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Metanol: Autoridades policiais e médicas sugerem “dar um tempo” para quem consume bebida alcóolica

02/10/2025

 

O aumento de casos de intoxicação por metanol em diferentes regiões do país acendeu um alerta máximo entre autoridades de saúde pública e órgãos de segurança. O Ministério da Saúde já contabiliza 43 ocorrências em investigação, incluindo um óbito confirmado em São Paulo e outros sete em apuração — cinco também em São Paulo e dois em Pernambuco.

Diante do risco, especialistas têm sido categóricos: a recomendação é que a população suspenda o consumo de bebidas alcoólicas até que a origem das adulterações seja identificada. O médico Luiz Fernando Penna, do Hospital Sírio-Libanês, ressalta a gravidade do cenário: “Não sabemos ainda quais lotes ou marcas foram comprometidos. A recomendação forte é: não consumir bebida alcoólica, principalmente destilados”.

A infectologista Paula Tuma, do Hospital Albert Einstein, vai além e afirma que nem mesmo garrafas lacradas oferecem garantia de segurança. “Não beber é a melhor opção até que a investigação seja concluída”, alertou. Já a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, Regiane de Paula, enfatiza que cabe ao poder público informar e orientar, mas a decisão final é individual.

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