Saúde

Saúde

Servidores da saúde farão paralisação em 28 de fevereiro para cobrar reajuste do Governo

30/01/2025


Profissionais da saúde aceitaram proposta de pagamento do reajuste a partir de fevereiro, mas cobram retroativo de janeiro. | Foto: Reprodução / Sindsaúde RN

 

Servidores da saúde do Rio Grande do Norte decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira 29, aceitar a proposta do Governo do Estado para o pagamento do reajuste salarial a partir de fevereiro. No entanto, a categoria aprovou uma paralisação estadual para o dia 28 de fevereiro como forma de pressionar o Executivo a cumprir o acordo. A decisão foi tomada durante reunião do Sindsaúde, no auditório do Cemure, na Zona Oeste.

Apesar de concordar com o início do pagamento do reajuste em fevereiro, os servidores cobram o retroativo referente a janeiro, que, segundo a proposta do Governo, será discutido apenas a partir de junho.

A categoria também decidiu enviar um ofício ao Executivo exigindo que o valor retroativo seja pago já na folha de fevereiro. A paralisação marcada para o final do mês visa garantir que o reajuste seja efetivado conforme o prometido.

A decisão dos servidores reflete a insatisfação com o adiamento do reajuste, inicialmente previsto para janeiro, e a necessidade de pressionar o Governo do Estado a honrar os compromissos assumidos com a categoria. A mobilização deve reunir trabalhadores da saúde de todo o estado em um ato unificado para reforçar as demandas.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Programa de Retomada do Ministério da Saúde contempla 67 obras no RN

28/01/2025


 

O Rio Grande do Norte tem 67 obras contempladas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde do Ministério da Saúde. Do total de projetos, 24 foram repactuados e 43 reativados. As informações foram publicadas por meio de duas portarias no Diário Oficial da União, sendo a primeira divulgada em setembro de 2024 e a segunda nessa segunda-feira (27). 

De acordo com dados das publicações, os projetos com retomada aprovada incluem ampliação e construção de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reformas e construção de academias de saúde, repactuação de Centro de Parto Normal e Unidade Neonatal. Apenas em Natal, foram oito iniciativas aceitas com foco na restauração de UBSS.  

Em todo o país, 1.478 obras tiveram reativação e repactuação aprovadas pelo programa do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, as medidas necessárias para as transferências de recursos financeiros são publicadas em portaria específica, após a celebração do Termo de Repactuação para Retomada de Obra ou Serviço de Engenharia  (TRR) pelos municípios.

O governo federal identificou 5.573 obras na área da saúde paralisadas ou inacabadas. Em janeiro de 2024, o Ministério da Saúde lançou o Programa de Retomada de Obras na Saúde. Estados e municípios foram consultados e 3.594 obras tiveram manifestação de interesse em participar do programa. Um total de 2.504 obras apresentaram a documentação exigida pela Pasta para participar da retomada.

Em setembro de 2024, 1.000 obras foram reativadas e repactuadas. Nessa segunda-feira (27), outras 478 obras foram anunciadas pelo Programa de Retomada de Obras na Saúde, totalizando 1.478 projetos.

 

Confira municípios do RN com obras aprovadas para retomada: 

 

Extremoz 

Governador Dix-Sept Rosado 

Lagoa D’Anta

Parnamirim 

Rafael Fernandes 

Tangara 

Antonio Martins

Apodi 

Baraúna 

Baía Formosa 

Carnaúba dos Dantas

Coronel João Pessoa

Cruzeta 

Doutor Severiano

Espírito Santo 

Florânia

Grossos

Ipanguaçu

Jundiá 

Luís Gomes 

Nísia Floresta 

Pau Dos Ferros 

Ruy Barbosa  

Serrinha  

Tenente Laurentino Cruz

Timbaúba Dos Batistas  

Triunfo Potiguar 

Bento Fernandes

Joao Camara

Natal 

Pedro Avelino Touros 

Umarizal 

Jandaira 

Maxaranguape 

Passagem 

Tribuna do Norte.

Essa publicação é um oferecimento

DROGARIA POUPE JÁ

Saúde

Câncer de pâncreas é o 7º mais letal; diagnóstico precoce é desafio

26/01/2025


 

O mototaxista Pedro Almeida, de 50 anos, se emociona diversas vezes ao falar sobre os últimos dois anos e meio, em que percorreu uma trajetória marcada por idas ao hospital após a descoberta de um câncer de pâncreas que mudou completamente a vida dele. “Sempre tive porte atlético, mas, em oito dias, perdi 21 quilos. Fui desenganado por todos da minha cidade”, relata Pedro, que é natural de Cruzeta, na região Seridó, ao detalhar os efeitos da doença. Ele está em remissão há cerca de um ano e segue em acompanhamento médico a cada quatro meses. Segundo o Inca, o câncer de pâncreas, que no último dia 19 vitimou o jornalista Léo Batista, é o sétimo tipo mais letal no País.rn

O cirurgião oncológico Thiago Pires, médico de Pedro Almeida, explica que o câncer de pâncreas é uma neoplasia maligna extremamente agressiva. A maior parte dos pacientes, segundo ele, é diagnosticada em estágio avançado por conta da manifestação da doença, por vezes silenciosa, o que dificulta o tratamento e impossibilita a cura. “Pelo menos 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas morrem em decorrência da doença. Para a maioria, resta apenas o intuito paliativo para estender o período de sobrevida, mas sem cura. E, mesmo pacientes que aparentemente não estão em metástase, apresentam um risco alto de recidiva [retorno da doença]”, aponta.

O pâncreas fica na região do retroperitônio, próxima à coluna, por trás do estômago. Por causa da localização, não é um órgão de pronto acesso. Dentre as funções está a participação na produção de hormônios – a chamada função endócrina – bem como a inserção de insulina nas células. Também são produzidos os hormônios que auxiliam na regulação do nosso metabolismo. Outra função é a produção de enzimas, substâncias que ajudam na digestão das proteínas e gorduras.

Pires afirma que o órgão pode ser acometido por neoplasia em duas regiões, basicamente: na cabeça e no corpo. “Quando acomete a cabeça, o mais característico é que o paciente apresente um quadro de icterícia (olhos e pele ficam amarelados). Isso chama a atenção e facilita o diagnóstico. Quando ocorre na região do corpo a icterícia é mais rara de acontecer, o que resulta em chances de detecção tardia. É aí onde vai se observar um quadro avançado, com aumento do volume abdominal e perda de peso”, descreve o médico.

“Um ponto que se deve prestar muita atenção é quando a pessoa se torna diabética de repente, sem muita explicação”, acrescenta o oncologista. Dor abdominal que irradia para as costas também é um sinal de alerta, segundo o médico. Ele pontua que o diagnóstico precoce é ainda mais difícil porque não existe um programa de rastreamento, como a realização de exames regulares para tentar identificar cedo a doença. “Por não ser uma neoplasia comum, a descoberta é baseada principalmente na realização de exames de imagem, quando se tem algum tipo de suspeita”, diz.

O exame mais comumente realizado, segundo Thiago Pires, é a tomografia de abdômen, que permite a visualização de tumorações no pâncreas. “De qualquer modo, é sempre uma investigação complexa, porque não existem sintomas muito característicos. Na grande maioria dos casos, a descoberta se dá apenas depois de alguma suspeita que leva o paciente ao consultório médico”, descreve o oncologista, que atua na Liga Contra o Câncer, em Natal.

 

Remissão e esperança

 

Em agosto de 2022, Pedro Almeida começou a sentir alguns episódios de cansaço, situações que ele achou estranhas por conta do histórico de jogador de futebol e corredor. “Em uma dessas soituações, eu estava trabalhando. Sentei um pouco e veio um sono inexplicável. Alguns colegas disseram ter notado que eu estava cabisbaixo. Ali, notei que algo errado estava acontecendo”, fala o mototaxista. Dias depois, ele conta, apareceu uma icterícia. Isso me preocupou um pouco”, revelou. Durante uma tentativa de doar sangue em Caicó, como fazia periodicamente, ele disse ter sido orientado a procurar um hematologista. “A moça que me atendeu disse que eu não poderia doar sangue.

Ela me orientou a procurar esse profissional para entender o que estava acontecendo com meu sangue. Fiquei bastante assustado”, disse.

Dois dias depois e antes de procurar o hematologista, Pedro teve um episódio forte de coceira por todo o corpo e de dor de barriga – esta última situação durou cerca de 10 dias. “Um parente meu que trabalha no Cecan [Centro Avançado de Oncologia, da Liga Contra o Câncer] suspeitou que eu estava com câncer e me levou para a Liga”, afirmou. Um exame de bilirrubina detectou uma alteração. Com a sequência do atendimento médico, veio o diagnóstico de câncer de pâncreas. “Identificou-se que a neoplasia estava na cabeça do pâncreas, local onde existe a absorção de nutrientes. O tumor estava tapando o acesso a essa entrada – por isso a perda de peso”, narra Pedro Almeida.

O mototaxista recebeu um dreno para desobstruir a entrada do pâncreas. “Três dias depois, eu já estava me sentindo bem melhor”, comenta. Foram 15 dias internados. No final de outubro de 2022, Pedro passou por uma cirurgia para a retirada do tumor, mas o procedimento não foi bem sucedido porque o paciente tinha uma infecção intestinal elevada. “A única coisa que foi possível fazer foi drenar o pus, limpar e fechar o intestino. Somente três meses depois, em fevereiro de 2023, fui submetido a uma nova cirurgia, mas o tumor havia mudado de lugar”, descreve o homem. O tratamento, então, passou a ser feito com radioterapia e quimioterapia, concomitantemente.

Pedro lembra, emocionado, como foi encarar a doença. “Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Fui praticamente desenganado, então, me agarrei às possibilidades de salvação que me foram dadas. Doutor Thiago me passou uma energia muito boa. Ele disse: ‘Você é uma pessoa com plenas condições de absorver o tratamento. Tenho muita esperança de que o resultado será bom’. E realmente os resultados começaram a aparecer. Foram 37 sessões de rádio e logo consegui recuperar meu peso”, conta o mototaxista, em um misto de emoção e celebração.

Em julho de 2023, Pedro fez um exame de imagem detalhado que deu negativo para o câncer. “De lá para cá, foi só evolução. Faço acompanhamento na Liga a cada quatro meses e estou em remissão – o câncer não se apresenta mais, mas a cura só é considerada depois de cinco anos. Fisicamente, estou muito bem, embora psicologicamente ainda esteja buscando superar o que aconteceu. Quem passa por uma doença como essa precisa de muita força de vontade e eu confio muito na minha”, ressalta o mototaxista.

 

14ª neoplasia mais comum no Brasil

O câncer de pâncreas é responsável por cerca de 1% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 5% do total de mortes causadas pela doença no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). É o sétimo mais letal no País, com quase 12 mil óbitos registrados por ano, segundo o Atlas de Mortalidade do Inca. O médico Thiago Pires, oncologista da Liga, em Natal, afirma que a doença é a 14ª neoplasia mais comum entre os brasileiros. Os fatores de risco, segundo ele, são tabagismo, obesidade, diabetes e uma dieta pouco saudável, além de um histórico familiar de câncer de pâncreas.

“Mas em torno de 10% dos casos apenas é que vão ter relação com algum fator genético. A maior parte vai estar relacionada aos fatores ambientais”, explica Pires. O combate aos elementos de risco, especialmente, ao tabagismo, são a principal forma de prevenção. O tratamento, por sua vez, é realizado de duas maneiras: os pacientes com tumor localizado são submetidos frequentemente à cirurgia associada à quimioterapia para reduzir as chances de recidiva. Se a doença está avançada, em processo de metástase, o tratamento envolve melhorar a condição clínica do paciente , como a questão nutricional.

“Também é importante tentar conseguir uma biópsia para, a partir de então, fazer o tratamento com quimioterapia, visando diminuir os sintomas da doença e prolongar a sobrevida do paciente”, afirma Thiago Pires. De acordo com o Inca, o risco de câncer de pâncreas aumenta com o avanço da idade, sendo raro antes dos 30 anos e tornando-se mais comum a partir dos 60. A maioria dos casos afeta o lado direito do órgão (a cabeça). As outras partes do pâncreas são corpo (centro) e cauda.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Nova variante do vírus da dengue deixa autoridades em alerta

26/01/2025


                                                             Foto: Freepik

 

Acompanhar o pai e o tio quase morrerem de complicações de dengue há alguns anos não assustou Lia Salomão tanto quanto a epidemia de 2024, quando ela e parte da família passaram sufoco com a doença que matou mais do que a covid-19.

“Hoje posso dizer que estou neurótica, e essa neurose é uma onda de 2025, acho que ela não existia 2024, porque não tínhamos essa noção de que era tão fácil pegar dengue”, comenta a moradora de São Paulo. “Parecia que se eu estivesse passando um repelente e não deixando água no pratinho do vaso de plantas, estava bom, mas na realidade não é bem assim.

Além da fadiga e desgaste físicos sentidos por mais de uma semana, Salomão conta ter sofrido com disfunção cognitiva pós-viral, como é conhecida a falta de concentração após a cura de uma doença como a dengue, além da perda de cabelo – outro efeito colateral comum. “Ambos foram sensações muito ruins, mas a terrível foi com a minha avó, de 91 anos, que já bebia pouca água e passou a beber ainda menos, por conta do gosto ruim que fica com qualquer líquido; pensei que ia perdê-la a qualquer momento.”

A população acima dos 60 anos é a mais vulnerável à dengue, constituindo a maior parte das 6.068 mortes causadas por ela em 2024. Esse ano presenciou a pior epidemia já registrada no Brasil, quando mais de 6,6 milhões contraíram a doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti. O triste recorde anterior cabia aos anos de 2015 e 2023, quando mais de 1,649 milhão adoeceram.

 

G1

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

SUS bate recorde de cirurgias eletivas em 2024, mas 1,3 milhão de pessoas ainda esperam atendimento

25/01/2025


                                                   Foto: Breno Esaki

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou um recorde histórico em 2024, com a realização de 13.663.782 cirurgias eletivas. O número representa um aumento de 10,8% em relação a 2023, quando o total de cirurgias realizadas foi de 12.322.368.

 

O que são cirurgias eletivas?

 

As cirurgias eletivas são procedimentos médicos planejados, que não apresentam caráter de urgência ou emergência, como correções de hérnias, retirada de tumores benignos ou cirurgias ortopédicas. Por serem programadas, essas intervenções dependem de agendamento prévio e disponibilidade na rede de saúde.

O Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), que prioriza cirurgias urgentes, também teve resultados positivos. Em 2024, foram feitas 5.324.823 cirurgias, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, que registrou 4.510.740.

De acordo com o Ministério da Saúde, de 2022 a 2024, o número de cirurgias também aumentou em 1.573.966, o que representa uma alta de 42%.

Desse total, 1.355.192 foram financiadas pelo programa que visa reduzir as filas de espera por cirurgias, exames e consultas na rede pública.

1,3 milhão de pessoas ainda estão na fila do SUS aguardando procedimentos

Apesar dos avanços, segundo dados mais recentes da pasta, cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda estão na fila do SUS aguardando procedimentos. Lançado em janeiro de 2023, o PNRF é uma das principais promessas do governo federal para enfrentar essa espera.

No entanto, a falta de médicos especializados nos hospitais públicos segue sendo um obstáculo para o programa, especialmente em estados das regiões Norte e Nordeste, onde a carência é mais acentuada.

“Estamos trabalhando em programas que diminuem o tempo de espera do paciente nas filas. Além disso, nos últimos dois anos concentramos nossos esforços na reestruturação do SUS, que passou por um período de desestruturação. Nosso objetivo é que a população seja atendida em tempo hábil e com muita qualidade”, diz a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maior parte dos especialistas está concentrada no Sudeste, o que intensifica as desigualdades no acesso à saúde, dificultando a implementação efetiva do programa e a redução das filas de espera.

 

g1

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Cresce número de municípios com mais de 95% de cobertura vacinal

24/01/2025

 

Nos últimos dois anos, o Brasil avançou significativamente na cobertura vacinal da população. O Ministério da Saúde registrou aumento expressivo no número de municípios acima da meta de 95% de imunização para vacinas essenciais do calendário infantil. É o caso da vacina tríplice viral, que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola. A meta para segunda dose desse imunizante foi alcançada em 2.408 municípios brasileiros, um aumento de mais de 180% quando comparado com os 855 municípios em 2022. A cobertura da primeira dose de tríplice viral também foi registrada em mais regiões: 3.870 cidades em 2024, frente às 2.485 de 2022, ou seja, 55,7% de crescimento.

O número de municípios que alcançaram a meta para a Vacina Oral Poliomielite (VOP) também aumentou, passando de 1.466 cidades em 2022, para 2.825 em 2024, uma alta de quase 93%. Em novembro, o Ministério da Saúde substituiu a VOP, conhecida como gotinha, por uma dose de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) que é injetável, para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. A nova estratégia para uso do imunizante injetável é mais um passo para garantir que o Brasil se mantenha livre da poliomielite. O país está há 34 anos sem a doença, graças à vacinação em massa da população.

O Brasil vinha enfrentando graves quedas na cobertura vacinal desde 2016. Com o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação, em 2023, o país reverteu essa tendência de queda. Em 2024, 15 das 16 vacinas recomendadas para o público infantil registraram aumento.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Previdência Social fecha 2024 com redução de 40,7% da fila da perícia médica

24/01/2025


 

A Previdência Social encerrou o ano de 2024 com uma redução de 40,7% da fila da perícia médica em relação a agosto de 2023, quando começou o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS). Passou de 1,16 milhão de requerimentos pendentes para 687,7 mil requerimentos. Em junho, a fila estava em 566,2 mil pedidos, mas voltou a subir um pouco devido a movimento grevista da categoria.

O tempo de espera dos segurados por uma perícia médica também diminuiu. Em agosto de 2023, a média no Brasil estava em 70 dias. Atualmente, a média nacional está em 43 dias. Em São Paulo, um segurado espera em média 25 dias por uma perícia médica. Na Região Sul, a média está em 27 dias. No Nordeste, a média saiu de 139 dias (em agosto de 2023) para 73 dias (janeiro de 2025).

A ferramenta que permite a concessão de benefícios por incapacidade por meio de análise documental teve impacto significativo na redução da fila. A mudança ampliou a capacidade de atendimento e simplificou o fluxo procedimental adotado, além de ter aprimorado os processos de trabalho. Desde julho de 2023, foram solicitados 3.735.391 pedidos de Atestmed (até a competência setembro de 2024). Do total de requerimentos, houve a realização de 3.724.616 análises, das quais 1.337.146 foram encaminhadas para perícia médica presencial.

“Nos últimos dois anos, enfrentamos o acúmulo de pedidos de reconhecimento de direitos que estavam represados. E um dos pontos de sucesso são as perícias realizadas por meio do Atestmed, que chegam até o Brasil profundo para facilitar o atendimento e reduzir os prazos para efetivação dos benefícios. Evitamos, assim, a necessidade de grandes deslocamentos”, diz o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi

 

Mutirões

As perícias extraordinárias, realizadas em esquema de mutirão, em 2023 e 2024, também ajudaram a reduzir o tempo de espera dos segurados da Previdência Social que dependiam desse serviço. Desde 2023, foram realizados, aproximadamente, 135 mil atendimentos em regime de mutirão, em todas as Unidades da Federação. Mais de mil peritos participaram das ações.

Os mutirões são realizados em cidades onde o tempo de espera é maior ou onde não há perito lotado. Os médicos fazem atendimentos além de suas metas ordinárias, inclusive aos finais de semana.

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Médicos fecham acordo e voltam a atender em seis hospitais do RN

24/01/2025

                           Foto: MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL

 

Os médicos da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed) decidiram voltar ao trabalho nesta sexta-feira 24, após dois dias de paralisação. A categoria havia interrompido a prestação de serviço devido a atrasos no pagamento por parte do Governo do Estado. Nesta quinta-feira 23, um acordo foi fechado.

A paralisação dos médicos começou nesta quarta-feira 22. O Governo do Estado deve à Coopmed os pagamentos regulares de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2024, além da parcela de dezembro de um acordo fechado anteriormente. Ficou definido que a parcela de dezembro do acordo e duas faturas do contrato regular (setembro e outubro) serão pagos 10 de fevereiro e 10 de março, respectivamente.

As últimas reuniões para discutir o assunto tiveram a participação de representantes da Coopmed, do Governo do Estado e também do Ministério Público. Ficou definido que, em caso de novo descumprimento de acordo por parte do governo, o MP poderá tomar medidas judicias contra a gestão estadual.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Novo lote de vacinas contra dengue é distribuído para mais de 30 cidades do RN; veja lista

23/01/2025


 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte anunciou que vai distribuir, a partir desta quarta-feira (22), um novo lote da vacina Qdenga, contra a dengue, para 33 municípios potiguares. Serão entregues 21.890 doses.

A distribuição das vacinas engloba 11 novas cidades ao rol de população indicada para receber a vacina, que, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, permanece dentro da faixa etária de 10 a 14 anos.

O aumento do número de municípios se deu a partir da desistência de um terço das 33 primeiras cidades - elegíveis a partir de critérios como incidência de casos e óbitos - em receber novas doses. Os municípios alegaram dificuldade em alcançar o público-alvo.

Em articulação com o Ministério da Saúde, e a partir de critérios como população e incidência de casos, a Sesap ampliou o número de locais que receberão as vacinas a partir deste mês.

"Grande parte dos novos municípios já receberão doses suficientes para cobrir toda a faixa populacional de 10 a 14 anos", informou a pasta.

O esquema vacinal do imunizante é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre cada uma, e a segunda dose já está reservada no estoque da Sesap.

A vacinação com a Qdenga é apenas uma parte da estratégia de enfrentamento à dengue no estado.

"A Sesap destaca a necessidade de cooperação da população na prevenção à proliferação do Aedes aegypti, especialmente nos cuidados com os focos residenciais, que representam mais de 70% dos casos", disse a Secretaria.

 

 

G1 RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Terceirizados do hospital Walfredo Gurgel entram em greve

21/01/2025


                                                 Foto: Reprodução

 

Os funcionários terceirizados do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, das áreas de nutrição e copeiros, entraram em greve nesta terça-feira (21).

Os trabalhadores reivindicam salários atrasados e em protesto fecharam parte da pista da avenida Salgado Filho, nesta manhã, em frente ao hospital.

 

 Ponta Negra News

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Número de transplantes de órgãos no RN cresce 45% em 2024

20/01/2025


                                                       Foto: Reprodução

 

O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 45% no número de transplantes de órgãos em 2024, acompanhado por um crescimento significativo nas doações. Dados da Central de Transplantes do RN, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), apontam que em 2024 o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 419 transplantes, sendo 194 de córneas, 165 de medula óssea, 57 de rins e três transplantes cardíacos. Foram registradas também 36 doações de múltiplos órgãos e 133 doações de córneas.

Esses números superam os resultados de 2023, quando foram realizados 289 transplantes, sendo 132 de córneas, 107 de medula, 44 de rins, quatro transplantes cardíacos e dois de pele, além de 28 doações de múltiplos órgãos e tecidos.

A coordenadora da Central de Transplantes do RN, Rogéria Nunes, atribui esse aumento ao trabalho integrado da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das Comissões Intra-hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT). Essas comissões, formadas por profissionais de saúde, desempenham um papel crucial na organização dos processos e protocolos que viabilizam as doações. Ela destaca a importância de campanhas de conscientização, como o Setembro Verde, que incentiva a doação de órgãos. “A conscientização da população tem sido fundamental para o aumento do número de transplantes e doações”, ressalta.

O trabalho é possível por meio da parceria entre a Sesap, os hospitais públicos e privados, e diversos órgãos como o Centro Integrado de Operações Aéreas da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e a Força Aérea Brasileira. Esses parceiros viabilizam o transporte eficiente de pacientes e órgãos, tanto por via terrestre como aérea.

Apesar do avanço, a fila de espera por transplantes ainda é uma realidade. Atualmente, 641 pessoas aguardam um transplante de córnea, 379 esperam por um rim e 22 necessitam de um transplante de medula. No momento, não há pacientes aguardando transplantes cardíacos no estado.

O Brasil é reconhecido mundialmente como referência na área de transplantes, considerado o maior sistema público de transplantes do mundo. Por meio do SUS, os pacientes recebem assistência integral e gratuita, que inclui desde exames preparatórios até o acompanhamento pós-operatório e fornecimento de medicamentos.

 

Fonte: Portal 98Fm

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Vacina contra dengue é pouco procurada nas UBSs

19/01/2025


Com 432 casos prováveis de dengue nas duas primeiras semanas de 2025, o Rio Grande do Norte está em estado de alerta para uma epidemia de arboviroses, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O aumento ainda não se refletiu no processo de imunização das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Natal, que registram baixa procura. Nessas unidades, podem ser vacinados apenas crianças e adolescentes dos 10 aos 14 anos. A vacina, no entanto, está disponível para pessoas com idades entre 4 e 60 anos na rede privada, que tem constatado alta na busca pelo imunizante Qdenga em janeiro nas clínicas da capital.

 

Na Universo Vacinas, a procura já aumentou em mais de 50% em relação a janeiro de 2024, de acordo com Graça Oliveira, proprietária e enfermeira da clínica. “Durante esse período de veraneio, esse é um processo que começa a se intensificar, porque as pessoas vão para regiões de praia e costumam fazer um contato maior com o mosquito da dengue”, afirma. Na Amo Vacinas, a procura, que não era registrada havia alguns meses, voltou a ser observada este mês. “A gente colocava o imunizante no orçamento e as mães pediam para tirar”, comenta Lívia Vieira, responsável técnica e uma das proprietárias da clínica.

 

“Agora, essa busca voltou a acontecer, embora de uma forma ainda pouco expressiva”, completa Vieira. Nas Unidades Básicas de Saúde, que atendem somente crianças e adolescentes, a imunização segue tímida. Na UBS do Alecrim, a média de aplicação diária da Qdenga é de apenas duas doses. Por conta disso, a unidade tem evitado solicitar novas remessas para evitar perdas. Lucineide Ferreira, responsável técnica da UBS, alerta ainda que o número de crianças com o esquema vacinal incompleto (o esquema é composto por duas doses) é alto. “Além da baixa procura, tem muitos pais que trazem os filhos uma vez e depois não retornam para a segunda”, pontua.

 

De acordo com ela, 28 doses estão disponíveis, número que permite suprir a demanda atual sem que haja risco de vencimento de prazo de validade. “Se aumentar a procura, a gente solicita novas doses”, relata Ferreira. Na UBS São João, no Tirol, as buscas pela vacina também são consideradas baixas. “O máximo que a gente consegue fazer são cinco doses por dia”, comenta Micarla Costa, técnica de enfermagem da unidade. Por lá, há pouco mais de 200 doses disponíveis. “Felizmente, o prazo de validade está para julho, então, no momento, não temos essa preocupação com perdas”, diz Costa.

 

 

A filha do auxiliar de serviços gerais Jorge Luiz teve dengue em fevereiro do ano passado. Iolanda, de 9 anos, está fora da faixa etária contemplada pelo plano de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS), que é dos 10 aos 14 anos. O Governo Federal justificou a escolha do público-alvo alegando que esta é a faixa que apresenta maior risco de agravamento para a doença. “Ela começou tendo febre, depois apareceram pequenos caroços avermelhados nas pernas. Levamos a menina à UPA e foi constado que era dengue”, conta Jorge.

Sem ser contemplada pelo SUS, a alternativa seria o atendimento na rede privada, onde uma única dose custa a partir de R$ 450. Sem a imunização, Jorge se diz aliviado ao menos pelo fato de a doença não ter se agravado. “Deu febre, dor de cabeça e cinco meses depois o cabelo teve uma grande queda. A médica disse que ainda era efeito da dengue. Mas, graças a Deus ela não teve sintomas piores. Na UPA, tomou soro e remédios para aliviar os sintomas”, descreve o auxiliar de serviços gerais.

 

RN recebeu 40 mil doses do governo federal

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública recebeu 40 mil vacinas da Qdenga do Ministério da Saúde e deve iniciar a distribuição em breve para os municípios. Segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, os critérios estão sendo definidos junto aos municípios. A faixa etária utilizada no ano passado deve ser mantida para este ano, com público-alvo entre 10 e 14 anos.

“O que vamos fazer é ampliar o número de municípios que vão receber as doses, porque alguns deles não querem receber a vacina”, apontou Diana. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina, conhecida como Qdenga, em dezembro de 2023. A inclusão foi analisada pela Comissão de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) e passou por todas as avaliações da comissão, que recomendaram a incorporação. O esquema vacinal é composto por duas doses.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

Aos 92 anos, Léo Batista é internado em estado grave no Rio

17/01/2025

 

Léo Batista, de 92 anos, está internado em estado grave em unidade de saúde do Rio de Janeiro. O jornalista e locutor esportivo está na Rios D’Or, na Freguesia, Jacarepaguá.

Ainda não há informações oficiais do motivo da internação do apresentador. Segundo o site BNews, ele estaria enfrentando complicações após quadro de trombose.

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Sesap: RN está em estado de alerta para epidemia de dengue

17/01/2025


                                                         Foto: Adriano Abreu

 

O Rio Grande do Norte está em estado de alerta para uma epidemia de arboviroses, segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Segundo a pasta, o aumento de notificações de casos de arboviroses em dezembro e em janeiro deste ano acenderam o alerta das autoridades de saúde, que anteciparam a instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (CES) para dengue e outras arboviroses. Só para a dengue, são 432 casos prováveis nas duas primeiras semanas de janeiro. Aliado a isso, o aumento de casos em 2024 em relação a 2023 foi de 180%, segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap. O RN é o primeiro estado do Brasil a abrir o centro para dengue neste ano, segundo o Ministério da Saúde.

Esse é um de três fatores para que a Sesap decidisse antecipar a instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde (CES) para esta quinta-feira (16), numa ação que deverá ser integrada entre uma série de secretarias e municípios. A ideia é unir esforços para evitar casos graves e óbitos. Em 2024, o Estado registrou dois óbitos de dengue e três de chikungunya. De acordo com o plano de contingência para as arboviroses, o RN encontra-se em nível de alerta, com possibilidade de entrar em situação de epidemia caso registre um aumento expressivo de casos ou confirme algum caso de óbito.

“Quando fizemos a avaliação do cenário epidemiológico, informei as secretarias e a governadora que tínhamos três motivos suficientes para instalação desse centro. O primeiro motivo é a comparação dos números de casos de 2024 para 2023, com um aumento de mais de 180% de incidências de casos de dengue. O segundo motivo é que comparando o RN com outros estados do Nordeste somos o terceiro com maior incidência de casos”, explica Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap.

Ainda segundo Diana Rêgo, outro fator que amplia a preocupação no Estado é a circulação do sorotipo 3 no Brasil, que desde 2008 não circulava de forma predominante no Brasil. No país, são endêmicos sorotipos 1 e 2, e uma vez exposta a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, uma pessoa passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico.

“O estado do RN não tem a presença desse sorotipo Denv-3 da dengue. No ano passado só tivemos a identificação do 1 e do 2. Então se viemos a ter a circulação desse sorotipo Denv-3 podemos vir a ter um número de pessoas com um desenvolvimento da forma grave da doença”, acrescenta Diana Rêgo.

Neste primeiro momento, trinta municípios potiguares estão em estado de alerta e terão ações programadas específicas para as arboviroses. As ações incluem capacitações de gestores e corpo técnico, visitas a domicílio, busca ativa, entre outras ações. Os municípios foram incluídos levando em considerações fatores como incidência, casos graves, óbitos e fluxo turístico.

 

Tribuna do Norte

Essa publicação é um oferecimento

MARE MOVEIS TOUROS

Saúde

Uso precoce e prolongado de celulares contribui para ansiedade, depressão e dificuldade de socialização

16/01/2025


 

A psicóloga Débora Sampaio comentou a lei que proíbe o uso de celulares em salas durante aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica, sancionada pelo presidente Lula (PT) na segunda-feira 13. Ela apontou que o uso precoce e prolongado dos aparelhos contribui para ansiedade, depressão e até dificuldade de socialização entre crianças e adolescentes.

“A gente vê vários países buscando restringir e desintoxicar as crianças e adolescentes desse uso precoce, prolongado e abusivo dos dispositivos eletrônicos. Hoje o desafio na educação é justamente esse controle do uso das telas, que a pandemia potencializou, e a gente se perdeu. Essa medida na escola surge como uma tentativa de rever a infância e adolescência que nossos filhos estão tendo. Uma infância que antes era do brincar e passou a ser a infância do celular”, frisou a profissional, em entrevista ao RN no Ar, da TV Tropical, nesta quinta-feira 16.

Ela ressaltou que a geração atual já está dependente de celulares. “Para lidar com isso, a gente precisa reduzir danos. Como eles já ficam praticamente o dia inteiro diante das telas, a escola precisa ser sim esse espaço de desintoxicação, porque muito além da aprendizagem, que já está comprometida, é uma medida que vem pra tentar minimizar os danos à saúde, à saúde mental, à socialização, ansiedade, depressão e tantas outras questões”, pontuou.

A psicóloga defendeu a aprovação da legislação pelo governo federal. “O que a lei traz é que está proibido esse uso indiscriminado de celulares. Imagina o professor dando aula e os alunos em uma rede social, assistindo algo, ouvindo algo com fone. Então, a lei traz que essas tecnologias vão fazer parte da escola, mas com fins pedagógicos, mediados pelo professor”, disse.

A tecnologia poderá ser utilizada, mas com finalidade de trabalhar a consciência digital. “O objetivo é ensiná-los a ser cidadãos nesse mundo, que é um mundo que traz muitos benefícios, mas também muitos perigos. Precisamos trabalhar, sim, a cidadania digital, a educação midiática”.

 

 

AGORA RN

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

Câncer matou 18 mil pessoas nos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte

16/01/2025

 

A faixa etária mais afetada foi a partir dos 60 anos, concentrando 71% dos óbitos| Foto: Divulgação

Entre 2019 e 2023, o câncer, em suas diferentes formas, matou 18.052 pessoas no Rio Grande do Norte. O número é quase o dobro de vítimas fatais da covid-19, por exemplo, que levou 9.327 pessoas à morte, de 2020 até o início de 2025, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O câncer de pulmão foi o que mais matou pacientes acometidos com a doença do RN, representando 13% dos óbitos (2.264 mortes), seguido pelos cânceres de mama e próstata (8% cada), estômago (7%) e cólon e reto (6%).

Os números estão no “Boletim Epidemiológico do Câncer”, elaborado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesap/RN), que oferece uma análise do cenário da doença ao longo desse período específico no RN. O documento aponta que o aumento de mortes por câncer foi proporcional entre os sexos, subindo 4% nos cinco anos, mas com predominância no público masculino (51%). As informações são da Tribuna do Norte

Essa publicação é um oferecimento

Open Master - Agência de Desenvolvimento Web

Saúde

RN aumenta cobertura em 18 de 19 vacinas de rotina

15/01/2025


 

Em 2024, o Rio Grande do Norte voltou a registrar crescimento em sua cobertura vacinal, conforme revelam os dados do programa estadual de imunização da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). O estado alcançou um aumento significativo na aplicação de 18 das 19 vacinas do calendário vacinal.

Os dados consolidam a tendência positiva registrada nos anos recentes. A única exceção em 2024 foi a vacina contra a varicela, que manteve uma cobertura estável em torno dos 60% do público-alvo.

Destacam-se os desempenhos das vacinas para BCG, hepatite B, pneumo 10 e meningo C, todas superando os 90% de cobertura vacinal, com a BCG alcançando 99,43% do público-alvo. Além disso, outras oito vacinas atingiram 80% de cobertura, demonstrando o sucesso das estratégias de imunização implementadas no estado.

A evolução nos índices de vacinação de crianças de até um ano de idade apresentou um crescimento significativo de 2023 para 2024, a exemplo da vacina BCG, cuja cobertura passou de 79,45% para 99,43%, da tríplice viral, que aumentou de 88,36% para 95,14%, e a vacina contra a hepatite B, que saltou de uma cobertura de 83,19% em 2023 para 96,81% em 2024. 

A coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rêgo, relembra o trabalho desenvolvido nos últimos anos. “O Rio Grande do Norte alcançou uma melhoria expressiva na cobertura de diversos imunizantes. Conseguimos reverter a tendência de queda na vacinação por meio de várias ações integradas, em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, as secretarias de Educação e Comunicação, instituições de ensino, e com o apoio fundamental do Ministério da Saúde, idealizador das campanhas”, afirma ela.

A coordenadora destaca ainda o projeto Vacina Mais Potiguar, cujo principal objetivo é resgatar a cultura da vacinação. “Observamos que, a partir de 2017, houve uma queda na procura por vacinas. Para reverter esse cenário, implementamos diversas estratégias que incentivam a população a buscar espontaneamente a imunização”, complementa Diana.

Além das campanhas voltadas ao público em geral, foram realizadas ações específicas como o microplanejamento e o monitoramento da vacinação extramuro, direcionadas a escolas e empresas. A expectativa é continuar com essas iniciativas, capacitar os profissionais e acompanhar as estratégias em cada território, assegurando a manutenção do crescimento dos índices de vacinação no estado.

 

 

ANNA RUTH DANTAS

Essa publicação é um oferecimento

101 FM

Saúde

Câncer de colo de útero é o 3º mais comum

14/01/2025


 

O câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente entre as mulheres no Rio Grande do Norte, atrás apenas do câncer de mama e brônquios e pulmões, segundo os dados da Secretaria de Saúde Pública do estado (Sesap), que analisou os períodos de 2019 a 2023. Apesar disso, a doença pode ser evitada e curada caso tenha diagnóstico precoce. “O diagnóstico precoce realmente salva vidas, e o quanto antes melhor. A paciente pode ficar curada assim”, destacou a ginecologista Socorro Bandeira.

A prevenção é a melhor estratégia para combater o câncer de colo de útero. Segundo a ginecologista Socorro Bandeira, o exame Papanicolau, popularmente conhecido como preventivo, é a principal ferramenta para identificar alterações precoces no colo do útero.

“Além do preventivo, que é o Papanicolau, existe hoje a genotipagem, que é um exame que diagnostica os tipos de HPV mais relacionados ao câncer de colo, como os subtipos 16 e 18”, explicou a médica. O teste detecta as mutações genômicas do HPV-1.

Outro fator indispensável na prevenção é a vacinação contra o HPV, que tem impacto direto na redução dos casos. “A vacina do HPV é imprescindível hoje, porque ela diminui o risco de câncer de colo de útero. Mas é muito importante manter os exames periódicos em dia”, alertou Socorro Bandeira.

Identificar a doença em sua fase inicial é um passo crucial para aumentar as chances de cura. Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas evidentes no início, o que reforça a importância do acompanhamento preventivo.

Além do preventivo, a paciente deve ficar atenta aos sinais que podem identificar o início de alguma alteração na saúde, como sangramento vaginal irregular e até mesmo dores pélvicas, que podem indicar um estágio mais avançado da doença.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de colo de útero pode ser tratado com métodos menos invasivos. Segundo Socorro Bandeira, os tratamentos variam conforme o estágio da doença, mas as opções para casos iniciais são bastante eficazes. “O tratamento varia, mas, em estágios iniciais, as opções podem incluir procedimentos localizados, que são menos agressivos para a paciente”, explicou. A detecção precoce não apenas aumenta as chances de cura, mas também reduz os impactos do tratamento na qualidade de vida da mulher.

No Rio Grande do Norte, o câncer de colo de útero é mais comum em mulheres entre 29 e 39 anos, conforme destacou a ginecologista. Essa faixa etária concentra o maior número de diagnósticos, mas outras mulheres também podem estar vulneráveis dependendo de fatores como histórico familiar, múltiplos parceiros sexuais e início precoce da vida sexual.

“Ele é o terceiro tipo de câncer mais comum nas mulheres e, aqui na região Nordeste e também na região Norte, é um dos mais incidentes. Hoje, o HPV é o principal vírus na produção da doença”, explicou a médica.

Segundo Socorro, a alta prevalência do câncer de colo de útero no Rio Grande do Norte reforça a necessidade de investimentos em prevenção e conscientização. A vacinação contra o HPV, disponível na rede pública de saúde, e os exames preventivos devem ser amplamente promovidos como forma de reduzir a incidência da doença.

“A vacina e os exames periódicos são ferramentas complementares e indispensáveis. Prevenir é sempre melhor do que tratar”, concluiu Socorro Bandeira.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Saúde

Sesap instala sala de situação para monitoramento da dengue no RN

14/01/2025


 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) instalou nesta segunda-feira (13) a sala de situação para monitoramento da dengue e demais arboviroses no Rio Grande do Norte. Composta por membros de todas as áreas da Sesap, a sala de situação vai auxiliar no enfrentamento à dengue com as avaliações técnicas e montagem de estratégias intersetoriais, ao lado do Centro de Operações de Emergências (COE), que começa a funcionar a partir da quinta-feira (16).

A primeira reunião da sala de situação, que inicialmente terá encontros quinzenais, foi coordenada pela secretária de Saúde Pública, Lyane Ramalho. “Estamos antecipando as ações porque a vigilância epidemiológica identificou um aumento expressivo de casos no fim de 2024. Esse é o momento que precisamos, mais uma vez, contar com a colaboração de todos no combate ao mosquito”, resumiu ela.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

ATELIÊ DO AÇAÍ

Saúde

RN chega a mais de mil doadores de medula óssea

13/01/2025


 

O transplante de medula óssea é um procedimento essencial que pode salvar vidas de pessoas acometidas com cerca de 80 doenças, como leucemias, linfomas e síndromes de imunodeficiência. No Brasil, o número de doadores registrados tem crescido significativamente, refletindo um aumento na conscientização sobre a importância desse ato. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas no Rio Grande do Norte, o estado passou de 572 doadores em 2023 para 1.074 cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) até o primeiro semestre de 2024. No país, o quantitativo alcança mais de 5,5 milhões.

A médica hematologista Valquíria Bandeira destaca que, mesmo diante do avanço no número de doadores, a busca por um doador compatível ainda representa um grande desafio para os pacientes. “A maior dificuldade que o paciente oncológico enfrenta é encontrar o doador ideal, seja entre os familiares ou através do banco de doadores, como o REDOME”, explica a médica. Atualmente, mais de 650 pessoas no Brasil aguardam por um doador. “Quanto mais doadores cadastrados, mais chances um paciente tem de encontrar a compatibilidade necessária para o transplante”.

A medula óssea é o tecido esponjoso encontrado no interior de alguns ossos, responsável pela produção das células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Quando a medula não consegue produzir essas células devido a doenças como leucemia, anemia aplástica ou linfoma, o transplante de medula óssea pode ser a única esperança para a cura. Este procedimento consiste na substituição da medula doente ou deficiente por uma saudável, doada.

“A busca de um doador compatível geralmente começa com os familiares, que se inicia com irmãos e pode também ser feita com os pais. Não tendo o doador aparentado ideal, ou seja, fazendo o exame de compatibilidade e não tendo esse doador na família possível, a gente vai para o banco de doadores brasileiro e também mundial, que é o REDOME, com os doadores não aparentados”, explica a médica hematologista especialista em transplante de medula óssea.

Foi através de um doador fora da família que a vida de Rogéria da Silva, 26, moradora de São Bento do Trairi, no interior do Rio Grande do Norte, foi transformada. Diagnosticada com leucemia mieloide aguda, a potiguar passou por um longo processo de tratamentos sem sucesso e, há cerca de um ano, a equipe médica que a acompanha decidiu que ela precisava de um transplante de medula óssea. No entanto, seus familiares não puderam ser doadores devido a problemas de saúde, o que restou como a única alternativa a busca de um doador compatível no REDOME.

“Fiquei muito preocupada, mas graças a Deus encontrei um doador 100% compatível. Estou extremamente grata, pois essa pessoa me deu a chance de continuar vivendo”, conta Rogéria com gratidão, ressaltando o desejo de conhecer o doador. “A experiência foi bem difícil e dolorosa, mas vencermos uma etapa”. Ao todo, desde a entrada na lista de espera pela doação, Rogéria precisou aguardar cerca de um mês até o transplante, que aconteceu em Natal.

O processo de isolamento e os desafios emocionais também foram os principais obstáculos enfrentados por Rogéria, que teve que sair de sua cidade e se afastar do filho. “Ficar longe de casa, em isolamento, foi uma parte bem difícil, mas sabia que era a única chance de salvar minha vida”, recorda com emoção, ao lembrar da volta para São Bento do Trairi já transplantada para o afago da família.

Outra dificuldade enfrentada por pacientes em razão do isolamento, que pode durar entre três a seis meses, é a perda de renda. Segundo a hematologista Valquíria Bandeira, esse é um problema socioeconômico recorrente em razão das doenças oncológicas, mas pouco lembrado. Essa dificuldade também foi vivenciada por Rogéria, que contou com o apoio de familiares, amigos e casas de apoio, como a HATMO e a Onco & Vida, que atuam além do suporte emocional.

 

“Tive um apoio surreal da família, do meu esposo e da minha mãe. Aos meus amigos tenho muita gratidão, pois recebi muita doação que me possibilitou consegui pagar os aluguéis e o transporte para poder realizar o tratamento. Das casas de apoio, também recebi enxoval, medicamentos que não podia pagar e cesta básica”, relata.

 

Associação auxilia pacientes

 

Sem fins lucrativos, a Associação de Humanização e Apoio ao Transplantado de Médula do Rio Grande do Norte (HATMO-RN) tem desempenhado um papel fundamental no apoio aos pacientes e na conscientização sobre a doação de medula óssea desde 2008. Atuando diretamente na formação de uma rede de solidariedade e voluntariado no estado, o grupo apoia pacientes que passam por transplantes de medula óssea e oferece suporte emocional e social a eles e suas famílias, desde o diagnóstico até a recuperação.

Rosali Cortez, presidente da HATMO-RN, explica que a associação nasceu da necessidade de ajudar pacientes que enfrentaram dificuldades em encontrar doadores compatíveis. “Fomos procurados por pessoas que precisavam da doação, que sabiam que não iriam sobreviver sem um transplante, e a partir desse pedido, eu fiz a promessa de lutar por todos que precisavam de medula óssea. Tenho a missão de sensibilizar a população para a importância do cadastro e da doação”, compartilha Rosali.

Além do apoio direto aos pacientes, a HATMO-RN realiza campanhas educativas e promovendo palestras para divulgar a importância do cadastro no REDOME. Na última sexta-feira (10), foi celebrado uma data especial na Associação, nomeada “Dia de Doar da HATMO”, desenvolvida para fortalecer a necessidade do apoio financeiro para quem depende do projeto para se alimentar e manter as contas em dia durante o tratamento, além da importância do cadastramento como doador de medula óssea.

“Aumentar o número de doadores cadastrados é essencial para que possamos garantir que mais pacientes tenham acesso ao transplante de medula óssea, que muitas vezes é a única forma de cura para doenças hematológicas”, enfatiza Rosali. Ela ainda destaca que, para encontrar um doador compatível, é necessário que haja pelo menos 100 mil pessoas cadastradas.

 

Como se tornar um doador?

 

Para se tornar um doador de medula óssea, basta ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e realizar um simples exame de sangue para verificar a compatibilidade genética com pacientes que necessitam do transplante. O cadastro pode ser feito diretamente nos hemocentros ou por meio do aplicativo REDOME, que facilita o processo de inscrição e o acompanhamento das etapas.

Em Natal, dois hemocentros são cadastrados pelo REDOME para a doação voluntária de medula óssea. O Hemonorte, localizado na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar, 1800, no bairro Tirol, funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h. Já o outro ponto é a Hemovida, localizada na Avenida Nilo Peçanha, 199, no bairro Petropólis, com atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Valquíria Bandeira, médica hematologista especialista no transplante de medula óssea, ressalta que a falta de informações sobre o processo de doação é um dos principais obstáculos enfrentados pelos potenciais doadores. “Muitas pessoas têm receio porque não sabem como funciona o processo, mas é simples e seguro. A coleta de células-tronco pode ser feita por meio de uma coleta de sangue ou até de um procedimento de aspiração da medula, que é feito em ambiente hospitalar e com toda a segurança”, explica.

Nas exceções para estar apto a se cadastrar como um doador de medula óssea estão os diagnósticos de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), hepatite C, cânceres (menos de pele) e esquizofrenia. Outras doenças que estejam em tratamento e controladas, como epilepsia, diabetes, asma, tireoide de Hashimoto e vitiligo podem ser liberadas para cadastramento no REDOME.

 

 

TRIBUNA DO NORTE

Essa publicação é um oferecimento

RÁDIO FAROL - TOUROS

Primeira páginaAnterior Próxima Última página