Saúde
Homem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia
04/01/2026

Morreu na sexta-feira 2 Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, uma das vítimas de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O homem estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).Homem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia - Agora RNHomem morre por intoxicação por metanol no interior da Bahia - Agora RN
Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após o consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Segundo a Sesab, quatro pacientes que estavam internados no Hospital Geral Santa Tereza tiveram alta médica após evolução clínica favorável. Três vítimas foram transferidas para Salvador; duas permanecem internadas.
As investigações apontam que seis das vítimas consumiram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, porém teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e foi a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.
Em nota, a Sesab informou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, contribuiu para a recuperação dos pacientes que receberam alta.
A confirmação da intoxicação ocorreu na quarta-feira 31, após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar a presença de metanol em bebidas apreendidas em um depósito da cidade e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.
Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026 e abrange estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e a distribuição gratuita ou promocional.
Segundo a prefeitura, a decisão tem caráter excepcional e temporário, baseada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.
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RIO DO FOGO: NOTÍCIA BOA PARA NOSSAS GESTANTES
30/12/2025

A vacina contra o vírus da bronquiolite já está disponível para nossas gestantes que estejam com 28 semanas.
É mais segurança para que os bebês nasçam saudáveis.
Procurem as Unidades Básicas e vacinem-se mamães!
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Ministério da Saúde amplia prazo para jovens de 15 a 19 anos receberem imunizante contra HPV
30/12/2025

O Ministério da Saúde estendeu o prazo para que jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados recebam a proteção contra o vírus HPV, causador de diversos tipos de câncer, como de colo de útero e de pênis. O período, que se encerraria neste mês, foi prorrogado até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, que ocorre geralmente em abril.
O objetivo da pasta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que estão desprotegidos. Até dezembro de 2025, foram aplicadas 208,7 mil doses da vacina dentro dessa estratégia de resgate, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos.
— Ao ampliar o prazo da estratégia de resgate, o Ministério da Saúde possibilita que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar entre os 9 e 14 anos garantam sua proteção individual e contribuam para a redução da circulação do vírus na população — afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.
A estratégia de resgate abrange todos os 5,5 mil municípios brasileiros e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de em ações extramuros em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.
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Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas
21/12/2025

As canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida. Foto: Freepik
Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.
Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.
A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.
“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”
A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:
“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”
Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.
Fonte: Agência Brasil
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Mutirão do SUS realiza mais de 1,4 mil atendimentos no RN
20/12/2025

No contexto nacional, o programa alcançou a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados em mutirões realizados ao longo deste ano | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Rio Grande do Norte registrou 1.433 atendimentos durante os mutirões do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias na rede pública. Os dados incluem procedimentos realizados no último fim de semana (13 e 14).
No contexto nacional, o programa alcançou a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados em mutirões realizados ao longo deste ano. Apenas na ação mais recente, considerada a maior da história do SUS, foram realizados 59,3 mil procedimentos em todos os estados e no Distrito Federal, envolvendo pacientes previamente agendados. O esforço conjunto mobilizou quase 200 estabelecimentos de saúde, entre hospitais universitários, unidades federais e Santas Casas.
No Rio Grande do Norte, os atendimentos contemplaram cirurgias, consultas e exames, integrando áreas consideradas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A ampliação da oferta faz parte da estratégia do governo federal para acelerar o acesso a serviços especializados, especialmente para pacientes que aguardavam há meses por procedimentos na rede pública.
Somados os mutirões realizados em julho e no último fim de semana, o programa ampliou em 375% a oferta de atendimentos especializados no país. Em julho, haviam sido ofertados 12,5 mil procedimentos; em setembro, 34,3 mil; e, em dezembro, com a adesão de novos parceiros, o número saltou para mais de 59 mil atendimentos em um único fim de semana. Nesse período, também foram realizados cerca de 21 mil atendimentos em mutirões dentro de aldeias indígenas.
A atuação no Rio Grande do Norte contou com a participação de Santas Casas, hospitais filantrópicos e unidades vinculadas à rede federal e universitária, que, pela primeira vez, atuaram de forma integrada em larga escala com os hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. No total, 134 Santas Casas e nove hospitais e institutos federais passaram a integrar o programa, ampliando a capilaridade da ação em estados do Nordeste, Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os procedimentos realizados nos mutirões estão cirurgias de média e alta complexidade, além de exames como ultrassonografia, tomografia, endoscopia e ressonância magnética. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a iniciativa reforça o caráter universal e gratuito do SUS, ao garantir acesso a serviços especializados sem custos para a população.
Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas vem se consolidando como uma das principais políticas públicas do governo federal na área da saúde. Além dos mutirões, o programa prevê ações como a utilização de carretas de atendimento, a ampliação do horário de funcionamento das unidades de saúde, a formação e o provimento de especialistas em regiões com maior carência de profissionais e parcerias com hospitais privados para atendimento complementar ao SUS. No Rio Grande do Norte, a expectativa é de que novas edições contribuam para reduzir a demanda reprimida e fortalecer a rede pública de saúde no estado.
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Estudo liga álcool a maior risco de câncer mesmo em níveis moderados
19/12/2025

Um copo “só para brindar” pode parecer inofensivo, mas uma revisão liderada por pesquisadores da Florida Atlantic University (FAU) reforça que até o consumo moderado de álcool aparece associado a maior risco de vários tipos de câncer. A frequência e a quantidade dos brindes fazem diferença nessa conta. A informação é do g1.
O trabalho, conduzido por cientistas da Charles E. Schmidt College of Medicine, analisou 62 estudos com amostras que variaram de 80 a quase 100 milhões de participantes e encontrou associações mais consistentes para tumores como mama, colorretal, fígado e cavidade oral, além de laringe, esôfago e estômago.
O que o estudo encontrou?
A revisão, publicada na revista científica “Cancer Epidemiology”, conclui que não é apenas o volume total que importa: beber com mais frequência também aparece ligado a maior risco em diferentes desfechos oncológicos.
Um dos recados centrais, segundo os autores, é que existe um padrão de risco que cresce conforme aumenta o consumo. A pesquisadora Lea Sacca, da FAU, resume assim:
“Em 50 estudos analisados em nossa revisão, um maior consumo de álcool elevou de forma consistente o risco de câncer, com o risco aumentando à medida que a ingestão cresce. Fatores como o tipo de bebida alcoólica, a idade da primeira exposição, gênero, raça, tabagismo, histórico familiar e genética influenciam esse risco. Alguns grupos — como idosos, pessoas em situação socioeconômica desfavorável e indivíduos com comorbidades — são especialmente vulneráveis. O consumo pesado, diário ou episódico excessivo está fortemente associado a múltiplos tipos de câncer, o que reforça a importância da moderação e do seguimento das diretrizes de prevenção do câncer.”
Por que causa câncer? Os autores listam mecanismos biológicos já discutidos na literatura para explicar por que o álcool pode aumentar risco oncológico.
“Do ponto de vista biológico, o álcool pode danificar o DNA por meio do acetaldeído, alterar os níveis hormonais, desencadear estresse oxidativo, suprimir o sistema imunológico e aumentar a absorção de agentes carcinogênicos. Esses efeitos são potencializados por condições de saúde pré-existentes, escolhas de estilo de vida e predisposições genéticas, fatores que podem acelerar o desenvolvimento do câncer”, resume Lewis S. Nelson, coautor, reitor e chefe de assuntos de saúde da Schmidt College of Medicine.
Grupos mais vulneráveis: quando o mesmo copo pesa mais
Os pesquisadores destacam que o risco não se comporta de forma uniforme entre todos. A revisão aponta maior vulnerabilidade — mesmo com consumo semelhante — em recortes como idosos, pessoas com obesidade ou diabetes e populações em desvantagem socioeconômica, além de diferenças observadas por raça/etnia em parte da literatura analisada.
O trabalho também descreve que fatores como tabagismo podem amplificar o risco associado ao álcool (com variações por sexo e padrão de consumo), e cita outros elementos frequentemente envolvidos nos estudos, como nível de atividade física, dieta e algumas infecções.
Tipo de bebida e diferenças entre homens e mulheres
Em alguns estudos, o tipo de bebida apareceu associado a diferenças no risco para determinados cânceres: a revisão cita que cerveja ou vinho branco foram ligados a maior risco em alguns desfechos, enquanto destilados não mostraram o mesmo padrão em certas análises — um ponto que os autores tratam com cautela.
Também houve diferenças por sexo: o texto descreve que beber com frequência se associou a maior risco em homens, enquanto episódios de consumo pesado episódico se relacionaram a maior risco em mulheres.
Metodologia: pontos fortes e ressalvas
Os pesquisadores da Florida Atlantic University, no Charles E. Schmidt College of Medicine, fizeram uma revisão sistemática de 62 estudos sobre álcool e risco de câncer em adultos dos EUA, incluindo trabalhos com amostras de 80 a quase 100 milhões de participantes.
O ponto forte é juntar um grande volume de evidências e comparar padrões de consumo (quantidade e frequência), além de discutir subgrupos e comorbidades.
A principal ressalva é que a maior parte das evidências vem de estudos observacionais e com medidas de consumo frequentemente autorreferidas — isso torna difícil separar completamente o efeito do álcool de outros fatores associados (como tabagismo, dieta e condições de saúde), e impede conclusões de causa e efeito com o mesmo grau de certeza de um ensaio clínico.
E o que eu faço com essa informação?
A revisão reforça a ideia de que “moderação” não é uma blindagem automática: para algumas pessoas, o risco pode ser maior por causa do conjunto de fatores individuais (saúde, hábitos e contexto).
Na prática, o recado é usar a evidência para decisões mais informadas — e para políticas públicas que deixem mais claro o vínculo entre álcool e câncer, como defendem os autores.
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Vacinação contra bronquiolite tem 2 mil doses aplicadas no RN
19/12/2025

O Rio Grande do Norte recebeu 10,3 mil doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite em recém-nascidos. Em uma semana de vacinação, cerca de 2 mil doses foram aplicadas em gestantes que passaram de 28 semanas, em todo o estado. Todas as regionais de saúde já receberam a vacina, conforme a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap).
Conforme a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela, a estratégia de imunização é fundamental para proteger as crianças contra a bronquiolite e reduzir o número de hospitalizações devido a problemas respiratórios. “A nova vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, pois os anticorpos gerados na gestante durante a gravidez são transferidos pela placenta para o bebê”, explica Graziela.
A vacinação contra a bronquiolite tem gerado grande procura nas unidades de saúde de Natal, capital do estado. Veruska Ramos, chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI) da Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), destacou que as doses estão sendo bem recebidas nas unidades de saúde da cidade.
“Está bem procurada, mas ainda não chegou a faltar. Natal recebeu 2.440 doses, sendo suficiente para iniciar a vacinação, já que a gestante precisa ter completado as 28 semanas de gestação para poder receber a dose”, afirmou Ramos. Até o momento, foram aplicadas 440 doses no município.
Em 2025, Natal registrou cerca de 795 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); destes, 110 foram atribuídos ao VSR. Gestantes que já cumpriram o tempo necessário para a imunização demonstram entusiasmo com a chegada da vacina ao SUS. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) São João, todos os dias chegavam mães em busca de atendimento.
Nadine Rebouças, que está grávida de 28 semanas, estava aguardando o momento em que completaria o tempo de gestação para poder se vacinar. “Espero que a procura esteja grande, porque o índice de internação, devido à bronquiolite, está muito grande, superlotam os hospitais, então é uma maravilha que essa vacina chegou ao SUS. Estou muito feliz de estar sendo contemplada, de poder estar me vacinando”, disse Nadine, com alívio.
Maria da Conceição Silva está grávida de 16 semanas e aguarda completar o tempo necessário para a vacinação. “Assim que eu completar, corro para tomar a vacina, porque eu sei que é muito importante prevenir essa doença”, afirmou Maria.
A vacina contra o VSR é aplicada em dose única em gestantes de qualquer faixa etária, devendo ser administrada em cada nova gestação.
Para receber a vacina, a gestante deve apresentar um documento de identificação, o cartão de vacinação e um comprovante da idade gestacional (como o cartão da gestante, laudo de ultrassonografia ou declaração médica) em uma das UBS. Em Natal, as UBSs funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 15h.
30% das internações pediátricas no RN
A vacinação das gestantes tem como objetivo reduzir de forma substancial o risco de hospitalizações, que hoje representam cerca de 30% das internações pediátricas no RN. Segundo Graziela, até o início deste mês, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi responsável por 270 casos de síndrome respiratória aguda grave entre crianças de 0 a 4 anos no estado, sendo que 243 desses casos ocorreram em menores de 2 anos, além de três óbitos.
“Essa estratégia reduz significativamente o risco de hospitalizações por problemas respiratórios”, complementa a coordenadora sobre a vacina.
A bronquiolite é uma infecção viral que provoca a inflamação nos bronquíolos que são pequenos tubos responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Essa inflamação faz com que eles inchem e se acumulem com muco.
Os primeiros sinais da bronquiolite em bebês geralmente se assemelham aos de um resfriado comum, com coriza, tosse leve e febre baixa.
No entanto, com o tempo, os sintomas se intensificam, levando à dificuldade para respirar, respiração rápida e com chiado no peito, além de nariz congestionado, irritabilidade, cansaço e falta de apetite, com recusa para mamar ou se alimentar.
TRIBUNA DO NORTE
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Hospital do Coração adere ao programa do SUS no RN
16/12/2025

O acordo prevê a conversão de mais de R$ 14 milhões em dívidas tributárias em serviços de saúde, sem custos adicionais para o Governo do Estado - Foto: Divulgação/MS
O Hospital do Coração de Natal tornou-se, nesta segunda-feira (15), o primeiro hospital privado do Rio Grande do Norte a aderir ao programa federal Agora Tem Especialistas, iniciativa que permite a conversão de dívidas tributárias com a União em atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida viabiliza a oferta imediata de consultas, exames e cirurgias especializadas, com impacto direto na redução das filas da rede pública, especialmente na área oncológica.
A adesão foi formalizada com a assinatura do termo de execução de créditos financeiros entre o Ministério da Saúde e a unidade hospitalar, que integra o Grupo Athena, em ato acompanhado pela governadora Fátima Bezerra. O acordo prevê a conversão de mais de R$ 14 milhões em dívidas tributárias em serviços de saúde, sem custos adicionais para o Governo do Estado. Na prática, o Hospital do Coração passará a realizar 4.380 procedimentos por ano para pacientes do SUS, o equivalente a 365 atendimentos mensais.
Os serviços serão custeados por meio de créditos financeiros gerados a partir da execução dos procedimentos, totalizando R$ 14,4 milhões, com estimativa mensal superior a R$ 1,2 milhão. A iniciativa amplia a capacidade da rede pública ao utilizar a estrutura do setor privado de forma integrada à regulação do SUS, conforme as demandas e filas existentes no estado.
Durante a solenidade, a governadora destacou que a parceria representa um avanço concreto na ampliação do acesso a serviços especializados e no fortalecimento do SUS no Rio Grande do Norte. Segundo ela, a medida se soma aos investimentos realizados desde 2019, como a ampliação dos leitos de UTI, a expansão do Samu e o aumento do número de cirurgias realizadas anualmente na rede estadual.
O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Motta, ressaltou que o modelo permite expansão e pode alcançar valores ainda maiores com a adesão de novos prestadores. De acordo com ele, o programa não estabelece um teto rígido para os contratos e pode ser ampliado conforme a disponibilidade de prestadores e recursos.
O programa Agora Tem Especialistas prevê o credenciamento de estados, municípios e unidades privadas ou filantrópicas, integrando os atendimentos à regulação do SUS. No Rio Grande do Norte, o início dos atendimentos nessa modalidade está previsto para agosto. Após a realização dos procedimentos e a auditoria dos serviços, os créditos financeiros gerados poderão ser utilizados a partir de janeiro de 2026.
Representantes do Ministério da Saúde destacaram que o estado já apresenta resultados positivos na realização de cirurgias eletivas e na articulação entre governo, Secretaria de Saúde e hospitais, e que a entrada do Hospital do Coração no programa reforça a estratégia de garantir diagnóstico mais rápido, tratamento no tempo adequado e redução do sofrimento de pacientes que aguardam por atendimento especializado.
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Bolsonaro passa por exames na prisão e terá de ser submetido a cirurgia, diz advogado
15/12/2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por exames de ultrassom, neste domingo, 14, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso. Os resultados indicam a necessidade de uma cirurgia, segundo o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, que faz parte do corpo jurídico que acompanha Bolsonaro.
Freitas disse que a ultrassonografia indicou duas hérnias inguinais – quando há um deslocamento de perto do intestino por algum problema na parede abdominal na região da virilha.
“Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, disse, nas redes sociais.
Os advogados de Bolsonaro pediram autorização para os exames na quinta-feira, 11, e indicaram o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli.
Segundo os termos do pedido, havia “caráter de urgência” e o procedimento seria não invasivo, não demandaria sedação nem estrutura hospitalar.
O ex-presidente vinha se queixando de dores e incômodo. O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro publicou nas redes sociais um vídeo no qual pai aparece soluçando enquanto dorme.
A realização dos exames foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro cumpre pena em regime fechado em uma cela especial nas dependências da superintendência da PF no Distrito Federal, há quase um mês.
Primeiro, ele foi enviado ao local para uma prisão preventiva decretada após violação da tornozeleira eletrônica e risco de fuga. Três dias depois, o processo no qual foi condenado por tentativa de golpe de Estado foi encerrado e ele começou a cumprir a pena de 27 anos de prisão.
Estadão Conteúdo
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Campanha reforça cuidados e orienta população sobre sinais do câncer de pele
10/12/2025

Foto: Divulgação
O Dezembro Laranja, mobilização promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), chama a atenção da sociedade para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele.
No Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o tema faz parte de uma rotina assistencial que envolve educação em saúde, acompanhamento especializado e atualização constante das práticas diagnósticas.
Para reforçar essa orientação, a dermatologista Vivianne Lira destaca os principais sinais de alerta e as formas de proteção que reduzem o risco da doença.
O câncer de pele ocorre quando há crescimento anormal e descontrolado das células da pele, geralmente associado à exposição excessiva e prolongada aos raios ultravioleta. A doença reúne diferentes tipos, com comportamentos e níveis de gravidade distintos.
O carcinoma basocelular é o mais comum e costuma se manifestar em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas e ombros. Já o carcinoma espinocelular pode surgir em cicatrizes antigas, feridas crônicas e regiões afetadas por exposição solar intensa. O melanoma, menos frequente, porém potencialmente letal, exige atenção especial devido à velocidade com que pode evoluir.
A campanha, segundo a médica, é estratégica para aumentar a percepção de risco e estimular a procura precoce por atendimento. “O Dezembro Laranja é uma iniciativa que tem como objetivo a conscientização das pessoas sobre prevenção e diagnóstico precoce da doença. A importância de se dar atenção a este tema é que o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo”, afirma.
Sinais que exigem atenção
Reconhecer alterações na pele é fundamental para que o diagnóstico seja realizado a tempo. A especialista orienta que qualquer mudança persistente deve ser investigada. “O câncer de pele pode se manifestar como uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra aos mínimos traumas, uma lesão de rápido crescimento, uma pinta com cor ou bordas irregulares”, ressalta. A avaliação médica continua sendo indispensável, já que lesões iniciais podem se assemelhar a pintas comuns ou eczemas (condições crônicas inflamatórias da pele que causam ressecamento, coceira, vermelhidão e irritação).
Quem tem maior chance de desenvolver a doença deve intensificar os cuidados e observar a pele com frequência. “Os grupos de risco são pessoas de pele, olhos e/ou cabelos claros; indivíduos com exposição solar intensa, como agricultores ou esportistas; e transplantados de órgãos sólidos”, enfatiza Lira. Para esses segmentos, a rotina de proteção e o acompanhamento médico regular são fundamentais.
Prevenção e avanços no diagnóstico
Medidas simples ajudam a evitar danos provocados pela radiação ultravioleta. “Além do filtro solar, outros hábitos contribuem para a proteção. Escolha horários mais seguros para se expor ao sol, como antes das 10h e depois das 16h. Use óculos escuros, chapéus de aba larga e roupas que cubram a superfície corporal, especialmente peças com fator de proteção. Sempre que possível, procure áreas de sombra em vez de permanecer sob sol direto”, recomenda a dermatologista.
A incorporação de tecnologias diagnósticas tem ampliado as chances de detecção precoce no Huol-UFRN/Ebserh. A abordagem atual inclui avaliação clínica detalhada e métodos complementares que contribuem para identificar lesões suspeitas antes que avancem. “Exame como a dermatoscopia permite o diagnóstico precoce do câncer de pele. O mapeamento de nevos [sinais] também tem o objetivo de diagnosticar precocemente um tipo de câncer de pele chamado melanoma”, pontua a médica.
Em algumas situações após o diagnóstico da doença, terapias medicamentosas entram em cena. “Há casos em que a intervenção cirúrgica não é viável ou é de difícil execução. Nesses contextos, podem ser indicados medicamentos orais para tratar o câncer de pele”, acrescenta a especialista.
Mitos que precisam ser derrubados
O conhecimento correto sobre proteção solar é essencial para evitar comportamentos de risco, mas muitos equívocos ainda dificultam a prevenção. “É comum ouvirmos que qualquer protetor funciona da mesma forma, que basta aplicar uma vez ao dia ou que maquiagem com FPS já oferece proteção suficiente”, conta Lira. Segundo ela, essas ideias criam uma falsa sensação de segurança. A dermatologista garante que o ideal é usar produtos com fator de proteção solar (FPS) 50 ou mais e com ampla proteção, especialmente para quem passa longos períodos ao ar livre.
Outros enganos também persistem, como acreditar que peles mais escuras não precisam de protetor ou que só é necessário se proteger em dias muito ensolarados. “Na prática, todos os tipos de pele podem sofrer danos, a reaplicação é indispensável e a radiação chega mesmo em dias nublados”, explica. Ela frisa ainda que suor e água reduzem a eficácia do produto, o que reforça a importância de reaplicar e manter os hábitos de proteção ao longo do dia.
Lira salienta que a prevenção é um compromisso contínuo. Identificar precocemente qualquer alteração, procurar atendimento especializado e adotar rotinas de proteção são medidas que, combinadas, reduzem os impactos da doença e aumentam significativamente as chances de cura. “O Dezembro Laranja funciona como um lembrete anual para manter esses cuidados durante todo o ano”, finaliza a especialista.
Fonte: UFRN
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Nova vacina contra bronquiolite será distribuída no RN
04/12/2025

O Rio Grande do Norte recebeu, nessa quarta-feira (3), o primeiro lote de vacinas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que é direcionada a gestantes a partir da 28ª semana e tem como objetivo proteger recém-nascidos dos casos de bronquiolite.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu do Ministério da Saúde um lote com pouco mais de 10 mil vacinas, e fará a distribuição aos municípios potiguares a partir da próxima semana. Não há limite de idade para a gestante que será vacinada e a proteção é feita em dose única.
“É com muita alegria que recebemos essa nova vacina para incorporar ao Programa de Imunização. Nos próximos dias, os municípios já estarão aptos a iniciar a vacinação das gestantes”, afirmou a responsável técnica do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.
A nova vacina disponível no SUS oferece proteção imediata aos recém-nascidos, pois os anticorpos gerados na gestante durante a gravidez são transferidos pela placenta para o bebê. Essa estratégia reduz significativamente o risco de hospitalizações por problemas respiratórios, que hoje representam cerca de 30% das internações pediátricas no RN.
Até o início deste mês, o vírus sincicial respiratório foi responsável por 270 casos de síndrome respiratória aguda grave entre crianças de 0 a 4 anos, dos quais 243 foram abaixo dos 2 anos, tendo causado ainda três óbitos.
TRIBUNA DO NORTE
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Infectologista reforça a importância do diagnóstico precoce do HIV
04/12/2025

Profissional alerta para avanços, desafios e mitos que ainda dificultam a testagem e a prevenção no Brasil - Foto: Reprodução
No mês dedicado à conscientização sobre o HIV e a AIDS, o “Dezembro Vermelho” chama atenção para a importância da prevenção, do combate ao estigma e do diagnóstico precoce. Para a infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), da Rede Ebserh, Gisele Borba, apesar dos avanços expressivos no tratamento e no acesso aos testes, ainda há desafios importantes a serem enfrentados.
Segundo a médica, a campanha busca lembrar que o HIV pode permanecer assintomático por muitos anos, o que favorece o desconhecimento do diagnóstico e pode levar à transmissão involuntária. “A pessoa pode passar anos com o vírus sem saber. Sem o diagnóstico precoce, a infecção avança, danificando o sistema imunológico e facilitando o surgimento de doenças oportunistas, que podem ser gravíssimas. Infelizmente ainda observamos casos de pacientes que só descobrem a infecção pelo HIV depois de afetados por uma doença oportunista grave, com risco de vida”, explica Gisele Borba.
Testes rápidos mudaram o cenário
A infectologista destaca que o acesso aos testes é amplo e facilitado, disponível em unidades básicas de saúde, testes rápidos e sigilosos, e opção de testes de saliva em farmácias privadas. Ainda assim, Gisele ressalta um obstáculo que permanece: “Grande parte da população não se reconhece como potencialmente exposta à infecção. Muitas pessoas têm medo de fazer o exame ou acreditam que só determinados ‘grupos de risco’ precisam ser testados, uma ideia ultrapassada da década de 90. Qualquer relação sexual sem preservativo é um risco”, frisa a profissional.
Os avanços da terapia antirretroviral mudaram radicalmente o cenário da infecção no mundo. “Na década de 80, o diagnóstico era uma sentença de morte. Hoje, é uma infecção manejável, tratada com um ou dois comprimidos por dia, com poucos efeitos colaterais. A expectativa de vida de uma pessoa vivendo com HIV hoje é igual à da população geral não infectada”, pontua Gisele.
Um dos maiores entraves, na visão da infectologista, é o estigma. “O preconceito faz com que a pessoa não se reconheça como exposta ao vírus ou evite saber do diagnóstico. Há quem ainda associe o HIV às imagens do início da epidemia, quando não havia tratamento. E, por outro lado, alguns jovens minimizam a infecção e deixam de se proteger”, alerta.
PrEP, PEP e preservativos
Para Gisele Borba, todos os métodos preventivos continuam subutilizados:
Preservativo é a principal proteção contra HIV e outras ISTs;
PrEP (profilaxia pré-exposição) pode ser usada diariamente ou sob demanda;
PEP (profilaxia pós-exposição) deve ser usada após qualquer exposição de risco, não apenas violência sexual ou acidentes ocupacionais.
“O mais importante é que exista uma conversa franca entre paciente e profissional de saúde, sem medos ou preconceitos, para escolher a melhor estratégia preventiva para cada estilo de vida”, ressalta a infectologista. Gisele defende que o diagnóstico precoce depende também de ações fora do ambiente tradicional de saúde. “Campanhas que derrubem mitos e estigmas, testagem rápida em locais de trabalho e de lazer, sigilo garantido e aconselhamento humanizado aumentam muito a chance de prevenção e de diagnóstico precoce”, acrescenta.
Mesmo com todos os avanços, a infectologista lembra que a prevenção começa com uma reflexão pessoal. “Temos uma tendência a pensar no HIV como doença do outro. Quem tem vida sexual ativa precisa trazer para si a responsabilidade da prevenção e da testagem. Reflita: você tem se prevenido? Quando foi seu último teste de HIV?”, puxa para reflexão.
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Moraes manda PF fazer perícia médica sobre saúde de Heleno
02/12/2025

Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado - Foto: Lula Marques / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou nesta segunda-feira (1º) a PF (Polícia Federal) fazer uma perícia médica, no prazo de 15 dias, sobre a saúde do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
A determinação ocorre em meio ao impasse sobre informações prestadas pela defesa de que Heleno é diagnosticado com Alzheimer.
Segundo o despacho, deve ser feita avaliação “clínica completa, inclusive o histórico médico, exames e avaliações de laboratório, como a função tireoidiana e níveis de vitamina B12, neurológicos e neuropsicológicas, incluindo, se necessário for, exames de imagem como ressonância magnética e PET, além do que entenderem necessário para verificação do estado de saúde do réu”, diz.
“Em especial sua memória e outras funções cognitivas, bem como, eventual grau de limitação funcional decorrente das patologias identificadas”, prossegue.
Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Na última terça-feira (25), com o trânsito em julgado da ação, ele foi levado ao Comando Militar do Planalto, onde está preso desde então.
Após a prisão, porém, a defesa de Heleno protocolou um pedido de domiciliar, alegando agravamento do quadro de saúde do general.
Os advogados afirmaram que Heleno, de 78 anos, sofre de comorbidades graves e faz acompanhamento psiquiátrico desde 2018. Depois, após determinação para esclarecimentos por Moraes, a defesa corrigiu a informação e informou que o ex-ministro de Jair Bolsonaro foi diagnosticado com Alzheimer apenas neste ano.
Relatórios médicos anexados ao processo indicam que, a partir de dezembro de 2024, seu estado passou a ser detalhadamente monitorado, levando ao diagnóstico, em janeiro de 2025, de demência mista, incluindo Alzheimer em estágio inicial.
O documento cita ainda histórico de transtorno depressivo e transtorno e de ansiedade. A defesa argumentou que o cumprimento da pena em regime fechado representaria risco iminente à saúde e à vida do condenado.
Na última sexta-feira (28), a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido. O órgão considerou que a prisão domiciliar é “medida excepcional e proporcional” diante da idade avançada de Heleno e da gravidade de seu quadro clínico, que poderia ser agravado se permanecesse preso em regime fechado.
Condenado por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Heleno aguardava o desfecho do processo em liberdade.
CNN Brasil
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Médicos da Coopmed encerram paralisação em hospitais do RN após acordo com a Sesap
28/11/2025

Foto: Reprodução
A Coopmed-RN anunciou, na noite desta quinta-feira (27), a suspensão da paralisação dos serviços médicos nas unidades do Estado, após reunião que resultou em acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). Com o entendimento, os médicos cooperados devem retomar imediatamente às atividades.
Segundo a cooperativa, o repasse financeiro previsto para esta semana será realizado no dia 5 de dezembro, enquanto o repasse referente ao mês de dezembro de 2025 está programado para o dia 22 de dezembro.
A Coopmed-RN ressaltou o compromisso e agilidade da Sesap em atender os médicos, mas informou que, caso a Ordem Bancária não seja emitida nas datas acordadas, haverá paralisação parcial dos serviços a partir das 7h do dia 6 de dezembro.
Além desta, a cooperativa também prevê outra posteriormente, a partir das 7h do dia 23 de dezembro, caso se repita o atraso do segundo repasse.
98 FM NATAL
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RIO DO FOGO: FOI REALIZADO MAIS UMA AÇÃO OUTUBRO ROSA | NOVEMBRO AZUL
27/11/2025




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Mais de 60% dos casos de câncer colorretal são descobertos em estágios avançados, aponta estudo
27/11/2025

Demora no diagnóstico reduz de forma acentuada possibilidade de cura. Foto: Câmara Municipal de Afonso Cláudio/Divulgação
Lançado nesta quinta-feira (27), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, o estudo Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico, da Fundação do Câncer revela que, dos 177 mil casos da doença registrados em hospitais públicos e privados do país, no período de 2013 a 2022, mais de 60% foram diagnosticados em estágios avançados da doença.
Os dados mostram que o avanço da doença e a demora no diagnóstico, reduz de forma acentuada a possibilidade de cura.
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, chama a atenção o volume de casos de câncer colorretal (CCR) que chegam no sistema em estágio avançado”, confirmou em entrevista à Agência Brasil o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.
“Se analisarmos o país como um todo, os dados mostram que 50% das pessoas chegam no estágio já metastático, estágio 4, e mais 25% no estágio 3. Somando os estágios, são mais de 70%, o que é uma catástrofe.”
Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce. Maltoni indicou que, uma vez identificado qualquer tipo de sintoma, por mais leve que seja. a pessoa deve procurar um serviço de saúde para investigar e ver o que existe, ou mesmo fazer o rastreamento com um profissional.
“Aquela intervenção feita pelo Estado para chamar a população alvo para que faça exames, para que a gente possa detectar o mais precocemente possível, é fundamental. Porque não só um tumor, mas são as lesões precursoras que podem desenvolver o câncer. Isso é fundamental, é isso que vai mudar essa história”.
No Brasil, como ocorre também em outros países, o primeiro exame para detecção prrecoce do CCR é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, menos custosa. Quando essa pesquisa de sangue oculto se mostra positiva, alterada, aí sim é indicado prosseguir na investigação por meio do exame de colonoscopia.
Atualmente, isso é feito para pessoas acima de 50 anos. Maltoni disse, entretanto, que a análise de dados sinaliza que o pico de faixa etária de pessoas com câncer colorretal é exatamente entre os 50 e 60 anos.
“Se a gente começar a fazer rastreamento só com 50 anos, corre o risco de chegar tarde. É procurar antecipar. A maneira de a gente fazer isso é, obviamente, baixar um pouco a faixa etária do chamado para testes de rastreamento.”
AFundação do Câncer sugere antecipar a faixa etária para 45 anos ou 40 anos, eventualmente, para que se possa identificar as lesões precursoras bem iniciais, e poder tratar até mesmo antes de um adenoma, por exemplo, e um pólipo do intestino se transformar em um carcinoma do intestino.
Outra medida importante que o estudo mostra é a prevenção primária, quer dizer, hábito de vida. Isso significa evitar excesso de peso. De acordo com o boletim, há uma correlação direta entre o volume de câncer colorretal e de pessoas obesas. Nas regiões do país onde tem uma taxa de obesidade maior, há também uma maior taxa de câncer colorretal, assim como o tabagismo tem correlação direta com a doença.
“São aquelas medidas que a gente vive falando, de evitar sobrepeso, evitar falta de atividade física, excesso de bebida alcoólica, não fumar. Isso é fundamental, porque a gente sabe que isso ajuda a reduzir casos novos de câncer. No caso do câncer colorretal, isso é uma verdade”, afirmou o diretor-executivo.
No estudo feito com os 177 mil casos da doença, coletados nos registros hospitalares de câncer, verificou-se que o de cólon e de reto é mais comum em brancos (34,6%), seguidos de negros (30,9%).
As regiões Sudeste e Sul concentram o maior volume de equipamentos hospitalares de diagnóstico e tratamento, bem como de casos de CCR. Por outro lado, segundo o médico, quando se analisa o deslocamento da população no Brasil, nota-se que a Região Centro-Oeste é o local onde ele é maior: perto de 18% dos pacientes desta região têm que sair para fazer o seu tratamento em outra localidade do país. Em segundo lugar, vem a Região Norte, com 6,5%.
Política permanente
A Fundação do Câncer estima aumento de 21% no número de casos entre 2030 e 2040, alcançando cerca de 71 mil casos novos e cerca de 40 mil óbitos.
Maltoni considera o volume “alarmante”, embora seja realidade, considerando que a população está crescendo e, sobretudo, envelhecendo.
“Não temos uma estratégia bem estabelecida e firme para a prevenção e o diagnóstico precoce”. Segundo o médico, é preciso mudar esse cenário nos próximos 15 anos, trabalhar muito fortemente a questão da prevenção, da detecção precoce, do rastreamento.
Ministério da Saúde
Na avaliação do diretor-executivo da Fundação do Câncer, a mudança deve ser capitaneada pelo Ministério da Saúde. O sistema de saúde inglês, por exemplo, os pacientes recebem em casa um kit para colher amostra das fezes. Se o resusltado der alterado, a pessoa é chamada para fazer a colonoscopia.
“Precisamos dar esses passos. É óbvio que em um país das dimensões do Brasil, com as dificuldades regionais, com as diferenças, há dificuldades. Mas a gente sabe que é possível. Se tomar a decisão de fazer e quiser fazer, é possível fazer”.
Segundo Maltoni, isso só funciona com uma política de Estado. Quanto mais informação qualificada houver e maior for a possibilidade de colocar o tema em debate, isso ajuda a nortear essas políticas públicas porque, isoladamente, não é nenhuma campanha que conseguirá alcançar esse objetivo.
“Tem que ter uma política pública, uma política de estado permanente, que independa de quem esteja no governo, para que esses resultados aconteçam. A gente tem exemplo disso na política de controle do tabaco, que virou uma política de Estado que ao longo dos últimos 35 anos, 40 anos, tem sido colocada de maneira prioritária por qualquer governo que entre. Não tem outra maneira de fazer e isso vale para qualquer lugar do mundo.”
Incidência
O estudo aponta para uma relação entre tabagismo e obesidade e incidência de câncer colorretal. As capitais Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, todas com proporção de fumantes superior a 12%, possuem altas taxas de incidência da doença, o que reforça a relevância do tabagismo como fator de risco para o CCR.
O mesmo ocorre em relação à obesidade e sua associação ao aumento da incidência do câncer colorretal. Capitais como Porto Alegre, Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo, todas com prevalência de obesidade igual ou superior a 24%, estão entre aquelas com as maiores taxas de incidência do tumor. Daí a importância de políticas voltadas para alimentação saudável e atividade física.
O boletim da Fundação do Câncer revela também que quase metade dos casos registrados no país está concentrada na Região Sudeste (49,4%) e que 85,9% dos pacientes têm 50 anos ou mais, reforçando a importância de estratégias de rastreamento voltadas para faixas etárias menores.
Em relação à escolaridade, o boletim mostra que 47,7% dos pacientes possuem apenas o ensino fundamental e que a cirurgia segue sendo a principal forma de tratamento inicial, seja de maneira única ou associada a outras modalidades.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Agência Brasil
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Brasil ganha 1ª vacina de dose única contra a dengue; Anvisa aprova imunizante do Butantan
26/11/2025

Vacina contra a dengue. — Foto: Walterson Rosa/MS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou a avaliação técnica da Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, e agora formaliza a etapa administrativa que aprova o registro.
Nesta quarta-feira (26), a agência assina, em São Paulo, o Termo de Compromisso com o Instituto Butantan —um rito obrigatório que define as obrigações do fabricante e permite a liberação definitiva do registro nos próximos dias.
Segundo a agência informou ao g1, a assinatura funciona como o último passo antes da formalização, e fontes ouvidas pela reportagem confirmam que o imunizante cumpriu todos os critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos pela agência.
Assim, embora o ato administrativo de publicação do registro ainda não tenha ocorrido, a aprovação técnica já está dada —e foi isso que permitiu ao governo dar início às etapas preparatórias para a incorporação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Apesar da aprovação, ainda não há previsão de quando a vacina será incluída ao calendário nacional.
País tem 1 milhão de doses prontas
Mesmo antes da aprovação regulatória, o Butantan havia iniciado a fabricação da vacina em seu parque industrial. O instituto já tem mais de 1 milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI.
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra e infectologista Renato Kfouri reforça que os resultados apresentados justificam a rapidez na incorporação.
“A vacina demonstrou eficácia elevada, em torno de 75% contra a doença e acima de 90% para formas graves e hospitalizações”, diz.
Kfouri destaca que a produção nacional é um diferencial estratégico.
“Além da eficácia, temos o benefício de ser uma vacina produzida no país. Isso facilita o acesso e a escala de distribuição”, diz.
Para ampliar a oferta, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi, o que permitirá entregar cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.
O que dizem os ensaios clínicos
A aprovação foi concedida após cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3, submetido à Anvisa.
Entre pessoas de 12 a 59 anos:
Eficácia geral: 74,7%.
Proteção contra dengue grave ou com sinais de alarme: 91,6%.
Proteção contra hospitalizações: 100%.
Mais de 16 mil voluntários de 14 estados participaram da pesquisa, realizada entre 2016 e 2024. A vacina, que inclui os quatro sorotipos do vírus, se mostrou segura tanto em quem já teve dengue quanto em quem nunca foi infectado.
Segundo Kfouri, a duração da proteção é outro ponto de destaque.
“A eficácia foi mantida ao longo de mais de cinco anos de estudo após uma única dose. E o perfil de segurança é bastante satisfatório”, afirma.
As reações mais comuns foram leves a moderadas, como dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos graves foram raros e todos os voluntários se recuperaram.
Dose única
A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo. Segundo relatório publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, esquemas com menos doses estão associados a:
maior adesão da população;
campanhas mais simples de organizar;
cobertura vacinal mais rápida em emergências sanitárias.
Kfouri lembra que o imunizante já se mostrou comparável à vacina da Takeda, disponível no Brasil.
“Os resultados são muito semelhantes aos da vacina da Takeda. A grande diferença é justamente a possibilidade de aplicar apenas uma dose, o que tem impacto direto na cobertura vacinal”, explica.
Expansão para outras idades já está prevista
A Anvisa também autorizou estudos para avaliar a aplicação da vacina em pessoas de 60 a 79 anos. Dados adicionais deverão ser analisados para definir a inclusão de crianças de 2 a 11 anos, embora estudos clínicos já indiquem segurança nesse grupo.
O Ministério da Saúde ainda vai definir quando a vacinação começa e como será a distribuição das doses no país.
Fonte: CNN Brasil
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Ex-deputado Henrique Alves sofre AVC leve, passa por avaliação médica e deve receber alta nesta terça
25/11/2025

O ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves informou, nesta segunda-feira (24), que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) leve no sábado (22). A declaração foi feita por meio das redes sociais, onde ele buscou tranquilizar amigos e apoiadores ao afirmar que está recuperado e em acompanhamento médico.
Segundo o próprio Henrique, ele permanece internado no Hospital Rio Grande, em Natal, onde recebe assistência da equipe responsável pelo seu tratamento. Ele explicou que deve receber alta nesta terça-feira (25), após a conclusão dos exames previstos no protocolo clínico.
Ao agradecer pelas mensagens e ligações recebidas desde o ocorrido, o ex-parlamentar destacou que atribui sua recuperação à fé, afirmando que entrega sua saúde aos cuidados de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, que, segundo ele, “seguem no comando”.
Portal da 98 FM
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Zumbido no ouvido não é normal e pode indicar perda auditiva, alerta otorrino
22/11/2025

O zumbido — descrito por pacientes como apito, panela de pressão, cachoeira ou chiado — atinge de 15% a 20% da população, chegando a cerca de 28 milhões de brasileiros. Embora muitas pessoas convivam com o incômodo sem buscar assistência, a especialista alerta que o sintoma deve ser encarado como um sinal de que algo no corpo não está funcionando adequadamente. “Quando o zumbido aparece, alguma coisa não está bem no organismo”, explicou. Por isso, a recomendação é clara: percepção de barulho no ouvido deve levar o paciente ao médico para investigação imediata.
Zumbido é sintoma, não doença
De acordo com Lidiane Ferreira, o zumbido raramente é uma condição isolada. “O zumbido é um sinal de que alguma coisa não vai bem e aí nós precisamos investigar a causa”, disse. Em 90% dos casos, o sintoma está associado a perda auditiva, seja ela leve ou instalada de forma silenciosa, de modo que muitos pacientes não percebem que estão ouvindo menos. Além da perda auditiva, outras causas possíveis incluem alterações metabólicas (como problemas de colesterol, glicose e tireoide), questões hormonais, distúrbios musculares, a exemplo de bruxismo e Disfunção Temporomandibular (DTM), além de fatores ligados à ansiedade, estresse e noites mal dormidas.
Por envolver múltiplos sistemas do organismo, a avaliação precisa ser ampla. “Muitas vezes o tratamento do zumbido é multidisciplinar”, explicou a médica, que citou a necessidade de envolver profissionais como dentistas, fisioterapeutas e especialistas em saúde mental, dependendo da origem do problema.
Quando procurar ajuda
O encaminhamento ideal, quando possível, é direto para o otorrinolaringologista, que poderá solicitar exames como audiometria e testes laboratoriais. Já quem não tem acesso imediato pode buscar atendimento em uma unidade básica de saúde, que fará a triagem inicial e o encaminhamento.
A médica destaca que há casos em que o zumbido aparece de forma pontual, especialmente após exposição prolongada a ruídos intensos — shows, festas, paredões ou episódios de forte barulho repentino. Nesses casos, o paciente pode aguardar algumas horas, mas dentro de um limite: “Até 48 horas, 72 horas, é normal que você tenha aquele zumbido e, se ele desaparecer, ótimo. Mas você deve ficar em alerta”. Se o sintoma persistir após esse período, a recomendação é procurar o otorrino.
Mais preocupante ainda é quando o zumbido aparece repetidamente após exposições semelhantes. “Se todas as vezes que você for para uma festa, você ficar com esse zumbido, também não é normal”, alertou a especialista, acrescentando que isso pode indicar dano auditivo acumulado.
Zumbido no ouvido não é normal e, se persistir por mais de algumas horas ou dias, pode ser um sinal de alerta para problemas mais graves, como perda auditiva. A afirmação é da otorrinolaringologista Lidiane Ferreira, chefe do Ambulatório de Zumbido do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol).
Segundo a médica, é essencial buscar avaliação médica sempre que o sintoma aparecer. A otorrino reforça que a ideia de que é preciso “conviver” com o barulho ficou no passado. “Zumbido não é normal. Todo zumbido deve ser investigado, mesmo esse zumbido transitório”, afirmou Lidiane, em entrevista à TV Agora RN no mês de conscientização sobre o zumbido conhecido como Novembro Laranja.
Faixas etárias mais atingidas
Embora seja mais comum após os 50 anos — quando a prevalência de perda auditiva aumenta naturalmente — o zumbido pode ocorrer em qualquer idade. A médica chamou atenção para uma tendência crescente: casos em jovens e até crianças.
Nas crianças, o zumbido costuma ter origem metabólica e, em geral, está associado ao consumo excessivo de açúcar. O sintoma aparece após ingestão exagerada de doces e tende a desaparecer em pouco tempo. Já entre adolescentes e jovens adultos, o fator predominante é o ruído: uso de fones de ouvido, participação em eventos com som alto, exposição prolongada a volume intenso no lazer ou no trabalho.
Na população adulta e de meia idade, as causas se dividem entre exposição a ruído por motivos profissionais — como trabalhadores de indústrias ou telemarketing — e causas metabólicas. Entre idosos, a perda natural da audição e doenças crônicas como hipertensão e colesterol alto são os gatilhos mais frequentes.
O uso de fones de ouvido e os riscos para a audição
O uso de fones de ouvido está entre os principais fatores de risco para perda auditiva e, por consequência, para o zumbido. A médica explicou que alguns modelos oferecem maior segurança que outros. Segundo ela, “o principal fone de ouvido que dá menos problema é o externo, no formato concha”. Isso porque modelos intracanais, por estarem mais próximos da membrana do tímpano, transmitem vibração intensa e podem causar mais danos.
Fones com cancelamento de ruído também são recomendados, pois ajudam a reduzir a necessidade de aumentar o volume: “É uma tecnologia que você cancela o ruído em volta. Então você escuta apenas o que está sendo transmitido”.
Mas a principal orientação não diz respeito ao tipo de fone, e sim ao tempo de exposição e ao volume. “O ideal é usar o mínimo de tempo possível. Para uso recreativo, a gente orienta duas horas por dia no máximo”, disse. Sobre o volume, a regra é simples: “Se o seu vizinho, seu colega, está ouvindo o que você está ouvindo, então está errado”.
Outro comportamento arriscado é dormir com fones de ouvido, hábito que, segundo ela, expõe a pessoa a horas de ruído contínuo e aumenta o risco de lesões. “Se a pessoa dorme sete, oito horas, são oito horas com barulho no seu ouvido”, alertou. Há ainda risco de trauma físico, já que, durante o sono, movimentos involuntários podem pressionar ou ferir o ouvido.
Perda auditiva: prevenção, diagnóstico e tratamento
A especialista reforçou que a prevenção é sempre a melhor estratégia. Evitar ambientes ruidosos, reduzir o tempo de exposição a sons altos e escolher adequadamente o tipo de fone já são medidas significativas. Para quem já tem perda auditiva, o diagnóstico é essencial para evitar a progressão do quadro.
O tratamento depende do grau da perda, mas os aparelhos auditivos são hoje o principal método de reabilitação. “A reabilitação, realmente, a principal forma é com o aparelho auditivo”, afirmou. Ela também destacou que nem todos que têm algum nível de perda terão obrigatoriamente indicação para o uso do dispositivo. Cada caso depende da interferência na comunicação e na qualidade de vida.
Quando consultar um otorrinolaringologista
A recomendação é que crianças entre 5 e 6 anos passem por avaliação auditiva, mesmo sem sintomas, para identificar problemas que possam afetar linguagem ou desempenho escolar. Adultos devem buscar avaliação entre os 40 e 45 anos, faixa em que pode surgir a perda auditiva natural da idade. A partir daí, a orientação é repetir exames a cada cinco anos, ou antes disso se houver histórico familiar ou sintomas como zumbido, dificuldade de comunicação ou necessidade de aumentar volume de aparelhos eletrônicos.
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Vacina inédita contra câncer de pulmão avança para testes em humanos e abre nova fronteira na prevenção
20/11/2025

Foto: Freepik
A partir de 2026, a comunidade científica dará um passo inédito: começam os primeiros testes em humanos da LungVax, a primeira vacina do mundo desenvolvida para prevenir o câncer de pulmão. Criada pela Universidade de Oxford em parceria com a University College London, a pesquisa recebeu investimento de R$ 13 milhões e propõe uma estratégia inovadora: treinar o sistema imunológico para reconhecer e eliminar células pulmonares que começam a apresentar alterações suspeitas — antes mesmo da formação de um tumor.
A tecnologia usada na LungVax se baseia em um vetor viral não replicante, semelhante ao da vacina de Oxford/AstraZeneca. Dentro desse vetor, os pesquisadores inserem um fragmento de DNA que leva o organismo a produzir a proteína NY-ESO-1, marcador típico de células que iniciam mutações precoces. Ao expor o corpo a esse sinal antes da doença existir, a vacina cria um sistema de vigilância contínua, capaz de identificar e atacar possíveis focos de câncer logo no início — uma abordagem definida por especialistas como uma nova camada de proteção imunológica.
Os primeiros testes serão divididos em duas etapas. A fase 1, com 30 participantes, vai avaliar a segurança, possíveis efeitos colaterais e a dose ideal. Já a fase 2 deve envolver 560 voluntários com alto risco de desenvolver ou voltar a ter câncer de pulmão, permitindo identificar os primeiros sinais de eficácia. Inicialmente, a vacina será testada em pacientes já operados e em pessoas que participam de programas de rastreamento, mas especialistas afirmam que fumantes, ex-fumantes e grupos de risco podem ser considerados futuramente, caso os resultados sejam positivos.
O câncer de pulmão segue como o tipo que mais mata no mundo há três décadas, em parte pela dificuldade do diagnóstico precoce. Por isso, pesquisadores destacam o potencial transformador da LungVax, que aposta na prevenção antes que o tumor exista. Embora os especialistas enfatizem que o estudo está apenas no início e requer cautela, a expectativa é que a vacina inaugure uma nova geração de estratégias contra o câncer, focadas em impedir que a doença se forme.
Com informações do G1
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