Saúde

Número de jovens deprimidos dobra após a pandemia

28/08/2022


Diagnosticada com depressão poucos meses antes do início da pandemia, Lara Zanini sentiu a sua saúde mental piorar de vez quando entrou no ensino médio. A nova realidade de isolamento social junto com a pressão de treinar para os vestibulares agravou a angústia que ela já carregava.

“Pesou um pouco porque você nunca sabe o que vai acontecer, você pode estudar o quanto for, mas não sabe se vai passar ou não. Você quer deixar os pais e a família feliz, quer se orgulhar de si mesmo e passar em faculdades boas que tenham o seu perfil, e fica muito essa questão de vai acontecer ou não vai”, diz a jovem de 19 anos.

O caso dela não é exclusividade. Além de afirmar que tem vários amigos enfrentando situações similares a sua, dados da pesquisa Covitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia) demonstram que o número de jovens diagnosticados com depressão praticamente dobrou depois da pandemia. A prevalência do transtorno em jovens na faixa etária entre 18 e 24 anos era de 7,7% e saltou para 14,8%.

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