Saúde
Governo vai enviar vacinas contra dengue para mais 29 municípios
26/02/2024

Foto: Edmario Oliveira/América FC
O Ministério da Saúde informou que vai enviar doses de vacinas contra dengue para mais 29 municípios nos próximos dias. O novo lote vai completar a lista de 521 municípios selecionados para receber as doses até a primeira quinzena de março. Até o momento, 492 cidades já receberam os imunizantes.
A vacinação contra a dengue começou neste mês e é destinada à aplicação em crianças de 10 e 11 anos. Até o fim deste ano, a vacinação com a Qdenga, nome comercial do imunizante, será ampliada para adolescentes de 12,13 e 14 anos que moram nos 521 municípios.
Os municípios foram escolhidos para receber os primeiros lotes das vacinas por estarem localizados em áreas de com alta incidência da dengue tipo 2 (Sorotipo 2), que provoca infecção mais grave da doença.
A restrição de regiões que vão receber a vacinação foi feita diante das dificuldades apresentadas para produção e oferta da vacina, elaborada pelo laboratório Takeda. A partir da entrega de mais carregamentos, a vacinação será ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Ministério da Saúde, foram compradas 5,2 milhões de vacinas neste ano. Em 2025, serão mais 9 milhões.
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Veneno de aranha brasileira é esperança barata no combate ao câncer
25/02/2024

Pesquisadores descobriram no veneno da aranha brasileira uma substância que pode ajudar na luta contra o câncer, sem custar muito caro. - Foto: Butantan.
Uma molécula com potência para tratar o câncer foi encontrada no veneno de uma aranha brasileira, do tipo caranguejeira, que habita o litoral do estado de São Paulo. Mais que isso: o método é simples e barato!
Obtida por um processo inovador, a molécula é extraída diretamente do veneno da Vitalius wacketi. A substância foi capaz de eliminar células de leucemia em testes in vitro.
“Nós sintetizamos a molécula e observamos que a versão sintética mantém a atividade antitumoral detectada na toxina natural do veneno”, afirmou Pedro, cientista do Laboratório de Toxinologia Aplicada do Butantan.
Sintetizando a molécula
A pesquisa é uma parceria do Instituto Butantan e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
A substância é sintetizada a partir da união de duas moléculas já conhecidas e feita pelo grupo do pesquisador Pedro Ismael da Silva Junior.
Em desenvolvimento há mais de 20 anos, a descoberta já ganhou patente e está pronta para alcançar novos estágios de desenvolvimento.
Matando células cancerígenas
Um dos grandes diferenciais do composto criado pelos pesquisadores é a apoptose, a morte programada das células tumorais.
Dessa maneira, a célula se autodestrói de forma controlada e não causa nenhuma reação inflamatória.
“A morte por necrose é uma morte não programada na qual a célula colapsa leva a um estado inflamatório importante. Já na apoptose a célula tumoral sinaliza ao sistema imune que está morrendo, para que ele remova posteriormente os fragmentos celulares”, explicou Thomaz Rocha e Silva, pesquisador do Einstein.
Método barato
Thomaz disse ainda que já existem outras estratégias no mercado que induzem a apoptose, mas são tecnologias com grande investimento e demandam tempo para produzir.
Já a nova molécula produzida no Brasil é muito mais simples e barata, o que pode facilitar a ida do produto ao mercado.
“Outra vantagem é que, devido ao baixo peso molecular, não há problema de imunogenicidade – quando uma substância estranha no organismo provoca uma reação do sistema imune”, disse Pedro.
Nos testes, o composto foi eficaz contra células leucêmicas resistentes até mesmo a quimioterápicos.
Outros tipos de câncer
Agora, o próximo passo do grupo é fazer testes em células de câncer de pulmão e de ossos.
Os cientistas também querem testar a substância em células humanas saudáveis, confirmando assim que não há toxicidade.
O grupo, que quer licenciar a tecnologia para uma empresa capaz de produzi-la em larga escala, já fez um estudo de mercado.
“Já fizemos um mapeamento de potenciais interessados e estamos em contato com algumas empresas. Isso poderá acelerar o estudo para que ele se torne um produto e possa chegar mais rápido aos pacientes”, disse o diretor de inovação do Butantan, Cristiano Gonçalves.
R7
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Covid-19: veja quem deve se vacinar em 2024
25/02/2024

O Ministério da Saúde divulgou no início deste ano a nova estratégia de vacinação contra Covid-19. A medida passou a valer a partir de 1º de janeiro e introduz crianças de seis meses a menores de cinco anos no Calendário Nacional de Vacinação. Grupo prioritários independentemente do número de doses prévias recebidas também serão prioridades em 2024.
Nesta nova etapa da vacinação contra a Covid, o Governo estabeleceu os seguintes grupos prioritários que devem receber a dose de reforço contra a doença. São eles: pessoas com 60 anos ou mais, pessoas imunocomprometidas, gestantes e puérperas, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente ou comorbidades, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, pessoas em situação de rua e pessoas privadas de liberdade.
Segundo a pasta, a definição dos grupos prioritários considerou as recomendações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da Organização Mundial de Saúde (SAGE/OMS), além de indivíduos com maior vulnerabilidade na realidade brasileira.
Para pessoas com 60 anos e mais, imunocomprometidos e gestantes e puérperas, deve ser estabelecido o intervalo mínimo de 6 meses da última dose recebida, recebendo uma nova dose após esse período. Para os demais grupos prioritários a recomendação do Governo é de uma dose anual. Pessoas que pertencem ao grupo prioritário e nunca foram vacinadas (nenhuma dose) também podem receber o reforço anual em 2024.
Para esse esquema vacinal, ficou determinado que a vacina monovalente será destinada para os grupos prioritários entre 5 e 11 anos, 11 meses e 29 dias de idade. Enquanto a vacina bivalente para os grupos prioritários a partir de 12 anos de idade.
Aquelas pessoas que não pertencem a nenhum dos grupos prioritários citados acima, também podem se vacinar neste ano, segundo o Governo. O Ministério da Saúde ressalta que esquemas primários de vacinação contra a Covid-19 não serão mais recomendados rotineiramente para as pessoas com 5 anos de idade ou mais que não fizerem parte do grupo prioritário. Entretanto, a pessoa pode optar pela vacinação.
AGORA RN
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Suicídio cresce no Brasil em 11 anos; população indígena lidera índice
23/02/2024

Imagem: Felipe Nunes/UOL
O Brasil teve mais de 147 mil suicídios entre 2011 e 2022, apontou um estudo feito por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard (EUA) e do Cidacs/Fiocruz Bahia (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz).
A pesquisa, publicada no periódico The Lancet no dia 15 de fevereiro, também mapeou casos de automutilação, quando a pessoa tenta amenizar o sofrimento psicológico por meio de ferimentos físicos e que, com o tempo, podem levar à tentativa de suicídio.
É a primeira vez que uma pesquisa organiza dados das duas ocorrências e de internações relacionadas a elas no Brasil. Esse mapeamento ajuda a planejar políticas de combate ao suicídio, um problema de saúde pública por aqui e no mundo.
Entre 2011 e 2022, o Brasil teve alta de 3,7% de suicídios (foram 147.698, no total) e 21,13% de autolesões (104.458 casos, no total). As informações são de três bancos de dados: Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação); internações por automutilação do SIH (Sistema de Informações Hospitalares) e dados de suicídio do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade).
Quais foram os principais resultados?
Suicídio é maior entre indígenas. A população lidera os índices de suicídio e autolesões, mas tem menos hospitalizações. Isso revela um vazio assistencial no socorro e no suporte em saúde mental.
Aumento entre jovens. Notificações de automutilação e hospitalizações foram maiores entre pessoas mais jovens (faixa etária de 10 a 24 anos), enquanto as taxas de suicídio foram maiores entre idosos e adultos. Mas esse último índice tem crescido entre jovens, acompanhando as taxas globais.
Viva Bem – UOL
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Dengue: casos sobem mais de 300% em 2024. Pico ainda virá, diz Saúde
21/02/2024

Foto: GettyImages
O Brasil ultrapassou a marca dos 680 mil casos de dengue, segundo mostram os dados mais recentes do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. O país registrou um total de 688.461 casos prováveis da doença nas sete primeiras semanas epidemiológicas do ano.
O número representa um aumento de 315% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o Brasil teve 165.839 casos. O índice pode ser ainda maior, uma vez que os dados do painel ainda devem sofrer atualizações, conforme chegam novas informações dos municípios.
Distrito Federal, Minas Gerais, Acre, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro são as unidades da Federação com maior incidência da doença por 100 mil habitantes. Além dos milhares de casos, 122 pessoas perderam a vida por causa da dengue. Outros 456 óbitos estão sob investigação.
A situação é alarmante, já que a alta de casos acontece antes mesmo do período tradicional de pico da doença, entre março e abril. No ano passado, o país bateu os 688 mil casos apenas na 14ª semana epidemiológica, no início de abril.
Metrópoles
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RN teve 3º maior repasse para saúde em verba extra do Governo Federal
20/02/2024
Foto: Adriano Abreu
O Governo Federal realizou um repasse adicional no valor total de R$1,37 bilhão, distribuídos para financiar ações em hospitais e ambulatórios em 2023. Prefeitos e governados aliados ao Presidente Lula (PT) foram os maiores beneficiados, sendo o Rio Grande do Norte responsável por acumular o terceiro maior quantitativo recebido, com R$105 milhões.
O valor foi liberado pelo Ministério da Saúde, pasta comandada por Nísia Trindade. De acordo com a Folha de São Paulo, o órgão afirmou que a distribuição dos valores seguiu um critério técnico. “A atual gestão se deparou com serviços subfinanciados e políticas de saúde em risco sem a garantia de orçamento necessário em todo país”, informou o Ministério.
A capital do Rio de Janeiro lidera a lista com R$360 milhões, seguida do Estado do Maranhão com R$ 121.490.500,00, Rio Grande do Norte com R$105 milhões, e Pará com R$89.979.483,81. No total foram aproximadamente 60 secretarias beneficiadas com os recursos extras, entre estaduais e municipais.
Somando emendas parlamentares, Samu e outras verbas negociadas com o Congresso, o levantamento da Folha aponta que o Ministério realizou um repasse de mais de R$70 bilhões ao estados e municípios brasileiros, destinados a investimento e custeio em hospitais e ambulatórios.
Tribuna do Norte
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Mortes por dengue chegam a 113 no país; 438 óbitos são investigados
20/02/2024

Desde 1º de janeiro, 113 pessoas morreram em todo o país em decorrência de infecção por dengue. De acordo com o painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde, há ainda 438 mortes em investigação para a doença.
Os números mostram que, em menos de dois meses, o Brasil contabiliza 653.656 casos prováveis de dengue, o que leva a um coeficiente de incidência de 321,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
As mulheres respondem pela maioria das infecções (55%), enquanto os homens registram 45%. A faixa etária dos 30 aos 39 segue na liderança de casos de dengue, seguida pelo grupo de 40 a 49 anos e pelo grupo de 50 a 59 anos.
O Distrito Federal registra, atualmente, o maior coeficiente de incidência (2.814,5), seguido por Minas Gerais (1.061,7), Acre (644,7), Paraná (611,6) e Goiás (569,6). Em número de casos absolutos, Minas Gerais aparece em primeiro lugar (218.066). Em seguida estão São Paulo (111.470), Distrito Federal (79.287), Paraná (69.991) e Rio de Janeiro (49.263).
Agência Brasil
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Saiba como obter medicamentos gratuitos pelo programa Farmácia Popular
18/02/2024


Os brasileiros que têm diabetes, asma, hipertensão e osteoporose podem ter acesso a medicamentos gratuitos para essas doenças. O benefício faz parte do programa Farmácia Popular, do Governo Federal, que oferece, também, anticoncepcional e absorventes de graça, além de medicamentos com custo reduzido para tratamento de rinite, doença de Parkinson, glaucoma, incontinência (fraldas geriátricas), diabetes associadas à doença cardiovascular e dislipidemia (gordura no sangue).
Nesses casos, o Ministério da Saúde paga parte do valor dos medicamentos (até 90% do preço de referência tabelado) e o cidadão arca com o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Ao todo, o programa contempla 40 fármacos.
Confira a lista:
Como obter os medicamentos
Para obter os medicamentos, o paciente deve comparecer a um estabelecimento credenciado, identificado pela logomarca do programa, e apresentar documento oficial com foto e número do CPF ou documento de identidade em que conste o número do CPF. Também é necessário apresentar a receita médica dentro do prazo de validade, tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto de serviços particulares.
Quando foi relançado em junho do ano passado, o programa trouxe novidades para os beneficiários do Bolsa Família, que passaram a retirar os 40 medicamentos disponíveis no programa gratuitamente.
Só em 2023, o programa atendeu 22 milhões de brasileiros com medicamentos gratuitos ou com preço subsidiado pelo programa. Com isso, mais de dois milhões de pessoas que haviam deixado de ser atendidas nos últimos anos conseguiram acesso aos produtos farmacêuticos. É um aumento de 8,8% em relação a 2022.
Absorventes
Outra novidade anunciada pelo programa foi a inclusão dos absorventes aos produtos gratuitos oferecidos. Podem receber o item de higiene nas unidades credenciadas do Farmácia Popular, brasileiras ou estrangeiras que vivem no Brasil, têm entre 10 e 49 anos de idade, estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e contam com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. Estudantes das instituições públicas de ensino também devem estar no CadÚnico, mas a renda familiar mensal por pessoa vai até meio salário mínimo (R$ 706). Para pessoas em situação de rua, não há limite de renda.
Para retirar o absorvente, basta se dirigir a uma unidade credenciada do Farmácia Popular, apresentar um documento de identificação oficial com número do CPF e a ‘Autorização do Programa Dignidade Menstrual’, em formato digital ou impresso, que deve ser gerado via aplicativo ou site do ‘Meu SUS Digital’ (nova versão do aplicativo Conecte SUS), com validade de 180 dias. A aquisição para menores de 16 anos deve ser feita por responsável legal.
Em caso de dificuldade para acessar o ‘Meu SUS Digital’ ou emitir a autorização, basta se dirigir a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde agentes de saúde e profissionais podem auxiliar na emissão da autorização. Pessoas em situação de rua também podem ir até os Centros de Referência da Assistência Social – Cras e Creas, Centros POP, centros de acolhimento e equipes de Consultório na Rua.
Para as pessoas que estão recolhidas a unidades do sistema penal, a entrega será coordenada e executada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a distribuição realizada diretamente nas instituições prisionais.
Mais recursos
Para 2024, o programa conta com investimento de R$ 5,4 bilhões, segundo dados da Lei Orçamentária Anual, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro. No ano passado, o orçamento foi de R$ 3,1 bilhões.
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Casos de chikungunya disparam 42% em meio à epidemia de dengue
18/02/2024

Os casos de chikungunya no Brasil cresceram 42% em janeiro de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado. O aumento dos casos ocorre no momento em que o país enfrenta uma epidemia de dengue, com 75 mortes pela doença registrados do início do ano até esta quinta-feira (15).
No caso da chikungunya, no primeiro mês do ano foram registrados 29 mil casos prováveis da doença, com 4 mortes confirmadas e outras 30 em investigação. Em janeiro de 2023, foram registrados 20 mil casos prováveis. Os dados constam no painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde.
A chikungunya é considerada uma “prima” da dengue. Isso porque ambas as doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Isso significa que as áreas afetadas por uma epidemia de dengue também podem estar em risco de enfrentar um aumento nos casos de chikungunya, especialmente quando há condições favoráveis para a reprodução e propagação desses mosquitos, como água parada e clima quente.
A média de incidência de chikungunya no país, no momento, é 15,4 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre os casos prováveis, 56,8% são em mulheres e 43,2% em homens. A faixa etária dos 30 aos 39 anos corresponde ao maior número de casos, seguida pelos grupos de 50 a 59 anos e de 40 a 49 anos. Já no ranking dos estados, Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (22.675). Em seguida aparecem São Paulo (1.555), Goiás (1.426) e Mato Grosso (828).
R7
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RN recebe 29,8 mil doses de vacina contra dengue nesta quinta-feira
15/02/2024

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Rio Grande do Norte receberá 29.800 doses da vacina contra a dengue nesta quinta-feira (15). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), os imunizantes já serão encaminhados aos 19 municípios, contemplados nesta primeira etapa, ainda hoje (15) às 08h.
A aplicação ficará a cargo das prefeituras, mas a orientação é para que as campanhas comecem o “mais breve possível”. Em todo o país, 521 municípios distribuídos em 16 estados e o Distrito Federal vão receber o imunizante. Nesta primeira remessa, estão disponíveis 757 mil doses para o País.
As regiões de saúde selecionadas atendem a três critérios: possuem pelo menos um município de grande porte, ou seja, mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue registrada em 2023 e 2024, e com maior predominância do sorotipo DENV-2.
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Em duas décadas, Brasil teve 10 mil mortos por dengue e 16 milhões de casos prováveis da doença
07/02/2024

Nos últimos 20 anos, 10.027 pessoas morreram vítimas de dengue no Brasil e mais de 16 milhões de casos prováveis da doença foram registrados, segundo o Ministério da Saúde. Entre 2004 e 2023 o número de mortes saltou de 19 para 1.094, o que representa um aumento de 5.657%. São Paulo (2.132 mortes), Goiás (1.186), Minas Gerais (1.179), e Rio de Janeiro (796) são os estados com maior número de registros.
Desde o ano passado, o Brasil vem enfrentando um aumento nos casos de dengue. Apenas nas quatro primeiras semanas de 2024, 243.720 casos prováveis da doença foram notificados, ultrapassando o total de suspeitas registradas em 2017 (239.389 casos). O número corresponde a um aumento de 273% em relação ao mesmo período de 2023.
Segundo o último boletim epidemiológico divulgado, 24 mortes já foram confirmadas e 163 estão em investigação. Entre as unidades da federação com maiores coeficientes de incidência estão o Distrito Federal (com 1.108 casos por 100 mil habitantes), Minas Gerais (384 por 100 mil), Acre (357 por 100 mil) e Paraná (264 por 100 mil).
Com a explosão de casos, pelo menos cinco unidades da federação já decretaram situação de emergência em saúde pública: Distrito Federal, Acre, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.
Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontam 46,5 mil casos de dengue e 11 mortes na capital do país desde o início do ano. O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que está realizando um trabalho conjunto com diversas pastas para limpar bairros e eliminar os criadouros do mosquito.
Em novembro do ano passado, uma menina de 7 anos morreu por complicações causadas pela dengue hemorrágica. Inicialmente, ela havia sido diagnosticada com bronquite e virose, mas a situação se agravou. A mãe acredita que houve negligência médica.
R7
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Casos de dengue aumentam 43,9% no RN e 47% em Natal
07/02/2024

Foto: Magnus Nascimento
A previsão do aumento de casos de dengue para este ano, feita pelas autoridades da saúde, está se cumprindo. No Rio Grande do Norte, até a quinta semana epidemiológica de 2024, encerrada em 5 de fevereiro, o número de casos prováveis passou de 526 para 757, o que representa um acréscimo de 43,91% em relação ao mesmo período de 2023.
Neste mesmo período do ano passado já tinham sido verificadas 73 confirmações, enquanto que atualmente são 78. Os municípios de Jandaíra, Baía Formosa e Ceará-Mirim, apresentam as maiores incidências. Em Natal, o aumento foi de 47%.
O estado terminou 2023 com 26 municípios em situação de risco e 91 em alerta. Foram identificados os tipos DENV 1 e DENV2 da doença circulando no RN. Os dados estão no novo Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado nesta terça-feira (6) pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN). O documento aponta 795 notificações com 78 casos confirmados, sendo 2 por dengue grave e 5 com sinais de alarme.
Em 2023, no mesmo recorte, foi registrado 1 caso grave e 4 com sinais de alarme. Desses 795 notificados, 38 foram descartados, restando, 757 prováveis, incluindo as confirmações.
Tribuna do Norte
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Casos de câncer no mundo vão quase dobrar até 2050
06/02/2024

Foto: Fabrice Coffrini | AFP
Um estudo da OMS mostrou que as taxas globais de câncer devem aumentar 77% até 2050. Até lá, o mundo deve bater a média de 35 milhões de novos casos por ano — hoje são 20 milhões.
Por que isso importa? O câncer é a 2ª doença que mais mata no mundo — só atrás dos problemas no coração —, e em média 1 em cada 5 pessoas terá câncer em algum momento da vida.
Com a população mundial ficando cada vez mais velha e as chances de câncer aumentando, isso significa menos movimento na economia — o que pode fazer os países repensarem suas estratégias de crescimento.
Além do fator envelhecimento, a agência da ONU disse que o aumento de casos também tem a ver com a poluição do ar, tabagismo, uso de álcool e obesidade.
O peso da desigualdade. Os países de menor renda — como o Brasil — serão os mais atingidos, com os casos crescendo 142%.
Isso porque nos países com menor IDH, as chances de morte por câncer são 30% maiores — principalmente devido à dificuldade em conseguir um diagnóstico precoce.
OBS: Quando a doença é diagnosticada no início, as chances de cura chegam aos 90%.
A situação por aqui: As projeções apontam que as mortes por câncer devem dobrar no Brasil até 2050, chegando a marca de 550 mil. O câncer de pele é o mais comum no país, e o de pulmão, no mundo.
The News
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Vacina do Butantan contra a dengue tem 79,5% de eficácia
01/02/2024

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Testes clínicos concluíram que a vacina de dose única contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan tem eficácia de 79,6% em participantes sem evidência de exposição prévia à doença e de 89,2% entre aqueles com histórico de exposição. Os resultados foram publicados na quarta-feira (31.jan.2024) no New England Journal of Medicine.
O imunizante se mostrou eficaz e seguro contra os sorotipos da dengue DENV-1 e DENV-2. O ensaio clínico de fase 3 foi realizado com 16.235 participantes, em 16 centros de pesquisa espalhados pelo Brasil. A expectativa do instituto é submeter a vacina para aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste ano.
“Quando falamos de vacina da dengue, estamos, na verdade, falando de 4 vacinas ao mesmo tempo. Esse é o aspecto mais difícil: fazer com que 4 vacinas contra os 4 tipos de vírus da dengue andem em caminhos paralelos e induzindo à proteção de forma equilibrada”, disse Esper Kallás, um dos autores do artigo, diretor do Instituto Butantan e professor licenciado do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Poder360
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Vacina contra dengue sem controle de focos do mosquito não é solução, diz ministra da Saúde
31/01/2024

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, alertou à população que a vacina contra a dengue não é solução para o número de casos da doença enfrentados no país e que é necessário combater os focos do mosquito. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (31) em visita a um dos pontos de atendimento do Distrito Federal, que registra a maior incidência de casos por 100 mil habitantes do país.
"É muito importante nós afirmarmos e reafirmarmos: a vacina é o nosso instrumento de esperança em relação a um problema de saúde pública que tem quase 40 anos. Finalmente temos vacina e temos que celebrar. Mas a vacina no quantitativo que o laboratório hoje pode nos entregar, sendo uma vacina de duas doses, numa situação como vivemos hoje no Distrito Federal e outros municípios, ela não pode ser apontada como solução. Se o Ministério da Saúde fizesse isso, ele estaria errado. Nesse momento agora temos que lidar principalmente fazendo o controle dos focos [do mosquito] e cuidando de quem adoece por dengue", afirmou.
A ministra disse que o presidente da República está preocupado com a questão no Brasil. Nesta terça, Lula e Nísia conversaram sobre o problema. "Vamos intensificar as ações, temos uma sala de situação que funciona ininterruptamente e vamos visitar outros pontos do país para prestar apoio. O presidente está acompanhando de perto a situação", declarou.
A expectativa é que a vacina seja entregue na segunda semana de fevereiro, conforme informado pelo R7 após reunião de emergência do ministério com as secretarias de Saúde do DF e de cidades do Entorno, que ocorreu nesta terça.
"Ainda não começamos a distribuição porque estamos atendendo uma regulação técnica da Anvisa. Assim que tivermos ela pronta, começamos a distribuição", informou Nísia.
Parte da regulação se refere a ter a bula da vacina em português. A expectativa do ministério é que as demandas sejam atendidas na próxima semana e que em 15 dias se inicie a distribuição. Para atender à demanda, as informações traduzidas serão fornecidas de forma digital nos pontos de vacinação.
Entenda
Neste ano serão distribuídas 6,5 milhões de doses para 521 cidades. Para 2025, o governo comprou 9 milhões de doses. O público-alvo serão crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que apresenta o maior número de hospitalizações por dengue, depois dos idosos, segundo o Ministério da Saúde.
R7
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Ministra da Saúde aguarda “tradução da bula” para início da vacinação contra dengue
31/01/2024

Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou nesta terça-feira (30) que o governo ainda espera a impressão da bula traduzida para o português para iniciar a vacinação contra a dengue no país.
A ideia do Ministério da Saúde é iniciar a imunização contra a doença ainda em fevereiro, mas a elaboração de um calendário ainda depende do cumprimento dessa norma exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
“Nós ainda não iniciamos a distribuição porque há uma exigência que tem de ser cumprida pelo laboratório produtor, exigência regulatória da Anvisa de que a bula esteja em português, então [o laboratório] está finalizando esse processo”, disse.
A declaração da ministra foi feita após reunião com Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) para apresentar ações de prevenção e controle da dengue no país.
Segundo dados atualizados nesta terça, nas quatro primeiras semanas de 2024, o Brasil já registrou mais do que o triplo de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2023.
CNN Brasil
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Ministério da Saúde pretende entregar vacinas contra dengue na segunda semana de fevereiro
30/01/2024

O Ministério da Saúde quer começar a distribuir a vacina da dengue a partir da segunda semana de fevereiro para as 521 cidades com alto índice da doença. A informação foi dada nesta terça-feira (30) pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em reunião de emergência com o Distrito Federal e sete cidades do Entorno. "Ainda não começamos a distribuição porque estamos atendendo uma regulação técnica da Anvisa. Assim que tivermos ela pronta, começamos a distribuição", informou Nísia.
Parte da regulação, segundo a pasta, é ter as informações da vacina em português. A expectativa do Ministério é que as demandas sejam atendidas na próxima semana para que na seguinte se inicie a distribuição.
Neste ano serão distribuídas 6,5 milhões de doses, e para 2025 o Ministério comprou 9 milhões de doses. O público-alvo serão crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que apresenta o maior número de hospitalizações por dengue, depois dos idosos, segundo o Ministério da Saúde.
As cidades foram selecionadas segundo os municípios com mais de 100 mil habitantes; que possuem alta transmissão de dengue e com maior número de casos em 2023 e 2024; e predominância da dengue tipo 2 em dezembro do ano passado. A pasta não informou a quantidade de doses destinadas a cada município.
R7
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Casos de dengue aumentam 25% no RN
30/01/2024

Foto: Magnus Nascimento
Com 348 notificações, as suspeitas de dengue deram um salto de 25% no Rio Grande do Norte nas três primeiras semanas de janeiro, comparado ao mesmo período de 2023, que teve 278 registros. O número chama a atenção das secretarias de saúde, visto que o Ministério da Saúde já alertou em dezembro passado sobre o risco de uma epidemia de dengue neste ano em estados do Sul, Sudeste e Centro Oeste do país.
Por outro lado, os números da Chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, caíram. Se nas três primeiras semanas de 2023 foram 116 notificações, agora há 43.
De acordo com a Coordenadora de vigilância em saúde da Secretaria de Saúde do Estado (Sesap/RN), Diana Rego, os números da dengue são preocupantes porque estão acima do esperado. “São mais de 20 municípios prioritários e a Sesap vem fazendo visitas técnicas, entendendo quais são as dificuldades que apresentam e quais as estratégias de combate podem que ser desenvolvidas ainda nesse período de janeiro e fevereiro”, declarou.
Tribuna do Norte
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Casos de dengue aumentam 170% no Brasil no começo do ano
29/01/2024

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue | Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
O Brasil registrou, nas primeiras três semanas epidemiológicas deste ano, 120.874 casos de dengue, o que representa um aumento de 170% em relação aos 44.752 casos registrados no mesmo período do ano passado. O país já tem também 12 mortes suspeitas por dengue só em 2024.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, o maior número de casos está em Minas Gerais, que é responsável por 34.198 notificações da doença. Na sequência estão São Paulo (20.773), Paraná (16.608) e Distrito Federal (15.542).
O Distrito Federal e Minas Gerais chegaram a decretar situação de emergência pelo aumento no número de casos de dengue e chikungunya nas primeiras semanas do ano.
O Ministério da Saúde afirmou que, desde o ano passado, estados e municípios estão em constante monitoramento e alerta quanto ao cenário epidemiológico do Brasil, coordenando uma série de ações para o enfrentamento das arboviroses, unindo esforços e trabalhando pela conscientização sobre medidas de prevenção em todo o território nacional.
O governo federal também orienta que a população procure atendimento médico imediato em caso de sintomas como febre, dores nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceiras ou vermelhidão nos olhos. A dengue tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo país.
O Ministério da Defesa colocou militares do Exército à disposição do Ministério da Saúde nas ações de combate à dengue.
De acordo com o Ministério da Saúde, 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via SUS a partir de fevereiro. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.
CNN Brasil
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