requer cautela, a expectativa é que a vacina inaugure uma nova geração de estratégias contra o câncer, focadas em impedir que a doença se forme.

 

Com informações do G1

 

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Saúde

Diabetes provoca mais de 2,5 mil amputações no RN e acende alerta para diagnóstico precoce

14/11/2025


                                                             Foto: Reprodução

 

Mais de 2,5 mil potiguares perderam membros nos últimos três anos devido a complicações do diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do RN (SBEM-RN). O dado reforça a necessidade de prevenção e do diagnóstico precoce — tema do Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (14).

A doença, classificada como “silenciosa”, afeta mais de 16 milhões de brasileiros, cerca de 7% da população, conforme o Atlas Global do Diabetes. Em Natal, 11,8% dos adultos têm diagnóstico, índice mais alto do Nordeste e o quarto maior do país, atrás apenas do Distrito Federal (12,1%), São Paulo (12,1%) e Porto Alegre (12%), segundo o Vigitel 2023.

A endocrinologista Anna Karina Medeiros, presidente da SBEM-RN, destaca que identificar a doença cedo é essencial para evitar danos a órgãos e tecidos. “A glicose alta é como um veneno no organismo. Ela danifica os rins, os olhos, os nervos e os vasos sanguíneos. Quem se cuida vive bem; quem não se cuida, sofre as consequências”, afirma.

Entre novembro de 2022 e outubro de 2025, o RN registrou 2.509 amputações por complicações do diabetes: 1.168 de dedo, 928 de membros inferiores, 408 de pé e tarso, e 5 de mão e punho, conforme a Sesap. Segundo a médica, esse cenário resulta de longa falta de acompanhamento. “Para acontecer uma amputação, o paciente já tem de 10 a 20 anos de descontrole glicêmico. Hoje, existem procedimentos que poderiam evitar amputações, mas a fila no sistema público chega a dez anos”, informa.

Ela ressalta ainda os riscos da demora no atendimento. “Em situações graves, quando há necrose avançada do membro inferior, a amputação é a única solução para evitar a morte do paciente com diabetes. E até para realizar amputações, existe fila no nosso estado”, alerta.

A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que, em 2024, a doença causou 3,4 milhões de mortes no mundo — uma a cada seis segundos. No Brasil, foram 111 mil óbitos, e o país é o terceiro que mais gasta com o tratamento: mais de 45 bilhões de dólares (R$ 239 bilhões).

O diabetes tipo 2, responsável por 90% dos casos, está associado ao sedentarismo e ao excesso de peso. Em 2024, 74,2% dos adultos do RN estavam acima do peso, segundo o Sisvan.

O diagnóstico é simples e pode ser feito pelo exame de glicose em jejum na rede pública. “A glicose de jejum é suficiente para detectar o problema. É um exame barato e acessível”, explica a endocrinologista.

O tratamento pelo SUS inclui metformina, glibenclamida e insulina, mas nem todos os medicamentos são adequados. “A glibenclamida é uma medicação ruim, que pode causar hipoglicemia, principalmente em idosos. Há anos pedimos sua retirada da Farmácia Popular”, critica.

A porta de entrada para o cuidado é a Unidade Básica de Saúde, onde o clínico-geral solicita exames e inicia o tratamento. Para a especialista, o acompanhamento deve ser abrangente. “O diabetes é uma doença sistêmica. O tratamento precisa ser global: controlar glicose, pressão e colesterol, e avaliar o coração. O que mais mata o paciente diabético não é a glicose alta, mas as doenças cardiovasculares, como infarto e AVC”, reforça.

Ela também alerta sobre falsas “curas”. “Não existe chá ou receita da internet que cure o diabetes. O tratamento requer cuidados diários e medicamento de acordo com as orientações de cada médico e nutricionista”, conclui.

 

Zona Norte recebe ação gratuita de prevenção

No dia 15 de novembro, das 14h30 às 17h30, o Partage Norte Shopping, em Natal, receberá uma ação gratuita de conscientização e prevenção ao diabetes promovida pela SBEM-RN.

A equipe multiprofissional — formada por endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos e oftalmologistas — oferecerá aferição de glicemia, orientações sobre prevenção e diagnóstico precoce, dicas de alimentação, prática de exercícios e avaliação de fundo de olho para detecção de retinopatia diabética.

 

Com informações da Tribuna do Norte

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Saúde

Governo do Estado convoca mais 96 aprovados em concurso público para reforçar saúde no RN

06/11/2025


                                                              Foto: Sesap RN

 

O Governo do Estado convocou nesta quinta-feira (6) mais um grupo de novos servidores efetivos para reforçar a saúde pública do Rio Grande do Norte, chegando a 232 trabalhadores chamados até o momento.

A publicação no Diário Oficial do Estado traz a lista com 96 convocados, que estão divididos entre Região Metropolitana, Oeste e Agreste, com foco na ampliação do quadro de médicos e médicas.

O grupo é composto por 66 ginecologistas e obstetras, sendo 17 para o Agreste/Hospital de São José de Mipibu, 17 para o Oeste/Hospital da Mulher e 32 para a Região Metropolitana; oito nefrologistas para a Região Metropolitana; três ultrassonografistas para o Oeste. 

Os demais 12 servidores da área administrativa, três contadores, dois administradores públicos e um administrador estão destinados à Região Metropolitana.

A medida visa reforçar a assistência em saúde, em especial na área materno-infantil, com novos servidores concursados, sendo a quarta chamada do concurso da saúde realizado pelo Governo em 2025, tendo já sido chamados 56 para o Hospital da Mulher, em Mossoró, 50 para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, e outros 30 para o Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu.

 

Fonte: Sesap RN

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101 FM

Saúde

Número de casos de dengue cai 45% no RN, mas combate ainda é necessário

06/11/2025


 

Os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) indicam queda nos índices de dengue no Rio Grande do Norte em relação ao ano de 2024. Entre a primeira e a 42ª semana do ano anterior, o Estado teve 16.704 casos prováveis da arbovirose. Em 2025, no mesmo período, esse número foi de 9.173. Apesar da redução, de 45%, o sábado (8) será Dia D da Dengue no Brasil, lembrando que o combate à doença ainda é necessário.

Entre a primeira e a 49ª semana do ano anterior, o Estado teve 30.013 casos notificados e 7.004 confirmados de dengue. Em 2025, até a 42ª semana, esses números são, respectivamente, 14.767 e 3.574. O Brasil contabilizava, até a noite desta segunda-feira (3), 1.611.826 casos prováveis de dengue, uma queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. As 1.688 mortes, em 2025, também tiveram redução (72%) em comparação com 2024. Os dados são do Ministério da Saúde. Já no Rio Grande do Norte, o número de mortes já é maior em 2025 (5) do que foi em 2024 (3).

Segundo a médica infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN/Ebserh), Gisele Borba, a diminuição já era esperada. “A dengue alterna alguns anos de incidência alta com anos de incidência bem mais baixa. A dengue é transmitida por mosquitos, e sua sazonalidade é diretamente atrelada ao ciclo de vida do mosquito”, explica.

O infectologista Kleber Luiz frisa que os surtos de dengue sempre variam de um ano para outro. “Às vezes, têm caráter explosivo, multiplicando por 10 os números; às vezes, têm uma diminuição”, diz ele. De acordo com ele, o trabalho dos agentes de saúde e de endemias, que realizam o controle dos criadouros, contribuiu para a diminuição, que já era esperada nos padrões de variação da dengue.

Ele também explica que houve um “esgotamento de suscetíveis”. Segundo esse fenômeno, parte das pessoas ficaram imunes aos dois sorotipos mais comuns no ano anterior e não adoeceram novamente.

Gisele Borba afirma que a transmissão piora nos meses chuvosos, quando a água se acumula em depósitos onde os mosquitos se multiplicam. Em períodos secos, os casos tendem a diminuir.

No RN, de 2023 para 2024, o número total de casos confirmados aumentou 193,7%, de 2.430 (2023) para 7.137 (2024). Já o número de casos notificados aumentou 154,67% nesse intervalo – de 12.048 para 30.683. Houve três mortes em cada um dos dois anos.

 

Cuidados

 

Embora o cenário local e nacional apontem para uma melhora nos índices de dengue, o Ministério reconhece a importância de combater a arbovirose. Por isso, a pasta vai promover uma ação de mobilização nacional contra a dengue no próximo sábado (8). Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o trabalho de prevenção precisa começar agora, antes do período de maior transmissão.

De acordo com Gisele Borba, “a dengue é uma doença que precisa sempre de atenção, e pode ser prevenida, tanto por cuidados frequentes com locais de possível acúmulo de água, quanto por vacina”.

A arbovirose é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. O controle do vetor segue como principal forma de prevenção e ainda há a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), disponível desde fevereiro de 2024. “Atualmente, no SUS, a vacina está disponível para crianças de 10 a 14 anos. E no privado, ela está disponível para pessoas de até 60 anos de idade”, lembra Borba.

Kleber Luiz diz que o combate à dengue inclui evitar criadouros em casa e controlar a proliferação do mosquito. Além disso, com detecção precoce e tratamento adequado, a chance de morte é reduzida.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

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Saúde

RN tem 3ª maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste; pacientes aguardam até 3 anos

05/11/2025


                                                            Foto: Tom Guedes

 

O Rio Grande do Norte tem a terceira maior fila de espera por transplante de córnea do Nordeste e, ao mesmo tempo, um dos menores números de cirurgias realizadas.

Segundo profissionais que atuam na área, o problema vai além da falta de doadores e envolve falhas na notificação de óbitos e de conscientização sobre a importância da doação.

A córnea é uma lente transparente que recobre o olho. A do comerciante Carlos Antônio da Lima já está completamente opaca. Ele só enxerga vultos pelo olho esquerdo depois de um acidente doméstico.

“Foi um acidente com água sanitária em casa. Eu tava fazendo limpeza da minha casa e foi no meu olho, ficou dessa maneira. Na mesma hora queimou. Já fui perdendo a visão, lavando, mas não via mais nada. Só aquela coisa turva”, contou.

Carlos entrou nesta semana na fila para receber o transplante e deve esperar cerca de três anos pelo procedimento, o tempo médio de espera no estado.

De janeiro a junho deste ano, o Rio Grande do Norte registrou 647 pessoas na fila por um transplante de córnea, o terceiro maior número do Nordeste, atrás apenas da Bahia (1.640) e de Pernambuco (1.447), segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

No mesmo período, apenas 80 cirurgias foram realizadas no estado. O número é bem inferior ao de outras regiões: no Ceará, por exemplo, foram quase 700 transplantes em seis meses. Lá, a espera média é de cerca de um mês.

O Banco de Olhos do RN, que funciona no Hospital Universitário Onofre Lopes, é responsável pela captação, avaliação e armazenamento das córneas doadas. O coordenador da unidade, Ochuandro Costa, explica que a pandemia da covid-19 contribuiu para o aumento da fila.

“O principal fator para isso foi, infelizmente, a pandemia de Covid que nós tivemos nos anos 2020, 2021 e 2022. Porque no início as captações foram quase todas paralisadas. Depois, quando voltamos a fazer as captações, as captações foram muito restritas, havia muita regulamentação de quem a gente podia captar e os pacientes continuaram entrando na lista. Então, com isso, houve um aumento muito grande do tempo de espera, porque aumentaram os pacientes na fila e a gente praticamente não fez transplante”, considerou.

Além disso, o oftalmologista Alisson Giovani, que realiza transplantes no Hospital Universitário Onofre Lopes, responsável por cerca de metade dos procedimentos no estado, destaca que a baixa doação também tem causas culturais.

“Acho que a gente tem um problema cultural. O olho representa uma parte importante. Expressa muita coisa. Então às vezes o familiar quer ver o olho do paciente, tem medo que esse olho fique fundo na hora do sepultamento. Acho que esse fator cultural é o principal problema que a gente enfrenta para que não tenhamos mais doações”, pontuou.

 

G1RN

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Saúde

Miopia explode entre crianças: Telas viram vilãs da nova geração pós-pandemia

30/10/2025


                                                         Foto: Reprodução

 

O uso exagerado de celulares, tablets e computadores está cobrando caro da nova geração. Desde a pandemia, o número de crianças com miopia disparou no Brasil — e os médicos já tratam o caso como uma epidemia silenciosa. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), quase 60 milhões de brasileiros têm o problema, que antes era mais comum entre adultos.

A pequena Júlia, de 8 anos, é um retrato dessa nova realidade. Mesmo sentando na frente da sala, já não enxergava o quadro com nitidez, conforme informações da TV Ponta Negra. Em seis meses, o grau da miopia saltou para 2,75, um avanço considerado rápido pelos especialistas. O drama se repete em famílias inteiras, preocupadas com a dependência de telas e a falta de tempo das crianças ao ar livre.

De acordo com o Instituto Internacional de Miopia, 30% da população mundial já apresentava o distúrbio em 2020, e a previsão é assustadora: até 2050, uma em cada duas pessoas deve ter miopia. O excesso de tempo diante das telas e o confinamento dentro de casa são os principais vilões.

O alerta é claro: quanto mais cedo o diagnóstico, melhor. Médicos recomendam reduzir o uso de dispositivos eletrônicos, incentivar brincadeiras fora de casa e manter as consultas oftalmológicas em dia. A alta miopia (acima de 6 graus) pode causar sérias complicações, como descolamento de retina, glaucoma e até cegueira.

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MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Casos de coqueluche aumentam mais de 150% no RN em um ano

28/10/2025


                                                                 Reprodução

 

O número de casos de coqueluche registrados no Rio Grande do Norte mais que dobrou em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). De janeiro até o dia 15 de outubro deste ano, foram 72 notificações da doença, com 21 confirmações, 14 casos em investigação e 29 descartados. No mesmo período de 2024, o estado havia registrado 25 notificações, sendo 12 confirmadas.

O aumento chama a atenção das autoridades de saúde, especialmente por se tratar de uma doença respiratória altamente contagiosa e prevenível por vacina, que atinge com maior gravidade bebês e crianças pequenas.

O cenário no Rio Grande do Norte reflete uma tendência observada em todo o Brasil. De acordo com o Observatório de Saúde na Infância, os casos de coqueluche em crianças menores de cinco anos aumentaram mais de 1200% no país. Em 2024, foram registrados 2.152 casos, mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Dessas crianças, 665 precisaram ser internadas e 14 morreram em decorrência da doença — número que já supera o total de mortes entre 2019 e 2023.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que mais da metade dos casos confirmados no último ano ocorreram em crianças com menos de 1 ano de idade, faixa etária que também representa 80% das internações. Especialistas associam o aumento à retomada dos ciclos naturais da doença no pós-pandemia, à desorganização dos serviços locais de saúde e à desigualdade na cobertura vacinal entre os municípios.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 90% dos bebês e 86% das gestantes receberam os imunizantes que protegem contra a coqueluche no último ano — um avanço em relação a períodos anteriores, mas ainda abaixo da meta ideal de 95% de cobertura vacinal.

Além do Brasil, outros países das Américas também enfrentam aumento de casos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), nove países da região notificaram mais de 18 mil casos e 128 mortes por coqueluche nos primeiros sete meses de 2025.

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis e provoca tosse persistente, febre e dificuldade para respirar. A prevenção é feita por meio da vacina pentavalente, aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, e da vacina DTPa para gestantes em todas as gestações.

Com o aumento dos casos, especialistas reforçam que a melhor forma de proteger os bebês é garantir a vacinação em dia — tanto das crianças quanto das mães.

 

Portal da Tropical

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Saúde

Cura de câncer de próstata pode chegar a até 98%

27/10/2025


                                                                 reprodução

 

A estimativa de cura para pacientes com câncer de próstata pode chegar a até 98%. A avaliação é do supervisor de robótica do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Gilberto Laurino Almeida.Cura de câncer de próstata pode chegar a até 98%  - Agora RNCura de câncer de próstata pode chegar a até 98%  - Agora RN

Segundo o médico, o resultado depende do estágio da doença, do tipo de câncer e do momento em que o paciente foi tratado. “No início da doença, a chance de cura é alta. Se foi tratado com a doença em estágio mais avançado, a chance é menor”, afirmou o urologista.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para este ano 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Depois do câncer não cutâneo, este tipo de câncer é o que apresenta maior frequência e impacto na população masculina. Dados do sistema de informações sobre mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, em 2023, ocorreram 17.093 óbitos em decorrência da doença, o que significa 47 mortes por dia.

 

Campanha

Almeida destacou que os homens precisam se cuidar. Este é o mote da Campanha Novembro Azul 2025, que a instituição está prestes a lançar. “Não é só a próstata. Tem todo um conceito de saúde por trás disso tudo. É a saúde do homem que está em jogo; não só a saúde da próstata. Para viver mais, o homem precisa se cuidar mais”. Ele reforçou que, hoje, as pessoas vivem mais e melhor.

“E se o homem não estiver inserido nesse contexto, claramente ele vai perder anos de vida por algumas doenças que são evitáveis, como o câncer de próstata. A cura, como falei, chega a até 98% mas, para isso, tem que ser diagnosticado no estágio inicial”.

A Campanha Novembro Azul entra para fazer com que os homens se lembrem dessas informações e procurem um médico urologista. Uma das dificuldades apontadas pelo especialista da SBU é que o homem não tem o hábito de visitar o médico com frequência, como ocorre com as mulheres em relação ao ginecologista.

Inserido na Campanha Novembro Azul deste ano, a SBU fará um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC), no próximo dia 12, dentro do 40º Congresso Brasileiro de Urologia, que ocorrerá  no período de 15 a 18 daquele mês. O mutirão vai alertar sobre o câncer de próstata e submeter muitos homens à avaliação sobre esse tipo de doença. Caso alguns tenham suspeita de câncer de próstata, serão encaminhados para biópsia. Caso a biópsia confirme o câncer, os homens serão direcionados para o melhor tratamento.

Segundo o médico, entre 85% e 90% dos casos de câncer de próstata são esporádicos, isto é, não têm origem familiar. O que se chama de preventivo do câncer de próstata é o homem consultar seu urologista, pelo menos uma vez por ano. “Ele está fazendo a prevenção de um diagnóstico tardio para obter cura. É uma doença extremamente curável, desde que seja tratada no momento certo, na fase inicial. A gente, pegando um tumor na fase inicial, cura a maioria deles”.

 

SUS

Atualmente, a cirurgia robótica é a mais adotada pelos urologistas para a retirada de tumores da próstata. Almeida celebrou a decisão do Ministério da Saúde de incorporar a prostatectomia radical assistida por robô para o tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente avançado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a portaria ministerial, as áreas técnicas terão o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.

Almeida afirmou, entretanto, que “embora todos nós tenhamos consciência de que essa tecnologia é excelente e que deva entrar no SUS para acesso dos pacientes e benefício deles, a gente entende claramente que o momento foi um pouco no atropelo para isso acontecer porque não existe robô no SUS para atender esses pacientes. Ou existem poucos”.

Segundo explicou, trata-se de uma tecnologia muito cara. “Até os hospitais poderem comprar (os equipamentos), instalar, treinar as equipes, isso demora muito. Então, hoje existe esse gap (lacuna) entre o que foi aprovado e o que, realmente, vai acontecer e que nós, de fato, não sabemos”.

De acordo com o especialista, de modo geral, os hospitais não têm condições financeiras para adquirir uma plataforma robótica no momento. Ele acredita que a preparação da rede hospitalar do SUS vai demorar a se tornar realidade muito mais tempo do que os 180 dias estabelecidos pelo Ministério da Saúde para efetivação da oferta aos pacientes pelas áreas técnicas. “E nem todos vão ter acesso”, salientou.

Indagado se os pacientes com câncer de próstata poderiam fazer esse procedimento com robô nos hospitais privados conveniados do SUS, o médico informou que isso vai depender muito da dinâmica em que esse processo será implementado.

“Existem outras cirurgias que foram introduzidas no âmbito do SUS e até hoje não ocorreram porque essas cirurgias demandam equipamentos, demandam materiais que são descartáveis. Tudo isso ainda não foi normatizado, nem regularizado.”

Citou como exemplo a ureteroscopia, que é uma cirurgia endoscópica que serve para tirar pedras nos rins. “É um procedimento também de alto custo. Ele entrou no âmbito do SUS mas, até hoje, a gente não faz porque não estão regularizados todos os processos para se usar materiais descartáveis e tudo o mais”. No caso do câncer de próstata no SUS, reafirmou que não há robôs suficientes no Brasil para todos os hospitais, nem equipes treinadas. “Não estava tudo pronto”.

 

Robótica

A cirurgia de câncer de próstata por robótica é como se fosse uma cirurgia laparoscópica. O procedimento inclui portais que são colocados no abdomen ou no tórax do paciente, dependendo de onde será a cirurgia, por onde entram equipamentos chamados pinças. As pinças são acopladas aos braços robóticos que são manipulados ou coordenados pelo cirurgião, que se encontra sentado fora do acesso ao paciente, em um local chamado console. Contudo, sempre junto ao paciente tem outro cirurgião que auxilia no procedimento. A cirurgia robótica permite que o cirurgião tenha uma visão 3D ampliada e um controle mais preciso dos movimentos.

A cirurgia laparoscópica difere da cirurgia endoscópica, em que o equipamento (pinça) entra no paciente pela uretra, para raspagem da próstata, quando não há câncer no local. Almeida reafirmou que os pacientes com câncer de próstata localizado submetidos à cirurgia têm estimativa de cura, em tumores sem metástese, que chega até a 98% da doença.

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Saúde

Vacinas contra a Covid podem ajudar no tratamento de câncer; entenda

24/10/2025


Foto: Lucas Rezende/Divulgação

Um dos maiores enigmas da oncologia moderna é entender por que as imunoterapias não funcionam para todos os pacientes. Agora, um estudo, apresentado no Congresso de Oncologia de Berlim e publicado na revista Nature, indica um caminho inesperado: vacinas de mRNA contra a Covid-19 — como as da Pfizer/BioNTech e da Moderna — podem “acordar” tumores resistentes e torná-los mais sensíveis a tratamentos imunoterápicos.

Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center e da Universidade da Flórida descobriram que essas vacinas provocam uma intensa resposta do tipo interferon, uma molécula-chave do sistema imunológico, que ajuda as células de defesa a reconhecer e atacar o câncer.

O efeito foi observado tanto em experimentos com animais quanto em grandes coortes de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) e melanoma metastático.

 

Efeito real: sobrevida quase dobrada

Os pesquisadores analisaram mais de 880 pacientes tratados entre 2015 e 2022. Aqueles que receberam uma vacina de mRNA contra a Covid até 100 dias antes ou depois do início da imunoterapia tiveram ganhos expressivos de sobrevida.

Em pacientes com câncer de pulmão avançado, a sobrevida mediana aumentou de 20,6 para 37,3 meses.

A taxa de sobrevivência em três anos subiu de 30,8% para 55,7%.

Em casos de melanoma metastático, o risco de morte caiu quase 60%.

Esse benefício não foi visto em quem recebeu vacinas contra influenza ou pneumonia no mesmo intervalo, reforçando que o estímulo observado é específico da tecnologia de mRNA.

Segundo o oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, o estudo traz uma evidência inédita de como as vacinas de mRNA podem modificar o microambiente tumoral, tornando as células cancerígenas mais “visíveis” ao sistema imunológico.

“Os autores foram extremamente cuidadosos. Eles conseguiram resgatar uma quantidade significativa de pacientes com câncer e avaliaram a exposição à vacina para Covid de plataformas de mRNA — que é justamente o que gerou tanta discussão durante a pandemia”, explica Stefani.

“Esses pacientes vacinados aumentavam a expressão de uma proteína chamada PD-L1 no tumor. O PD-L1 é como uma capa de invisibilidade: ele camufla a célula tumoral, impedindo que o sistema imune a reconheça. As drogas anti-PD-L1, como o pembrolizumabe, tiram essa capa. Então, quando há mais PD-L1, o alvo da imunoterapia fica mais claro e o tratamento se torna mais eficaz.”

Em termos simples, a vacina “reprograma” o sistema imune para que ele volte a identificar o tumor. O mRNA — a molécula que ensina o corpo a produzir a proteína do coronavírus — provoca uma onda de interferon tipo I, que desperta células apresentadoras de antígenos (como macrófagos e dendríticas).

Elas passam a exibir fragmentos de proteínas tumorais aos linfócitos T, que então aprendem a atacar o câncer.

O estudo confirmou vários mecanismos pelos quais a vacina de mRNA aumenta a expressão de PD-L1, segundo Stefani.

“Isso precisa fazer parte das estratégias para driblar resistências intrínsecas ao tratamento. Já sabíamos da importância dos anti-PD-L1, mas agora sabemos que pacientes expostos à vacina têm respostas melhores a esse tipo de imunoterapia”, diz.

 

Efeito de ‘reinicialização’ imune

Nos experimentos com camundongos, o time americano reproduziu a fórmula da vacina da Pfizer e mostrou que ela ativa fortemente o interferon — um sinalizador que funciona como um “grito de alarme” para o sistema imune.

Essa resposta inflamatória controlada ativa uma cascata de células imunes e faz com que tumores antes “frios” (pouco infiltrados por linfócitos) se tornem “quentes”, respondendo melhor às drogas de bloqueio de pontos de checagem, como anti-PD-1 e anti-PD-L1.

Essa resposta inflamatória controlada ativa uma cascata de células imunes e faz com que tumores antes “frios” (pouco infiltrados por linfócitos) se tornem “quentes”, respondendo melhor às drogas de bloqueio de pontos de checagem, como anti-PD-1 e anti-PD-L1.

 

Stefani resume o fenômeno:

 

“A imunoterapia expõe o tumor — ela tira o disfarce das células cancerígenas. Quando a vacina de mRNA aumenta o PD-L1, ela, na verdade, cria um alvo mais assertivo. É como se ajudasse o sistema imunológico a identificar melhor as células que precisam ser desmascaradas.”

 

Mais PD-L1, mais resposta

Nos humanos, os cientistas constataram o mesmo efeito. Em amostras de 2.300 biópsias de câncer de pulmão, pacientes vacinados nos 100 dias anteriores à coleta apresentaram 24% mais PD-L1 nos tumores — e foram 29% mais propensos a atingir o limiar que permite o uso de imunoterapia isolada, sem quimioterapia.

“O estudo também mostra que existe um momento ideal para vacinar”, reforça Stefani. “Quanto mais recente e robusta a imunidade, melhor a resposta ao tratamento oncológico subsequente.”

 

Implicações e próximos passos

Os autores destacam que a descoberta não significa que vacinas da Covid-19 tratem o câncer, mas sim que a tecnologia de mRNA pode ser um potente modulador imune, útil para aumentar a eficácia da imunoterapia — especialmente em tumores que hoje não respondem bem.

 

Fonte: g1

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Saúde

RIO DO FOGO: A Campanha Nacional de Multivacinação já está acontecendo e segue até 31 de outubro1

23/10/2025


 

 

MULTIVACINAÇÃO

 

A Campanha Nacional de Multivacinação já está acontecendo e segue até 31 de outubro e neste sábado, 18 de outubro, temos o Dia “D”.

 

Os usuários devem procurar a UBS Rio do Fogo de 08 às 13h e atualizar a caderneta tomando as vacinas ainda necessárias e que estarão disponíveis (descritas no card).

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Saúde

Segundo dia da greve dos servidores administrativos da saúde do RN é marcado por ato no Walfredo Gurgel

22/10/2025


                                                            Foto: Sindsaude RN

 

Para marcar o segundo dia da greve dos servidores administrativos da saúde do RN, a direção do Sindsaúde/RN e os grevistas realizaram nesta terça-feira (21), um “arrastão” no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, que trata-se de uma mobilização em massa por todos os setores da unidade, onde os servidores tiveram a oportunidade de conversar com os demais trabalhadores da assistência e com a população sobre os principais motivos da greve dos profissionais administrativos.

A mobilização resultou em uma grande concentração de servidores administrativos em frente ao hospital, que aproveitaram o momento para realizarem um ato público.

A categoria reivindica a seguinte pauta: Jornada de trabalho 108H mensais para 30H e 144H para 40h; Gratificação tendo como referência 20% do vencimento básico; Reajuste do valor das gratificações de coordenadores e chefias que estão congeladas há mais de 20 anos; Pelo pagamento das horas extras trabalhadas prevista no Art.30 da Lei 694/2022 do PCCR; Implementação e pagamento do vale alimentação. 

O próximo arrastão está marcado para esta quarta-feira (22), no prédio da SESAP em Natal, a partir das 8h da manhã. Se você também está nessa luta, participe do movimento, fortaleça a união e vamos mostrar que sem administrativo não existe SUS!

 

Fonte: SindsaudeRN

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