Casos de chikungunya disparam 42% em meio à epidemia de dengue
18/02/2024

Os casos de chikungunya no Brasil cresceram 42% em janeiro de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento dos casos ocorre no momento em que o país enfrenta uma epidemia de dengue, com 75 mortes pela doença registrados do início do ano até esta quinta-feira (15).
No caso da chikungunya, no primeiro mês do ano foram registrados 29 mil casos prováveis da doença, com 4 mortes confirmadas e outras 30 em investigação. Em janeiro de 2023, foram registrados 20 mil casos prováveis. Os dados constam no painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde.
A chikungunya é considerada uma “prima” da dengue. Isso porque ambas as doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Isso significa que as áreas afetadas por uma epidemia de dengue também podem estar em risco de enfrentar um aumento nos casos de chikungunya, especialmente quando há condições favoráveis para a reprodução e propagação desses mosquitos, como água parada e clima quente.
A média de incidência de chikungunya no país, no momento, é 15,4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre os casos prováveis, 56,8% são em mulheres e 43,2% em homens. A faixa etária dos 30 aos 39 anos corresponde ao maior número de casos, seguida pelos grupos de 50 a 59 anos e de 40 a 49 anos. Já no ranking dos estados, Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (22.675). Em seguida aparecem São Paulo (1.555), Goiás (1.426) e Mato Grosso (828).
R7
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